Notícias com a categoria "saude"

29/09/2017 09:28

A cada 40 segundos, uma pessoa morre vítima de doença cardiovascular no Brasil

Em todo o mundo, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares, a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a situação não é diferente. A média anual chega a 350 mil, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos; a duas vezes mais que todas as mortes decorrentes de câncer e seis vezes mais que as provocadas por todas as infecções no país. Apenas entre janeiro e setembro deste ano, foram 240 mil mortes por problemas cardíacos. Para alertar a sociedade, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) promove nesta sexta-feira, 29, Dia Mundial do Coração, a campanha Movidos pelo coração.

O objetivo da campanha é convencer a população a adotar medidas preventivas. Atividades em algumas cidades e ações na Internet promoverão essa sensibilização, que pode ser definitiva na vida de muitas pessoas. Isso porque, segundo o presidente da SBC, Marcus Bolivar Malachias, “a metade dessas mortes poderia ser evitada ou postergada por muitos anos com prevenção e cuidado”. Praticar atividades físicas; ter uma alimentação balanceada; controlar o colesterol, a pressão arterial e o diabetes; evitar fumar; consumir moderadamente álcool e sal e usar corretamente a medicação indicada pelo médico, quando for o caso, são exemplos do que deve ser feito para evitar doenças arteriais coronárias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e outros problemas.

Embora as doenças e também as formas de combatê-las sejam conhecidas da comunidade médica e mesmo da população em geral, o Brasil tem vivenciado a ocorrência precoce desses problemas. Metade dos infartos fatais, que deveriam atingir sobretudo idosos, ocorre, atualmente, em pessoas com menos de 60 anos. O número de atingidos com menos de 40 também tem crescido, segundo a SBC. Uma das explicações para esses fatores é que “o brasileiro não se trata”, sentencia Marcus Bolivar Malachias. Ele aponta que 80% dos hipertensos sabem que devem se cuidar, mas não adotam reeducação alimentar ou atividades físicas. Muitos também não tomam os remédios indicados para o tratamento, inclusive porque esse tipo de doença não costuma ser sintomática. Caso tudo isso fosse feito, a pessoa hipertensa poderia ter mais 16,5 anos de expectativa de vida.

“Nosso maior desafio é diminuir o hiato entre a ciência, os conhecimentos e as tecnologias e a sua aplicatividade, por isso é importante fazer com que as pessoas se conscientizem, porque a saúde começa com o autocuidado”, afirma. De acordo com Malachias, o Brasil possui um número alto de cardiologistas, 14 mil, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O sistema de saúde do país também possibilita o cuidado, apesar das dificuldades que podem ser encontradas para se obter assistência médica especializada. “Hoje, nós demandamos muita consulta com pouca resolutividade, porque após a consulta o tratamento deve continuar”, explica.

Além disso, o estresse tem se tornado um fator de risco recorrente, inclusive entre os jovens. A alta liberação de hormônios como a adrenalina e cortisol provocam instabilidade e elevam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, podendo provocar infarto ou AVC. Para combatê-lo, a SBC indica algumas pequenas práticas, como se alimentar melhor, praticar atividades físicas, dormir melhor e até rir mais. Em caso desse estado de tensão ocorrer com frequência, é importante buscar ajuda para saber se pessoa está sofrendo de algum distúrbio de ansiedade.

Alimentação equilibrada

A obesidade é outro fator de risco que pode ser enfrentado. Hoje, cerca de 50% da população brasileira tem sobrepeso. O crescimento do problema tem acompanhado as mudanças nos hábitos alimentares, como a proliferação de fast foods. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, os pratos tradicionais das diferentes regiões do país são aliados no combate à obesidade e outras doenças, pois são baseados em alimentos frescos produzidos nas proximidades dos locais de consumo, e diversificados, o que garante o necessário balanceamento alimentar.

