Notícias com a categoria "sociedade"

28/09/2017 09:38

‘Para de chorar porque o seu marido vai cansar’: o estigma da depressão pós-parto, que afeta 1 em 4 mães no Brasil

“Como uma mãe com um filho perfeito, lindo e saudável poderia estar triste? As pessoas não conseguem entender isso e te cobram”, diz a professora Elenise Costa, de 37 anos, sobre a depressão pós-parto.

Na época com 34 anos e casada há dois, Elenise Costa sonhava com o nascimento do primeiro filho. A gravidez não foi fácil. Por causa de complicações decorrentes de endometriose e um mioma, Elenise teve que parar de trabalhar e ficar de repouso desde a 18ª semana de gestação.

“Na gravidez, já comecei a me sentir um pouco triste,” diz. “Lembro que no dia do parto eu já me senti triste”.

Era o início do período mais difícil da vida de Elenise, que foi diagnosticada com depressão após o nascimento do filho. Por algum tempo, ela sofreu sozinha. Elenise diz que só conseguiu contar para o marido o que estava sentindo quando o filho tinha 15 dias. Cansada, preocupada, com taquicardia e tremores, ela tinha vergonha de admitir que não estava feliz com o começo da maternidade.

Moradora de Maricá, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela aos poucos compartilhou o que estava vivendo com amigos próximos e familiares, mas não recebeu o apoio do qual precisava. “Ouvi de pessoas que achei que poderia contar coisas do tipo ‘olha, fica bem porque você vai perder seu marido. Para de chorar porque o seu marido vai cansar'”, relata.

Resistir a procurar atendimento psicológico durante a gravidez ou após o parto não é incomum entre mulheres. Um estudo em andamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrevistou 221 gestantes que fazem o pré-natal em uma unidade da Escola Nacional de Saúde Pública em Manguinhos, região carente do Rio. Entre as entrevistadas, 32% apresentaram sintomas depressivos. No entanto, menos da metade dessas mulheres aceitou ser avaliada por um profissional especializado – 52% se negaram a receber ajuda.

“A gente tem sempre uma visão de que o serviço de saúde não oferece [atendimento voltado para a saúde mental de gestantes]. E muitas vezes não oferece mesmo. Só que o que nós encontramos é algo que consideramos mais sério ainda: elas não querem”, explica a pesquisadora Mariza Theme, responsável pelo estudo. (mais…)

28/09/2017 07:50

Número de doadores de órgãos cresceu 75% em sete anos

O número de doadores de órgãos no Brasil bateu recorde no primeiro semestre de 2017, em comparação com os seis meses iniciais dos anos anteriores. Foram 1.662 doadores, aumento de 16% em relação a 2016. Quando considerado o intervalo entre 2010 e 2017, esse percentual chega a 75%. A expectativa do Ministério da Saúde é que, até o fim deste ano, sejam contabilizados 3.324 doadores, o que poderá fazer com que o Brasil ultrapasse a meta de 16 doadores para cada grupo de milhão prevista para 2017.

Para ampliar o número de doadores, o país tem o desafio de informar e sensibilizar as famílias para que elas autorizem a realização de transplantes. Hoje, 43% ainda recusam a doação. A média mundial é de 25%, segundo a coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, Rosana Reis. Para mudar esse quadro, o Ministério da Saúde lançou hoje (27), Dia Nacional da Doação de Órgãos, a campanha Família, quem você ama pode salvar vidas.

A campanha busca estimular as pessoas a compartilharem com suas famílias o desejo de serem doadoras de órgãos. Isso porque, após a ocorrência da morte encefálica, é a família quem decide ou não pela doação.

“O Brasil é uma referência nessa área e nós temos procurado, com essa campanha, sensibilizar cada vez mais famílias para que autorizem o transplante de seus entes queridos que já não tenham mais possibilidades de continuar conosco, e que eles possam permitir que outras pessoas vivam com suas vidas”, detalhou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, acrescentando que a operação garante expectativa de vida.

