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29/09/2017 11:14

Petrobras anuncia quedas de 2,1% no preço da gasolina e de 1% no do diesel

A Petrobras anunciou hoje (29) quedas nos preços da gasolina e óleo diesel negociados em suas refinarias. A gasolina terá uma queda de preços de 2,1%, enquanto o recuo do diesel será de 1%, segundo informações da estatal.

As quedas de preços passam a valer a partir de amanhã (30) e se referem apenas o preço do combustível negociado para as distribuidoras. O preço para o consumidor final pode ter um reajuste diferente desse, porque o valor é definido pelos postos de combustível.

Apesar das quedas, os dois combustíveis acumulam altas de preços em setembro. Para a gasolina, o aumento de preços acumulado no mês é 3,47%, para o diesel, a alta do preço chega a 8,5%.

Agência Brasil

29/09/2017 10:27

Renan acusa Temer de negociar com Janot para salvar amigos

Hoje na oposição, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) está em guerra contra o presidente Michel Temer. Renan agora acusa Temer de ter mantido negociações com o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na tentativa de livrar seus amigos da Lava Jato, incluindo ministros e o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, hoje preso. Para o senador, Cunha e Temer são “umbilicalmente” ligados. “Aquilo ali é um corpo só”, atacou ele.

Renan relatou conversas mantidas com o presidente pouco antes de seu rompimento com o governo, em fevereiro. Disse que Temer chegou a dizer a ele que “fecharia os olhos” para a sucessão de Janot, nomeando um aliado dele, Nicolao Dino, se fosse o mais votado na lista tríplice do Ministério Público. Em troca, teria acertado que o procurador-geral não denunciaria ministros.

“Foi por isso que Michel fez aquele pronunciamento, em fevereiro, dizendo que, se um  ministro fosse denunciado, seria afastado do governo. Já tinha um acordo”, afirmou Renan.

Ex-presidente do Senado e ex-líder do PMDB, o senador disse que alertou Temer de que Janot não era confiável. “Eu falei para ele: Michel, você não vai fazer aliança com Janot. Ele já traiu Fabiano e também vai lhe trair na primeira esquina”, contou, numa referência a Fabiano Silveira, ministro da Transparência do governo Temer. Fabiano caiu 18 dias após assumir o cargo, em maio de 2016, após ser gravado em conversa com Renan, seu padrinho, orientando o então presidente do Senado e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado nas investigações da Lava Jato.

De acordo com Renan, Temer também negociou com Janot, quando ainda era vice-presidente, a retirada do nome de Henrique Eduardo Alves das investigações. “No governo Dilma, queriam nomear Henrique para ministro do Turismo. Dilma disse ao Michel que só nomearia se ele não estivesse na lista de Janot. Michel, então, se encontrou com Janot e pediu a ele para tirar Henrique e também Eduardo Cunha da investigação. Ele livrou Henrique, mas disse que não conseguiu tirar o Eduardo”, contou o senador.

Sem o nome na lista, àquela altura, Henrique acabou nomeado por Dilma em abril de 2015, substituindo Vinícius Lage, afilhado político de Renan. Alvo da Lava Jato, o senador soube, depois, que Temer nunca fez qualquer pedido por ele ao procurador-geral. “Janot mandou o seguinte recado para mim, por meio de um interlocutor: ‘Diga ao presidente Renan que ele não tem prestígio nenhum com o vice-presidente’” .

Renan assegura que disse tudo isso para Temer na conversa de rompimento. Chegou até a pedir ao presidente a demissão do então ministro da Justiça, Osmar Serraglio, segundo ele indicado por Cunha “de dentro da prisão”. Temer teria respondido: “Renan, você sabe que estou sendo chantageado”.

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) negou as acusações feitas por Renan. “O senador Renan Calheiros deveria escolher melhor seus amigos-informantes. Verifica-se, pelas informações fantasiosas, que essa é mais uma de suas escolhas erradas”, diz o texto assinado pela Secom. O Estado não conseguiu contato com Janot.

