Relacionamentos 24/08/2017 14:15

Sua falta de sorte no Tinder é culpa do algoritmo

Por Dinarte Assunção

Provavelmente não vai ser de primeira. Talvez, nem na segunda. A verdade é que você vai precisar puxar papo com um bom número de desconhecidos até conseguir um encontro satisfatório – ou, no mínimo, achar alguém que realmente faça seu tipo. Arranjar um amor para a vida inteira, então, nem se fala. Conseguir a façanha com a ajuda de um aplicativo de paquera é algo que acontece apenas no campo das ideias. Aquela história: você até sabe que é possível, mas nunca viu, só ouve falar.

Antes que a famosa bad venha, vale lembrar que isso não é, literalmente, culpa do seu dedo podre. Pode ser apenas que o seu app preferido não esteja tão preparado assim para lhe guiar na tarefa rumo ao match perfeito. Pelo menos, é isso que indica um estudo norte-americano, publicado no jornal Psychological Science.

Softwares como o Tinder vem de fábrica programados para aprender com a prática, melhorando a experiência do usuário com o tempo. Conforme os likes e super likes acontecem, eles vão se tornando seus amigos mais íntimos – e aprendem melhor sobre suas preferências e aquilo que você espera de um parceiro. Isso serve para que os robôs façam indicações mais refinadas, que tragam para perto quem vale a pena conhecer e livrem você de pessoas que não têm nada em comum.

O grande problema disso tudo é que a tal da química, neste caso, não é uma ciência exata. E, por mais que as máquinas estejam cada vez melhores em entender isso, elas ainda não captam por completo a profundidade da coisa.

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Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.