Por isso, o presidente da SBC defende que é preciso estimular e garantir condições para que as pessoas possam comer alimentos in natura de forma mais barata e que elas tenham informações, como a procedência dos produtos. Ele também alerta a população para que não mude seus hábitos para seguir qualquer informação disponibilizada, por exemplo, em redes sociais. Nelas é possível encontrar notícias diversas que propõem, por exemplo, consumo excessivo de ovo ou gordura como supostas descobertas do mundo científico. “O melhor a fazer é seguir a natureza, que é equilibrada. Não existe alimento bom ou ruim A moderação é o que faz bem”, conclui.

Agência Brasil

28/09/2017 09:38

‘Para de chorar porque o seu marido vai cansar’: o estigma da depressão pós-parto, que afeta 1 em 4 mães no Brasil

“Como uma mãe com um filho perfeito, lindo e saudável poderia estar triste? As pessoas não conseguem entender isso e te cobram”, diz a professora Elenise Costa, de 37 anos, sobre a depressão pós-parto.

Na época com 34 anos e casada há dois, Elenise Costa sonhava com o nascimento do primeiro filho. A gravidez não foi fácil. Por causa de complicações decorrentes de endometriose e um mioma, Elenise teve que parar de trabalhar e ficar de repouso desde a 18ª semana de gestação.

“Na gravidez, já comecei a me sentir um pouco triste,” diz. “Lembro que no dia do parto eu já me senti triste”.

Era o início do período mais difícil da vida de Elenise, que foi diagnosticada com depressão após o nascimento do filho. Por algum tempo, ela sofreu sozinha. Elenise diz que só conseguiu contar para o marido o que estava sentindo quando o filho tinha 15 dias. Cansada, preocupada, com taquicardia e tremores, ela tinha vergonha de admitir que não estava feliz com o começo da maternidade.

Moradora de Maricá, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela aos poucos compartilhou o que estava vivendo com amigos próximos e familiares, mas não recebeu o apoio do qual precisava. “Ouvi de pessoas que achei que poderia contar coisas do tipo ‘olha, fica bem porque você vai perder seu marido. Para de chorar porque o seu marido vai cansar'”, relata.

Resistir a procurar atendimento psicológico durante a gravidez ou após o parto não é incomum entre mulheres. Um estudo em andamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrevistou 221 gestantes que fazem o pré-natal em uma unidade da Escola Nacional de Saúde Pública em Manguinhos, região carente do Rio. Entre as entrevistadas, 32% apresentaram sintomas depressivos. No entanto, menos da metade dessas mulheres aceitou ser avaliada por um profissional especializado – 52% se negaram a receber ajuda.

“A gente tem sempre uma visão de que o serviço de saúde não oferece [atendimento voltado para a saúde mental de gestantes]. E muitas vezes não oferece mesmo. Só que o que nós encontramos é algo que consideramos mais sério ainda: elas não querem”, explica a pesquisadora Mariza Theme, responsável pelo estudo. (mais…)

27/09/2017 09:45

Idade faz com que pais transmitam mais mutações aos filhos do que mães

Homens são capazes de gerar filhos em qualquer momento da vida, ao contrário das mulheres, mas essa vantagem reprodutiva tem um preço: mutações no DNA dos bebês. Quanto mais velho o pai, maior a chance de que ele transmita alterações no genoma a seus descendentes, indica um estudo islandês.

Isso, a rigor, também vale para as mães, mas o papel masculino no acúmulo de novas mutações é cerca de quatro vezes o feminino, afirmam os pesquisadores liderados por Kari Stefansson, presidente da deCODE, uma das principais empresas de análise genômica do mundo.

Os cálculos da equipe indicam que, em média, para cada ano transcorrido da vida de um homem, ele acumula 1,51 nova mutação em seus espermatozoides. Mulheres, por outro lado, acumulam apenas 0,37 mutação por ano de vida em seus óvulos.

Essas mutações “de novo”, como os cientistas costumam chamá-las, são as que estão presentes nas células sexuais e, portanto, são passadas para uma nova geração de seres humanos –o DNA de outros tipos de células também sofre alterações com frequência, mas ele não é transmitido para os descendentes.

“As mutações ‘de novo’ são parte importante do substrato da evolução, porque lançam constantemente novas versões do genoma humano no ambiente”, explicou Stefansson em comunicado oficial.