Pouco antes de deixar o cargo, há 12 dias, Janot apresentou a segunda denúncia contra Temer no Supremo Tribunal Federal (STF) – desta vez por organização criminosa e obstrução da Justiça – e incluiu na acusação os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria de Governo). Temer não nomeou Nicolau Dino, o primeiro da lista do Ministério Público, para o comando da Procuradoria-Geral da República, escolhendo Raquel Dodge, a segunda colocada.

Estadão

29/09/2017 10:10

Taxa de desemprego fica em 12,6% no trimestre encerrado em agosto

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,6% no trimestre encerrado em agosto deste ano. No trimestre encerrado em maio, a taxa havia ficado em 13,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto de 2016, a taxa havia sido de 11,8%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (29) pelo IBGE.

A população desocupada caiu 4,8% em relação ao trimestre encerrado em maio e chegou a 13,1 milhões de pessoas. Na comparação com o trimestre encerrado em agosto de 2016, no entanto, houve alta de 9,1%, já que na época havia apenas 12 milhões de desempregados.

A população ocupada chegou a 91,1 milhões de pessoas no país, um crescimento de 1,5% (1,4 milhão de pessoas) na comparação com maio e de 1% na comparação com agosto do ano passado.

O aumento da população ocupada foi influenciado pelo crescimento do mercado de trabalho informal, já que mais da metade do 1,4 milhão de empregos criados foi sem carteira assinada ou por conta própria.

Foram criados 286 mil postos de trabalho sem carteira assinada de maio a agosto, totalizando 10,8 milhões de pessoas. O aumento chegou a 2,7% em relação a maio e 5,4% na comparação com agosto do ano passado.

Outros 472 mil postos foram criados na categoria de trabalho por conta própria de maio a agosto. O número de trabalhadores nessa categoria chegou a 22,8 milhões em agosto, 2,1% a mais do que maio e 2,8% a mais do que em agosto.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada, de 33,4 milhões, ficou estável ante maio e caiu 2,2% ante agosto de 2016, já que foram encerrados 765 mil postos nesse período.

Agência Brasil

29/09/2017 09:14

Número de milionários do país cresceu 11% em 2016

A recessão brasileira, com uma queda do PIB de 3,6% em 2016, foi insuficiente para brecar o crescimento do número de milionários no país no ano passado, segundo estudo.

Levantamento da consultoria Capgemini aponta que havia 164 mil milionários no Brasil no ano passado, 10,7% mais do que em 2015.

dado chama a atenção não apenas porque o crescimento ocorreu um ano em que a economia brasileira afundou mas também porque ele foi superior à média global: 7,5%.

A explicação, porém, não é tão complicada. A ascensão dos milionários brasileiros (aqueles que têm pelo menos US$ 1 milhão em ativos, excluindo a residência principal e outros bens como coleções) se deveu à disparada da Bolsa.

A Bolsa brasileira foi a que mais subiu no mundo no ano passado, com valorização de 69% em dólar —a moeda americana serve como referência na comparação internacional para tentar amenizar as influências locais.

O crescimento do mercado foi reflexo da aposta dos investidores na melhora da economia do país, após a queda da presidente Dilma Rousseff.

A consequência foi que, dos 25 maiores países analisados pela Capgemini, o crescimento brasileiro no número de milionários só ficou atrás dos obtidos por Rússia, Noruega, Holanda, Suécia e Taiwan.

O estudo aponta ainda que “uma modesta expansão” do mercado imobiliário também ajudou para a expansão.

No ranking dos 25 países, o Brasil está em 17º lugar, imediatamente atrás de Arábia Saudita (176 mil) e Rússia (182 mil).

O levantamento destaca também que os ultrarricos (aqueles com patrimônio superior a US$ 30 milhões) brasileiros estão entre os que concentram maior parte do patrimônio dos milionários: 87,1% da fortuna dos milionários brasileiro está nas mãos desse grupo.

Folha de S. Paulo

29/09/2017 08:59

Proposta de fundo eleitoral cresce poder de caciques partidários

Desde que o STF proibiu as doações de empresas, os parlamentares buscam suprir a carência de recursos para 2018 para, assim, assegurar sua sobrevivência política.

A sociedade reagiu ao distritão e aos R$ 3,6 bilhões do Fundo de Financiamento da Democracia, mas nossos parlamentares ainda não jogaram a toalha.

