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13/09/2017 10:19

Os 4 erros no currículo que mais irritam os recrutadores

Currículos costumam ser fonte de frustração para muitos recrutadores. Seja por pecados na forma, seja por deslizes no conteúdo, a maioria dos candidatos acaba por produzir documentos que causam mais aborrecimento do que interesse.

“Grande parte vem com um design todo embolado, várias informações cruciais faltando, ou então detalhes excessivos”,  diz Hélio Carvalho, sócio-diretor da consultoria Qualitá-RH. O nível da maioria costuma ser tão ruim que “chega a dar desânimo”, nas palavras do recrutador.

Os mais prejudicados, no entanto, são os próprios profissionais. Mesmo aqueles que têm uma trajetória impecável e seriam perfeitos para uma determinada vaga não serão sequer considerados pelos avaliadores se não fizerem um currículo de qualidade.

Para ajudar candidatos a se apresentarem ao mercado de forma mais eficiente, a Qualitá-RH entrevistou cerca de 230 recrutadores de nível sênior sobre qual seria o modelo ideal de um currículo.

Os resultados trazem alguns erros considerados imperdoáveis pelos headhunters. Confira os principais a seguir:

1) Não incluir o campo “Objetivo profissional”

A função pretendida é considerada uma informação essencial para a triagem de currículos na visão de 71,2% dos entrevistados pela Qualitá-RH. Afinal, esse é o primeiro indicador que o recrutador levará em conta para decidir se deve continuar lendo o CV ou não.

Sem indicar seu objetivo profissional, o candidato dá a entender que está disposto a qualquer aventura só para ter um salário no fim do mês. “É importante fazer um currículo adaptado para cada vaga pretendida, e não um único documento que sirva para qualquer oportunidade”, orienta Carvalho.

É importante ser direto, específico e sucinto. Não vale se apresentar, por exemplo, como possível “assistente/analista/supervisor/coordenador financeiro”, na ilusão de abrir mais chances de se encaixar nas necessidades do contratante. Se você pretende atuar como coordenador financeiro no seu próximo emprego, escreva apenas isso no objetivo profissional.

2) Incluir (ou omitir) o campo “Resumo”

Escrever uma síntese da sua trajetória profissional até agora não é errado — mas a pertinência dessa informação pode variar conforme o seu grau de senioridade na carreira.

Em um currículo de nível operacional, o resumo é considerado relevante por 54,4% dos recrutadores, e visto como desnecessário por 45,5%. A avaliação muda drasticamente quando cargo é de média ou alta gestão: 89,7% consideram o campo necessário e apenas 10,9% o julgam irrelevante.

É fácil entender essa distinção. Só há necessidade de resumir carreiras longas; as trajetórias que ainda são curtas não precisam de síntese. “Para um profissional de nível júnior, o resumo acaba sendo redundante”, explica Carvalho. Os dados principais podem ser facilmente apreendidos com um olhar rápido sobre sua trajetória profissional.

Já o candidato de nível sênior precisa escrever duas ou três linhas rápidas sobre si mesmo — ou obrigará o recrutador a ler todo o currículo à procura de informações básicas sobre ele.

3) Escrever tudo em texto corrido, ou tudo em tópicos

A diagramação e até as fontes que você escolhe para o seu CV têm um impacto surpreendente sobre sua atratividade. O princípio geral que deve reger a composição do documento é a simplicidade: cores sóbrias, fontes clássicas e um espaçamento confortável entre linhas e parágrafos.

Também é importante criar diferenciação visual entre cada tipo de informação. Além de usar o negrito para títulos, por exemplo, é interessante intercalar textos corridos e listas de tópicos. A preferência de 58,5% dos entrevistados pela Qualitá-RH é por resumos na forma de um parágrafo. Já as experiências profissionais devem vir como uma lista de itens, segundo 81,2%.

De acordo com Carvalho, formatar seu histórico profissional em forma de tópicos ajuda a tornar a leitura mais dinâmica. No entanto, é melhor escrever o resumo na forma de um pequeno texto. “Se você fizer tudo no formato de tópicos, o layout fica muito cansativo e repetitivo”, explica ele.

4) Anexar uma carta de apresentação

Nada menos que 84,5% dos entrevistados consideram desnecessário escrever uma redação sobre si mesmo e enviá-la como complemento ao currículo.

“A carta de apresentação costuma vir como um 2º anexo no e-mail, o que nos faz perder ainda mais tempo”, explica o diretor da Qualitá-RH. “Além disso, costuma incluir autoelogios que não acrescentam nada para quem está recrutando”.

A dica do especialista é esperar a entrevista presencial para falar mais sobre seus valores e expectativas. Além de desnecessário, adiantá-las em formato de texto exclui a possibilidade de explorar outros recursos de comunicação para persuadir e conquistar o avaliador, tais como tom de voz e linguagem corporal.