“No entanto, acredita-se que elas também sejam responsáveis pela maioria dos casos de doenças raras da infância. Mapeá-las, portanto, é uma contribuição importante para o diagnósticos desses problemas.”

Os dados estão em artigo na revista científica “Nature”.

ELEGANTE E ESPERADO

“É um trabalho elegante, mas não deveria ser uma grande surpresa”, diz Allan Pacey, professor de andrologia da Universidade de Sheffield (Reino Unido). “Sabemos há muitos anos que o risco de ter filhos com problemas médicos de origem genética aumenta consideravelmente com uma idade paterna mais avançada.”

É por isso que a atual legislação britânica, por exemplo, estabelece um limite de idade de 40 anos para doadores de esperma. “Os resultados reforçam a necessidade de encorajarmos homens e mulheres a terem seus filhos quando ainda são jovens, se possível.”

Para o estudo na “Nature”, os pesquisadores tiraram partido da queda vertiginosa nos preços do sequenciamento (“soletração”) do DNA durante os últimos anos. Isso lhes permitiu analisar o genoma inteiro –ou seja, cerca de 3 bilhões de pares de “letras” químicas por pessoa– de mais de 1.500 islandeses, que foi comparado aos genomas dos pais dessas pessoas.

Para completar o cenário, eles também analisaram o DNA de pelo menos um dos filhos de 225 dessas pessoas, o que permitiu traçar o retrato genético de três gerações.

Dessa massa de dados vieram 108 mil mutações “de novo”, a maioria das quais pertence à categoria de SNPs (pronuncia-se “snips”; a sigla quer dizer “polimorfismos de nucleotídeo único”, ou seja, trocas de uma única letra de DNA, como um C que vira G). Também foram mapeados os “indels” (inserções e deleções, quando um pedaço de DNA é inserido no genoma ou apagado).

A maior “culpa” paterna nesse bolo não é difícil de entender. O organismo masculino produz espermatozoides em ritmo frenético –calcula-se que as células precursoras deles se dividam cerca de 23 vezes por ano. Cada divisão equivale à produção de uma nova cópia do DNA paterno, o que significa uma probabilidade cada vez maior de que ocorram erros nesse processo e, portanto, mutações.

Pelo que sabemos até agora, a situação é diferente no caso dos óvulos. Embora haja alguns estudos sugerindo que eles podem se multiplicar no organismo de mulheres adultas, o mais provável é que a maior parte deles já esteja pronto quando as meninas nascem.

Com isso, o DNA deles pode sofrer danos causados por influências ambientais –radiação, certos produtos químicos etc.– e, quando a célula tenta consertar esses danos, mutações podem aparecer. O que não acontece, pelo visto, é o acúmulo de alterações ligado à divisão das células.

Por outro lado, se a quantidade de mutações de origem materna é menor, elas têm uma tendência a aparecer mais juntas, em certas regiões do genoma –como uma área de 20 milhões de letras de DNA do cromossomo 8 (cada pessoa tem 23 pares de cromossomos). Nessa região, a frequência de mutações de origem materna é 50 vezes superior ao que se vê no resto do genoma.

Folha de S. Paulo

26/09/2017 11:06

7 motivos para não esquecer de retirar a maquiagem antes de dormir

As maquiagens são realmente grandes parceiras da maioria das mulheres. Porém, podem ter efeito contrário e se tornarem grandes inimigas caso não sejam removidas completamente. Hoje o Seven List separou 7 motivos para não esquecer de retirar a maquiagem antes de dormir.

Precisamos ser muito sinceros nesse ponto e dizer que de fato as maquiagens podem transformar a autoestima de muitas pessoas. Uma boa maquiagem é capaz de disfarçar aqueles pequenos detalhes que nos incomodam, valorizar aqueles pontos que nós amamos e deixar a gente bem mais confiante.

Apesar desses benefícios indiscutíveis que as maquiagens são capazes de trazer, nós precisamos falar sobre o seu lado negativo. Na verdade não é bem assim negativo, até porque esse lado só existirá se você não retirá-las.