O Senado acabou de aprovar o PLS nº 206/2017, destinando mais recursos públicos para cobrir despesas de campanhas. A proposta, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), é melhor do que a elaborada pela Câmara, mas contém artimanhas que beneficiam a base do governo e os líderes partidários –e, claro, prejudica a população.

Os defensores do novo projeto alardeiam que esse fundo custará “apenas” R$ 1,7 bilhão –menos da metade do pretendido pela Câmara. Além disso, defendem que a medida não pesará no Orçamento: os recursos seriam realocados de despesas já existentes, como emendas parlamentares e a propaganda partidária, que seria extinta.

Mas é bom ficar atento aos detalhes. O projeto prevê destinar “ao menos” 30% do valor das emendas das bancadas estaduais para o financiamento eleitoral.

Isso quer dizer que recursos que seriam aplicados nos Estados e municípios –como projetos de infraestrutura, saúde, etc.– iriam para os políticos gastarem nas suas campanhas. Ou seja, haveria uma transferência de recursos que beneficiam a população (prejuízos difusos) para os candidatos (benefícios concentrados). Você considera isso legítimo?

É preciso destacar que a proposta original, do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), não previa esse corte nos recursos estaduais.

O dinheiro viria exclusivamente da extinção das propagandas partidárias e do horário eleitoral –que, apesar de serem chamados de “gratuitos”, custam, respectivamente, R$ 300 milhões e R$ 600 milhões por ano em compensações fiscais para as empresas de rádio e TV.

Imagino que o lobby das emissoras tenha sido decisivo para a decisão de jogar a conta para a população.

A outra questão é que ninguém garante que o fundo ficará restrito a R$ 1,7 bilhão. O texto aprovado no Senado utiliza a expressão “ao menos”, o que abre uma brecha para que os parlamentares aumentem a cota prevista para as campanhas. E nunca é demais lembrar que o teto de despesas não se aplica aos gastos com eleições –o projeto será um cheque em branco dado ao Congresso.

A proposta também é engenhosa no que se refere à distribuição desse bolo de dinheiro público. Em vez de utilizar como base a última votação para Câmara dos Deputados –regra que já vale para o Fundo Partidário–, a fórmula de Jucá tem diversas variáveis: 2% seriam repartidos igualmente entre todos os partidos, 49% levariam em conta a votação de 2014, 34% seriam atribuídos de acordo com a bancada atual na Câmara e 15% conforme a bancada atual no Senado.

Ao inserir no cálculo o resultado das mudanças de configuração na Câmara e no Senado, Jucá alterou bastante a destinação de recursos para as campanhas de 2018, conforme pode ser visto no gráfico.

A base governista é a principal beneficiada no projeto aprovado no Senado: PMDB, DEM e alguns partidos do “centrão” (Podemos, PP, PR e PSD) ampliarão a fatia a que terão direito, enquanto PT e PSDB seriam bastante prejudicados. A aposta de Jucá, nesse caso, é que a base aliada do governo, a ser agraciada com alguns milhões a mais de dinheiro público em 2018, seja suficiente para aprovar o projeto até o fim da semana que vem.

O projeto aprovado no Senado também reserva grande poder para os caciques partidários. Caberá às executivas nacionais definir quanto será aplicado nas campanhas para cada cargo e em cada candidato individualmente –uma vez que a distribuição igualitária atingirá apenas 30% do valor a ser repassado a cada partido.

Nesses tempos em que boa parte do Congresso está na mira da Lava Jato e os parlamentares buscam desesperadamente se reeleger, dar mais poder para as cúpulas dos partidos pode ser decisivo para a renovação ou não do Congresso Nacional.

É por essas e outras que é bom desconfiar desses projetos aprovados a toque de caixa para destinar mais recursos públicos para políticos.

Folha de S. Paulo

29/09/2017 08:19

Ação sobre afastamento de parlamentares é ‘prioridade’ no STF, diz Cármen Lúcia

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira (28) que é prioridade da corte julgar uma ação sobre submeter ao Congresso o afastamento de parlamentares.