Exame

04/09/2017 11:58

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O que fazer e o que não fazer nos dez primeiros dias de trabalho

Quando você entra em um emprego novo, há sempre uma pressão para deixar uma marca, provar que você merece a posição. Mas há alguns passos cruciais que você pode tomar para garantir que isso dure mais tempo e você não seja desligado no período probatório.

Ao construir relações, conquistar objetivos cedo e evitar parecer um “sabe-tudo”, você pode garantir sua posição por um bom tempo.

O QUE EVITAR

Primeiramente, não faça nada maluco.

“Use seus primeiros 10 dias para perceber quem vai influenciar você e quanta influência você poderá ter nessa companhia”, diz Jason Woman, coach executivo em São Francisco e autor do livro Your Best Just Got Better (“Seu Melhor Acabou de Ficar Melhor”, em tradução livre).

Muitos recém-contratados tendem a dar um grande show no emprego assim que chegam, mas entradas chamativas têm uma maior probabilidade de acabar em um tiro no pé, diz Gautam Mukunda, professor de administração de negócios da Universidade de Harvard.

Isso significa evitar manifestações chamativas em sua primeira reunião com a equipe. Não anuncie uma sacudida organizacional no seu primeiro dia. Fique longe de críticas muito contundentes sobre os processos da empresa.

“É muito mais fácil um grande show dar terrivelmente errado do que certo”, diz Mukunda. “Há uma boa chance de seus colegas não apreciarem sua grande entrada”.

Também entra nessa lista determinar grandes objetivos. Há boas chances de, como uma nova aquisição, você ainda não ter ideia do que é capaz de conseguir.

Ainda assim, muitas pessoas fixam metas muito ambiciosas nos seus primeiros dias de trabalho, diz Michael Sharkey, fundador e CEO da empresa de software de marketing Autopilot, baseada em São Francisco.

Por enquanto, ele aconselha deixar esses números de vendas ou projeções de novos produtos de lado. Prometer demais agora lhe dará uma boa chance de você ter de explicar depois por que você e sua nova equipe não chegaram lá.

“O apetite por metas nesses primeiros dias é difícil de saciar”, diz Sharkey. “Mas se você determinar muitas metas de início, será muito difícil conquistar todas elas”.

OS PASSOS CERTOS

Em vez disso, Sharkey diz que a chave é começar com algo pequeno para conquistar vitórias rápidas. Talvez seja uma nova contratação que você queira ter na sua equipe.

Talvez seja simplesmente entender melhor a rede de abastecimento da companhia ou conhecer pessoas em posições no mesmo nível que a sua.

“É sobre criar expectativas e entender o que importa”, observa Sharkey. “Comece com uma pequena tarefa e talvez você consiga começar o trabalho com uma vitória precoce”.

Enquanto se esforça para chegar a esse objetivo, comece a construir as relações que você precisará mais tarde. Encontre mentores e gerentes mais altos que estejam dispostos a oferecer conselhos e não tenha medo de lhes fazer perguntas, diz Womack.

Contudo, garanta que essas perguntas sejam apropriadas, ele aconselha. Evite soar como um novo recruta cheio de respostas, porque ninguém quer ouvir a pessoa nova falar sobre como tudo deveria ser.

A recomendação de Mukunda é fazer perguntas que mostram que você quer o aconselhamento dos outros – uma maneira fácil de se integrar a chefes e colegas. “Simplesmente não há uma maneira melhor de construir relações do que pedir conselhos”, diz Mukunda.

Isso é algo que Mukunda aprendeu da maneira mais difícil em seu primeiro emprego. Ele começou como um analista de negócios da empresa McKinsey & Company cheio de ideias em 2002.

Em sua primeira avaliação, Mukunda lembra de seu chefe o punindo. “Cara, você é a pessoa mais júnior na sala”, disse o chefe. “Mas, nas reuniões, ninguém fala mais que você”.

Não é que a companhia não valorizava sua opinião, diz Mukunda. É que ele simplesmente ainda não havia ganhado o direito de ser a voz mais alta no escritório. Agora, ele diz para seus alunos seguirem uma frase do premiado musical Hamilton: “Fale menos, sorria mais”.

“Você precisa lembrar que, quando você entra em um emprego novo, os chefes vão julgá-lo imediatamente”, diz Mukunda. “Você pode controlar isso sabendo quando parar de falar, fazer perguntas e ouvir”.

Se você fizer isso, há boas chances de você sobreviver às primeiras semanas de seu novo emprego.

Folha de S. Paulo

14/08/2017 08:54

Divulgação de produtos em redes sociais requer cuidados para evitar desgaste ou multa

O cliente faz uma compra, é bem atendido e deixa seus dados na loja. Instantes depois, começa a receber seguidas mensagens com promoções de produtos e serviços que não são do seu interesse, disparadas aleatoriamente pelos vendedores.

A boa impressão do primeiro contato se transforma em antipatia.

Casos assim são exemplo do mau uso das redes sociais por pequenas empresas e causam desgaste na imagem da marca, além de abrirem brechas para multas e processos judiciais.