Atualmente no mercado de cosméticos existe uma infinidade de tipos de maquiagens que atendem as mais diversas necessidades, tons e tipos de peles. E desculpe te desapontar, mas mesmo assim, com tanta tecnologia, é preciso SIM remover a maquiagem ao final do dia. E para você pensar mil vezes antes de dormir maquiada o Seven List preparou a lista acima.

Seven List

26/09/2017 08:40

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

Sete em cada dez brasileiros não praticam atividade física, mostra Pnud

Levantamento inédito feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) revela que apenas três em cada dez brasileiros na idade adulta praticam atividades físicas e esportivas com regularidade. O levantamento mostra ainda que os homens praticam atividade física 28% a mais do que as mulheres e as pessoas com maior renda têm mais acesso à prática esportiva.

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional 2017 – Movimento é Vida: Atividades Físicas e Esportivas para Todas as Pessoas, em 2015, 37,9% dos brasileiros entrevistados disseram praticar esporte. Entre os homens, o índice ficou em 42,7% e entre as mulheres, em 33,4%. O Distrito Federal (50,4%) é a unidade da Federação em que as pessoas mais praticam atividade física, enquanto Alagoas (29,4%) tem o menor percentual.

“Os dados analisados reforçam a compreensão de que realizar atividade física e esportiva não se restringe somente a uma decisão individual, mas é também produto de como a sociedade pauta a vida coletiva. Isso significa que aconselhar os indivíduos a praticar mais exercícios, sem criar oportunidades efetivas para as pessoas se engajarem com as práticas, nem enfrentar os condicionantes sociais que limitam o envolvimento, dificilmente mudará o cenário”, diz o relatório.

O levantamento, que traz dados sobre o perfil da prática esportiva no Brasil, faz recomendações aos governos nas áreas de saúde, educação, esporte e desenvolvimento humano. De acordo com o Pnud, a intenção do estudo é “contribuir para o aumento das práticas esportivas de modo a oportunizar patamares mais elevados de desenvolvimento humano para todas e todos”.

Segundo o estudo, ser homem, jovem, branco, sem deficiência e de alto nível socioeconômico e educativo significa praticar muito mais atividades físicas e esportivas do que o restante da população. Em contrapartida, as mulheres de baixo nível socioeconômico e educativo, as pessoas idosas, as pessoas negras e as pessoas com deficiência são a maioria entre os não praticantes. (mais…)

22/09/2017 12:05

Projeto Mulher 365 realiza edição especial neste sábado

Neste sábado (23), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promove uma edição especial do ‘Mulher 365: o cuidar passa por todas as estações’. Nove unidades de saúde estarão abertas para atender a população, das 8h às 13h.

O diferencial deste sábado serão ações voltadas para o ‘Setembro Dourado’, mês voltado para a intensificação do combate ao Câncer Infantojuvenil. A unidade de saúde do Bairro Nordeste, por exemplo, terá a participação de representantes do Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva.

Em geral, ainda serão ofertados os seguintes serviços para o público feminino: vacinação para HPV, exames preventivos, verificação de pressão arterial e glicemia, testes rápidos HIV e sífilis, atendimento médico, orientações nutricionais, orientações de odontologia, orientações farmacêuticas e cálculo do índice de massa corpórea.

O ‘Mulher 365’, que acontece pelo menos um sábado por mês durante todo o ano, tem como objetivo proporcionar atendimentos para aquele público que durante a semana não tem condições de se dirigir até uma unidade de saúde.

Através de ações como essa, a SMS tem o objetivo de incentivar que as mulheres façam uso desses espaços para a realização de procedimentos, que ajudam a detectar de forma precoce as doenças facilitando na recuperação, servindo também para atingir as metas de realização de preventivos na rede municipal.