Na ação direta de inconstitucionalidade, partidos políticos pedem que as sanções contra parlamentares –como prisão preventiva, por exemplo– sejam submetidas ao Congresso Nacional em 24 horas.

“Se Deus quiser, será julgado em breve”, disse a presidente a jornalistas. “Seria muito bom ser julgada essa ação prontamente”, acrescentou. “Prioridade.”

Três partidos –PP, PSC e Solidariedade– foram ao Supremo em maio de 2016 depois do afastamento do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para questionar o poder de sanção dos ministros.

A relatoria da ação é do ministro Edson Fachin. Quando ele liberar o processo, Cármen Lúcia pode marcar a data do julgamento no plenário do STF.

A questão gerou novo embate entre Legislativo e Judiciário. Na terça (26), os ministros da primeira turma afastaram o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo e determinaram que ele cumpra recolhimento domiciliar noturno.

Dos cinco ministros que fazem parte da turma, três votaram para impor as medidas cautelares contra Aécio: Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber.

Eles argumentam que o artigo 319 do CPP (Código de Processo Penal) permite medidas análogas à prisão, como o recolhimento domiciliar noturno e a suspensão do exercício de função pública.

PMDB, PT e PSDB se uniram contra a determinação do tribunal. Os parlamentares afirmam que o afastamento não tem respaldo na Constituição e citam o artigo 53 do texto e que o Código de Processo Penal não pode se sobrepor a ela.

Cármen Lúcia, no entanto, diz que os Poderes estão harmônicos. “Estamos na boa”, afirmou. “O fim do direito é a paz, a finalidade do direito é a paz. Nós construímos a paz.”

O afastamento provocou racha também dentro do tribunal.

Integrantes da primeira turma, Marco Aurélio e Alexandre de Moraes foram contra impor as medidas a Aécio. Gilmar Mendes, que não faz parte do colegiado, criticou a decisão.

Para eles, a decisão equivaleu a uma prisão e, portanto, cabe ao Senado revisar.

RECURSO

A defesa de Aécio disse em nota aguardar “que a decisão seja publicada para que possa adotar todas medidas judiciais cabíveis para sua reversão”.

Nos bastidores, magistrados afirmam que a defesa pode entrar com embargo declaratório com efeito infringente na própria turma, desde que apresentando um fato novo para contestar a decisão da turma. Eles teriam que ouvir as partes (defesa e acusação) antes de decidir, o que pode fazer com que o caso se arraste.

Em conversas reservadas, ministros afirmam que é difícil levar o caso que já foi julgado na turma para o plenário do Supremo.

Dizem que o relator Marco Aurélio poderia ter afetado o processo ao plenário de maneira monocrática antes de colocar em julgamento na turma, mas que a jurisdição do relator sobre o caso termina quando a ação passa a ser decidida em colegiado. E, para que o caso fosse remetido ao plenário, precisaria ser uma decisão aprovada na turma.

O próprio relator já falou sobre isso em público. Questionado se caberia à defesa recorrer da decisão da turma e tentar levar o caso para o plenário do Supremo, Marco Aurélio disse que não.

“Não vejo instrumental agora para deslocar para o plenário do STF”, afirmou.

“A não ser que venham embargos declaratórios com um enfoque. E vamos aguardar pela criatividade do doutor Toron”, disse, em referência a Alberto Toron, advogado do tucano.

IMUNIDADE PARLAMENTAR

A lei prevê prisão para parlamentares só em caso de “flagrante delito de crime inafiançável”. O texto diz ainda que as prisões de congressistas precisam ser confirmadas pelo plenário da Casa respectiva: ou seja, a Câmara se trata-se de um deputado, e o Senado, se for um senador.

Na próxima semana, o Senado votar se acata ou não a decisão do Supremo.

Aécio foi denunciado sob acusações de corrupção passiva e obstrução da Justiça. Ele foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, a quem pediu R$ 2 milhões.

Na conversa, que veio à público após a delação de Joesley, ele fala sobre a necessidade de fazer mudanças na estrutura da Polícia Federal, entre outras medidas que foram consideradas por investigadores como tentativas de atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Em nota, Aécio disse que seu afastamento do mandato é “uma condenação sem que processo judicial tenha sido aberto”, diz o texto. “Portanto, sem que sequer ele tenha sido declarado réu e, o mais grave, sem que tenha tido acesso ao direito elementar de fazer sua defesa.”