Segundo o consultor do Sebrae-SP Edgard Neto, há dois extremos atualmente: estabelecimentos que enchem o consumidor de informação nas redes sociais e os que não mandam nada, perdendo oportunidades de negócio.

O desafio do empreendedor é encontrar a forma correta de se aproximar dos clientes.

“Estamos na era do marketing de relacionamento, mas todo cliente quer ser único e especial. Mandar muitas propagandas pode ter um efeito contrário ao desejado, por ser também uma prática invasiva e impessoal”, diz Neto.

Mensagens que exigem uma resposta de texto por parte do cliente estão entre as mais irritantes, na opinião da coach vocacional Jamile Dertkigil, 52.

“Me sinto invadida quando recebo seguidas mensagens de lojas. Não conheço a pessoa que está entrando em contato e sou obrigada a responder pelo menos para dizer que não gostei de ser chamada pelo WhatsApp e que não quero ser abordada dessa forma”, diz Jamile.

PEÇA LICENÇA

Apesar de não existir uma regra quanto ao envio de conteúdo pelas redes sociais, é necessário ter autorização do cliente antes de sair disparando mensagens.

“A empresa deve consultar o consumidor previamente sobre o seu interesse em receber, ou não, ofertas por meio de mensagens ou redes sociais”, afirma a Fundação Procon-SP, por meio de nota.

Em 2013, a entidade emitiu comunicados sobre o tema e alertou que alguns casos desrespeitam o Código de Defesa do Consumidor, podendo gerar punições.

“Não há legislação específica sobre o tema, mas o consumidor pode procurar o Judiciário para reparação”, diz o Procon-SP.

“Empresas que enviam propagandas sem solicitação ou autorização prévia do cliente podem receber multas que variam de R$ 450 a R$ 6,5 milhões”, afirma Rafael Zanatta, advogado e pesquisador em telecomunicações do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Na avaliação do advogado, a punição se aplica a diferentes modos de receber a comunicação, seja por e-mail, ligações telefônicas, redes sociais ou aplicativos de mensagem. “As práticas de abordagem são sempre semelhantes, o que muda é a tecnologia utilizada.”

MODERAÇÃO

Para tirar proveito de maneira eficiente e consciente das redes sociais, o empreendedor precisa conhecer o perfil de sua clientela, além de saber qual é o melhor dia e horário para encaminhar a publicidade.

“Costumamos mandar as novidades no início da semana. Esse hábito alavancou o consumo das nossas clientes, porque todas adoram promoções”, diz a empresária Regina Bonini, dona da Pin Up Estética.

Ela afirma que aumentou o seu faturamento em 15% desde que passou a divulgar o seu salão de beleza por aplicativos de mensagem, além de montar um site.

O comerciante Fernando Szmoisz, 44, também viu nas redes sociais uma oportunidade para divulgar seu produto, o palmito. Hoje, 90% das vendas são feitas pelas redes sociais.

A principal vantagem é o baixo investimento: em geral, os gastos se limitam ao pacote de dados necessário para acessar a internet.

“Isso democratiza a propaganda, porque antes as pequenas empresas só tinham a panfletagem como forma de divulgação dos seus produtos e serviços”, diz o professor Edney Souza, da ESPM.

*

BOAS MANEIRAS
Conheça regras básicas de etiqueta para divulgar negócios nas redes sociais

O QUE FAZER…

> Pedir autorização do cliente para mandar mensagens ou inclui-lo em grupos
> Enviar mensagens personalizadas, com promoções que tenham a ver com o perfil do consumidor
> Mandar duas mensagens por semana, no máximo
> Enviar as promoções no início da semana
> Escolher horários que tenham a ver com o seu negócio. Um restaurante deve mandar sua mensagem próximo da hora do almoço ou jantar, por exemplo
> Postar também informações relativas ao negócio, que não sejam apenas propaganda do seu produto
> Ter informações como data de aniversário e preferências pessoais no cadastro do cliente

…E O QUE NÃO FAZER

> Bombardear o consumidor com mensagens diárias
> Comprar mailings com telefones e distribuir a esmo promoções aos fregueses
> Participar de grupos só para vender seus produtos ou serviços
> Programar mensagens para horários noturnos ou antes de 10h da manhã
> Fazer grupos em aplicativos de mensagens e deixar os números de telefone dos clientes expostos
> Repetir a mesma mensagem ou promoção toda semana
> Enviar arquivos anexos, sobretudo aqueles muito pesados
> Mandar áudios ou textos longos

R$ 450
é o valor mínimo da multa, que pode chegar a R$ 6,5 milhões, para quem envia propaganda invasiva pelas redes sociais

120 milhões
é o número de contas do WhatsApp no Brasil

100 milhões
de contas de Facebook foram abertas no país

45 milhões
é o número de usuários brasileiros no Instagram

Folha de S. Paulo

23/06/2017 08:41

7 maneiras de ganhar dinheiro

Prestou atenção nas dicas elaboradas pelo Seven List? Agora, basta por em prática. Afinal, a vida não está fácil para ninguém.

Boa sorte!

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.