Confira as unidades que estarão abertas neste sábado:
Sul – USF Rosângela Lima
Norte I – José Sarney / Gramoré e Parque das Dunas
Norte II – Planície das Mangueiras
Leste – Rocas e São João
Oeste – Bairro Nordeste / Cidade Nova

22/09/2017 08:52

Foto:Sumaia Villela/Agência Brasil

Termina hoje prazo para atualizar carteira de vacina de crianças e adolescentes

Hoje (22) é o último dia da Campanha de Multivacinação 2017, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. Os postos de saúde estarão abertos até o fim da tarde. Segundo o Ministério da Saúde, foram disponibilizadas 13 vacinas, para crianças até nove anos, e oito para adolescentes de 10 a 15 anos.

O alvo da campanha são crianças menores de 5 anos, crianças de 9 anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos. Cerca de 47 milhões de crianças e adolescentes estão convocados para atualizar a caderneta de vacina. Segundo o Ministério da Saúde, 53% desse público não estão com a vacinação em dia.

As vacinas disponíveis nesta campanha para crianças menores de 7 anos são: BCG – ID, hepatite B, penta (DTP/Hib/Hep B), VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VOP (vacina oral contra pólio), VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano), vacina pneumocócica 10 valente, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), DTP (tríplice bacteriana), vacina meningocócica conjugada tipo C, tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) e hepatite A.

As doses disponíveis para crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos são hepatite B, febre amarela, tríplice viral, dT (dupla tipo adulto), dTpa, vacina meningocócica conjugada tipo C e HPV.

Agência Brasil

21/09/2017 08:30

Superbactérias podem se tornar a principal causa de morte no mundo

O cenário é sombrio. Se nada for feito nas próximas décadas, infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos serão a principal causa de morte no mundo a partir de 2050, com cerca de 10 milhões de vítimas por ano.

O prognóstico alarmante foi dado por Carmem Lúcia Pessoa da Silva, 58, brasileira que coordena a área de resistência aos antimicrobianos da OMS (Organização Mundial da Saúde), durante o 20º Congresso Brasileiro de Infectologia, realizado no Rio.

Além do custo humano –hoje na casa das 700 mil vítimas anuais–, essa ameaça à saúde global poderá ter enorme impacto econômico. “Mantido o quadro atual, estudos estimam que as perdas financeiras a partir de 2050 serão da ordem de US$ 100 trilhões por ano”, disse Silva à Folha.

Tal cálculo leva em conta a perda de mão de obra decorrente de mortes precoces, os custos dos tratamentos de saúde, entre outras variáveis.
O surgimento de micro-organismos resistentes é um processo natural e inevitável. O uso de antibióticos, com o tempo, seleciona bactérias resistentes às drogas utilizadas.

O uso incorreto ou abusivo de antibióticos, porém, acelera o processo. “Usá-los de forma desnecessária, num tempo menor do que o prescrito ou o tipo inadequado favorece o aparecimento de superbactérias”, disse Silva.

Outro motor importante desse processo é o uso dessas drogas na pecuária e na agricultura. “Quando se considera o volume total de antibióticos utilizado no mundo, a maior parte é para uso em animais”. Nos Estados Unidos, um dos maiores exportadores de carne no mundo, estima-se que 80% de todos os antibióticos sejam utilizados na agropecuária. No Brasil, essa taxa gira em torno de 70%.

Após serem eliminados pelos animais, resíduos desses medicamentos acabam contaminando o solo e lençóis freáticos, por exemplo.

Como se não bastasse, os próprios bichos também acabam se tornando laboratórios vivos para a seleção de bactérias resistentes.

Futuro

dos fatores que podem impedir um mundo dominado por superbactérias são novas drogas. No entanto, há mais de 30 anos não chega ao mercado uma nova classe de antibióticos.

De acordo com Pessoa da Silva, o desinteresse da indústria, somado à dificuldade e o alto custo de desenvolvimento, está por trás da carência de novas drogas.

Diante disso, a coordenadora da OMS defende que o setor público deveria investir recursos nas farmacêuticas. “Mas com a contrapartida de ter participação no processo decisório: o que ser desenvolvido, como distribuir etc”.

Apesar das dificuldades, Silva é otimista. “Nunca houve no mundo tanto engajamento e vontade política para enfrentar esse problema, até porque não há outra saída”.