Folha de S. Paulo

29/09/2017 08:12

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

TST declara greve dos Correios abusiva e determina retorno imediato ao trabalho

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Emmanoel Pereira, declarou nessa quinta-feira (28) como abusiva a greve dos Correios, iniciada no dia 19 de setembro.

Segundo o ministro, a greve foi deflagrada com a negociação ainda não encerrada, o que determinou a abusividade do movimento paredista.

Neste caso, de acordo com o magistrado, cabe aos Correios adotar as providências que entender pertinentes, conforme sua conveniência, partindo da premissa de que para tais trabalhadores não há greve, mas simplesmente ausência ao trabalho.

Com a decisão, os empregados que aderiram à paralisação devem retornar aos seus postos de trabalho imediatamente.

De acordo com os Correios, mais de 91 mil funcionários estão trabalhando normalmente, o que corresponde a 84,1% do total de empregados.

Agência Brasil

29/09/2017 08:05

Saiba quem tem direito a saque antecipado do PIS/Pasep e veja calendário

O saque dos recursos das contas do PIS/Pasep trará uma diferença em relação ao saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desta vez, os beneficiários correntistas do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica receberão o dinheiro automaticamente nas contas.

Calendário dos saques

O governo anunciou nesta quinta-feira (28) o calendário de saque de recursos das contas do PIS/Pasep, que foi antecipado para beneficiar os cotistas idosos. As retiradas começam no dia 19 de outubro para os cotistas com mais de 70 anos. A partir de 17 de novembro, serão disponibilizados os recursos para os aposentados.

Em dezembro, a partir do dia 14, o saque será liberado para mulheres a partir de 62 anos e os homens de 65 anos, ou mais. Antes, o saque poderia ser feito apenas pelos que Já tivessem completado 70 anos.

Bancos

Os cotistas que preenchem os requisitos para receber os recursos e são clientes do Banco do Brasil, seja com conta corrente ou poupança, vão receber o valor antecipado em suas contas. O crédito será feito automaticamente dois dias antes da abertura do calendário de pagamento estabelecido.

Quem não for correntista do Banco do Brasil e tiver até R$ 2,5 mil poderá fazer, sem custo, uma transferência para outro banco usando a internet e terminais de autoatendimento.

O Banco do Brasil é responsável pelo pagamento do Pasep, que é relativo aos servidores públicos O fundo contabiliza 4,6 milhões de cotas que totalizam R$ 7,1 bilhões. Pelas condições anteriores, 807,4 mil cotistas teriam direito a sacar R$ 2,5 bilhões este ano. Com a antecipação, serão 1,6 milhão de pessoas, e o valor, de R$ 4,7 bilhões.

No caso da Caixa, os correntistas também vão receber o dinheiro automaticamente dois dias antes do início dos pagamentos. Os não correntistas que receberem até R$ 1,5 mil vão poder sacar apenas com Senha Cidadão, nos terminais de autoatendimento. Para valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, é necessário o Cartão Cidadão e a senha. Acima de R$ 3 mil é preciso ir até uma agência do banco. Quem não tem senha ou Cartão Cidadão poderá ir a uma agência da Caixa para realizar o saque.

A Caixa é responsável pelo pagamento do PIS, que abrange os servidores da iniciativa privada e vai pagar a cerca de 6,4 milhões de cotistas, totalizando R$ 11,2 bilhões em recursos.

A exemplo do que ocorreu no saque das contas inativas do FGTS, o dinheiro depositado em conta não poderá ser usado pelos bancos para pagar dívidas de correntistas com saldo devedor.

Quem tem direito

Só tem direito aos recursos o trabalhador do setor público ou privado que tenha contribuído para o PIS ou Pasep até 4 de outubro de 1988 e que não tenha feito o resgate total do saldo do fundo. Quem começou a contribuir depois dessa data não tem direito ao saque.