Em 2015, a OMS lançou um plano global para combater a resistência antimicrobiana, instando os países a desenvolver seus planos nacionais.
O Brasil prevê que o seu plano, ainda em preparação, entre em vigor em 2018.

Folha de S. Paulo

18/09/2017 11:37

Ficar sentado por longos períodos pode aumentar risco de morte

Cientistas americanos alertam que passar muito tempo sentado pode aumentar o risco de morte mesmo para pessoas que não são sedentárias.

De acordo com um estudo publicado no início da semana pela revista especializada “Annals of Internal Medicine”, e que estudou quase 8 mil adultos, pessoas que passam muito tempo sentadas precisam se movimentar a cada 30 minutos para ajudar a evitar uma morte prematura.

“As autoridades médicas falam para as pessoas se exercitarem e não passarem muito tempo sentadas, mas não dizem como. Sugerimos recomendações específicas como cinco minutos de caminhada rápida para cada 30 minutos consecutivos que se passa sentado”, explica Keith Diaz, da Faculdade de Medicina da Universidade Columbia, em Nova York, principal autor do estudo.

Diaz comandou uma equipe de profissionais de várias instituições acadêmicas americanas. Eles analisaram dados sobre diferenças geográficas e raciais na ocorrência de derrames nos Estados Unidos, em especial uma amostragem criada para tentar explicar porque negros tendem a sofrer mais episódios que brancos – um programa conhecido como Regards, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde do país.

Durante quatro anos, os cientistas acompanharam 7.985 indivíduos brancos e negros, com idade a partir de 45 anos, que se voluntariaram para o Regards.

Para medir o tempo de sedentarismo desses adultos, foram usados aparelhos para medir a aceleração dos indivíduos. Analisando os dados, os cientistas descobriram que, em média, o comportamento sedentário correspondia a 12,3 horas de 16 “acordadas”.

Estudos anteriores tinham registrado uma média de 9 a 10 horas, mas Diaz vê na diferença uma consequência do envelhecimento.

“À medida que envelhecemos, nossas funções físicas e mentais diminuem de ritmo, o que nos faz ficar mais sedentários. Estudamos uma população começando na meia-idade. E também pode ser que, ao contrário de outros estudos, monitoramos ativamente o tempo de sedentarismo em vez de confiar em autoavaliações”, especula Diaz.

Os pesquisadores constataram que o risco de morte cresceu proporcionalmente ao tempo os participantes passavam sentados. E significativamente: segundo o pesquisador, aqueles que se sentavam mais de 13 horas por dia, por exemplo, tinham duas vezes mais chance de morrer que os que passavam menos de 11 horas na posição.

Também foi constatado que a duração de cada período sentado faz diferença: pessoas que passaram períodos de menos de meia hora sentadas apresentaram risco 55% menor de morte do que pessoas que superavam essa marca.

Os pesquisadores ressaltam que o estudo não teve como objetivo explicar como o comportamento sedentário afeta a saúde, mas sim analisar diferenças entre tempo total de sedentarismo e períodos ininterruptos de sedentarismo.

“Médicos e pesquisadores estão cada vez mais convencidos de que ficar sentado por muito tempo é o novo tabagismo”, diz Monika Safford, da Universidade de Cornell, e coautora do estudo.

G1

18/09/2017 11:01

Qual é a explicação científica para que alguns pratos fiquem mais gostosos no dia seguinte?

O mesmo de ontem, sobra ou requentado – como quiser chamar. Esses pratos que você cozinhou ontem e guardou na geladeira podem conter uma explosão de sabores que você não sentiu quando foram servidos pela primeira vez.

Em especial, guisados, molhos e sopas tendem a ter sabor muito melhor no dia seguinte.

Isso não tem nada a ver com a sua memória ou com o fato de que, como você não teve de cozinhar, agora pode relaxar e desfrutar melhor da comida.

O segredo está nos próprios alimentos, seus ingredientes e as reações químicas que neles acontecem durante o cozimento, refrigeração e reaquecimento.

É claro que nem toda comida guardada de um dia para outro vai ter um sabor melhor.

(mais…)

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.