Agência Brasil

28/09/2017 13:46

Senado aprova ‘urgência’ no caso Aécio, mas deixa votação para semana que vem

O plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira — por 43 votos a favor, oito contra e uma abstenção — o requerimento dos líderes partidários para votar com urgência a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu recolhimento domiciliar. Apesar de o requerimento dos líderes falar em urgência, a votação do mérito será só na terça-feira da semana que vem.

— Independente do que aconteça com o requerimento dos líderes, a matéria não será votada hoje — disse o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O líder do PSDB, senador Paulo Bauer, que comanda o requerimento dos líderes para realização da sessão extraordinária, pediu que a votação do mérito fosse deixada para a próxima terça-feira. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) reagiu, mas o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), acatou o pedido.

— São horas e minutos importantes para defender a instituição e cuidar da liturgia com que outros não tiveram. Não podemos precipitar nada, temos que serenamente cada segundo acontecer, pegando pulso do quórum, pagando para ver cada segundo. Processo político é isso — reagiu Renan, pedindo que os senadores chegassem ao plenário.

— Essa pauta não é minha. É um requerimento dos líderes e não tenho como não acatar o pedido de realizar na terça-feira o mérito — disse Eunício.

Paulo Bauer disse que o requerimento fala em urgência, mas apenas 55 senadores presentes é um quórum muito apertado.

— Consultei os líderes e eles silenciaram. A Mesa já definiu — disse Eunício.

O senador Humberto Costa (PT-PE) comunicou que a presidente do partido, Gleisi Hoffman (PT-PR), vai apresentar representação por quebra de decoro parlamentar contra Aécio Neves. Depois da péssima repercussão da nota da Executiva Nacional do PT divulgada ontem em apoio à anulação da decisão, se articula uma nova nota para anunciar voto do partido pela recuperação do mandato, mas também a entrada de nova representação no Conselho de Ética para cassá-lo.

— Em razão de notícias de acordão, vamos apresentar o pedido de abertura para averiguação de quebra de decoro. Chegamos a conclusão que foi por omissão do Senado que o Supremo tomou essa decisão — disse Humberto Costa.

— Esse é o PT — alfinetou José Medeiros (Podemos-MT).

O pátio do estacionamento da Casa está lotado de carros pretos, e as informações dão conta de 60 senadores na cidade.

Uma das alternativas para evitar o confronto do Senado com o Supremo seria o próprio senador Aécio Neves entrar com um recurso da decisão da Primeira Turma ao pleno do Supremo Tribunal Federal. Se o pleno se reunir em urgência de Aécio, se evitaria a votação no Senado.

Eunício comandou a sessão a partir de 11h30, quando começou a ler a notificação do Supremo. Ontem à noite, o presidente da Casa conversou com a presidente do STF, Cármen Lúcia, para uma última tentativa de entendimento, na tentativa de evitar a medida drástica de levar a decisão para ser derrubada no plenário. Sem sucesso, estão a postos para, em nome da defesa das prerrogativas do Poder, anular a decisão contra Aécio.

OPERAÇÃO MIROU FAMILIARES DE JUCÁ

A operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvos familiares do líder do governo e presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), é um componente a mais na agitação inusual para uma manhã de quinta-feira, quando os senadores deixam Brasília rumo a seus estados.

Jucá anda pelo Senado em conversas com os companheiros. Está muito nervoso e acusa a Justiça de Roraima de retaliação. Também vai divulgar uma nota nas próximas horas.

No PSDB há solidariedade, e a maioria deve votar para anular a decisão do Supremo que afastou Aécio, mas o presidente em exercício da legenda, o senador Tasso Jereissatti (CE), não deverá participar da reunião. Ele chegou essa madrugada de uma viagem de três semanas aos Estados Unidos, onde esteve para assistir tratamento médico de um familiar. Toda a operação está sendo articulada pelo líder do partido, Paulo Bauer (SC).

A previsão é que, dos 81 senadores, apenas 15, aproximadamente, votem de acordo com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Na conversa com Eunício, ontem, Cármen Lúcia disse que essa decisão do Senado pode ser levada, depois, para deliberação do pleno da Corte.

A maioria da Casa vai votar com o argumento que a Constituição Federal foi violada e que prisão de parlamentar precisa de autorização da Casa Legislativa e só cabe em caso de flagrante de crime inafiançável. Foi o que ocorreu no caso Delcídio Amaral.

— Já no caso de Aécio não houve flagrante. O caso dele é semelhante ao de inúmeros outros parlamentares que continuam atuando no Congresso, embora sendo investigados, de dois senadores denunciados, mas também livres. Surpreende o critério do Supremo que, a meu juízo, se equivocou ao determinar a prisão domiciliar noturna de Aécio e o seu afastamento do Senado. Que prossiga o inquérito, como nos outros casos. Tenho cobrado do STF agilidade em todos os casos. Lembro, por fim, que no Conselho de Ética fui um dos poucos a votar contra o arquivamento do processo de investigação do Aécio. Por fim, é com muito pesar que vou votar contra essa decisão do Supremo, mas não estou me agindo em defesa de um senador e, sim, a favor da Constituição — justificou o senador Lasier Martins.

Jornal O Globo

28/09/2017 13:30

Lars Leetaru/Folha de S. Paulo

Veja como usar a tecnologia para registrar as suas férias

Tirar fotos com a câmera do celular é pouco –existem maneiras muito mais criativas de usar a tecnologia em viagens, diz Dennis Crowley, cofundador e presidente do conselho da Foursquare, empresa criadora de dois aplicativos de localização que mobilizam 50 milhões de usuários ao mês.

“Entre os diversos aplicativos e plataformas de mídia social, você pode preservar as experiências de suas viagens de muito mais maneiras do que simplesmente por fotos”, diz. A seguir, Crowley dá dicas de como usar a tecnologia para registrar as férias.

Crie uma playlist
Você já teve vontade de saber o nome da canção que tocou durante o jantar na última noite de sua visita à Nova Inglaterra? Da próxima vez que for a outro lugar, recomenda Crowley, use um aplicativo de música como Shazam ou Spotify para identificar as canções ouvidas durante o período fora de casa. Crowley, por exemplo, tem playlists de mais de uma dúzia de viagens, entre as quais uma lista de canções de bar favoritas de uma viagem que fez ao Brasil em 2014. “Uma playlist ajuda a capturar os sons de um lugar, e cada vez que você ouvi-los reviverá a viagem”, diz.

Permita que seus serviços de fotos acessem sua localização
Diversos serviços de fotos, como o Google Photos, permitem que você organize suas imagens por local. Dessa forma, você sempre se lembrará de onde estava e de quando tirou a foto –se você fez várias paradas, por exemplo, sistemas como esses organizarão suas fotos por cidade. “É fácil que uma viagem de férias se torne um grande borrão, e organizar suas fotos por localização é uma forma de capturar os trechos individuais da jornada”, afirma.

Registre suas paradas
Um amigo vai a Tóquio e quer suas recomendações com base na visita recente que você fez à cidade, mas você tem dificuldades para se lembrar de nomes. É um problema que muitos viajantes enfrentam, mas você pode ter suas melhores dicas de prontidão usando um aplicativo como o Foursquare ou o Swarm, que combinam registros e localização, ou um aplicativo de anotações, no qual você pode escrever sobre os lugares que está visitando. Ferramentas como essas são uma forma de registrar todos os lugares a que você foi, e o Swarm os marca em um mapa compartilhável –você pode escolher com quem divide sua localização ou manter suas visitas completamente em segredo.

Escolha uma só plataforma de mídia social
Seja Instagram, Snapchat ou Facebook, é melhor usar só uma plataforma de mídia social, opina Crowley. “Afinal, você deve dedicar a maior parte do seu tempo a curtir a viagem, em vez de perder a atenção porque está criando conteúdo –que em algumas plataformas desaparece em apenas 24 horas.”

Peça ajuda
Sempre que viaja, Crowley usa o Twitter para pedir ideias a amigos, colegas e ao público em geral sobre tópicos relacionados à viagem: pergunte seus aplicativos favoritos de corrida ou se se experimentaram o programa de bicicletas compartilhadas no lugar que vai visitar. “Quando olho minha timeline e leio as respostas, isso me leva de volta àquela viagem”, conta.

Folha de S. Paulo

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.