Segundo Rosana Reis, pesquisas de opinião registram amplo apoio dos brasileiros à doação. “O que a gente precisa é que essas famílias sejam suficientemente informadas e esclarecidas na hora em que a situação acontece”, completou.

Para isso, o ministério também fortalecerá ações de formação junto aos profissionais de saúde, que devem estar treinados para acolher as famílias e oferecer informações necessárias a elas sobre a importância dos transplantes.

Transplante também bateu recorde

O crescimento do número de doadores neste primeiro semestre fez o país registrar recorde no número de transplantes realizados no mesmo período. Ao todo, foram 12.086, o que representa um incremento de 8% em relação a 2016. Os transplantes de córnea foram os mais comuns: 7.865. Transplantes de órgãos diversos somaram 4.221. Segundo o ministério, foram realizados 2.928 transplantes de rim; 1.014 de fígado e 172 de coração. (mais…)

27/09/2017 08:34

Estupradores usam aplicativos de namoro para atacar mulheres

“Mãe, você está doente faz tempo demais.” Essa é uma reclamação que a advogada Cristina (nome fictício), 43, tem ouvido do caçula, de 7 anos, no último mês por perceber a mãe sempre triste –e agora com 9 kg a mais.

O peso extra foi efeito dos remédios profiláticos contra sífilis que teve de começar a tomar. Por causa disso, Cristina perdeu quase todas as suas roupas. “Me desculpe pelo atraso, não tenho mais roupa para vestir. Tive de revirar todo meu armário”, afirmou à Folha após atrasar 40 minutos para a entrevista.

Cristina não está doente. Ela só não sabe mais como esconder a verdade do filho: que está se recuperando de um trauma após ter sido estuprada por um rapaz que conheceu no Tinder –um aplicativo de relacionamentos. Além do menino, Cristina também tem uma filha, de 11 anos, ambos frutos do casamento que terminou no começo do ano. Para a mais velha, a advogada contou tudo.

Pelo aplicativo para celular, os usuários se apresentam por meio de fotos e podem trocar “curtidas” entre si. Quando duas pessoas se curtem mutuamente, acontece o famoso “match” –quando só então o dispositivo permite o envio de mensagens ao outro.

“Fiquei vários dias conversando com o cara. E no dia 20 de agosto decidi sair com ele. Fomos para minha casa. Ele me obrigou a fazer sexo anal e eu não queria. Fiquei toda machucada”, disse Cristina. O rapaz, segundo a advogada, se apresentava no app pelo nome de um jogador de futebol. Cristina nem suspeitou, até porque nunca foi muito ligada ao esporte.

Para ganhar a confiança dela, o homem chegou até a dar números de CPF e RG, o que tranquilizou a advogada. Tudo falso, o que, no entanto, ela foi saber só mais tarde, quando descobriu outra vítima do mesmo homem –neste mês de setembro. Essa segunda mulher foi à polícia, mas não quis dar entrevista. Segundo Cristina, o rapaz também agia, com uma identidade diferente, no Happn, outro aplicativo de namoro, semelhante ao Tinder.

PAQUERA

Camila (nome fictício), 19, passou por situação muito parecida no ano passado. Aconteceu quando a estudante topou assistir a um filme na casa do novo paquera que conheceu pelo Happn.

“Ele começou a alisar meu corpo e ia descendo a mão. E eu tirava. Mas ele continuou, até colocar a mão lá. Não consegui tirar a mão dele, não deu. Pedia para parar, mas ele continuou”, disse a estudante. “Ele inseriu os dedos lá dentro e eu não conseguia fazer com que ele parasse.”

Tanto o caso de Camila quanto o de Cristina aconteceram em São Paulo. Só na capital paulista, até agosto, foram registradas 1.574 ocorrências de estupro, maior índice dos últimos três anos.

A Secretaria da Segurança Pública paulista não sabe informar quantos casos aconteceram por meio do uso de aplicativos de relacionamento –que tiveram forte expansão no país nos últimos anos. A subnotificação também é frequente em crimes de estupro, por motivos como medo e vergonha das mulheres.

O Tinder, lançado em 2014, foi procurado pela Folha, mas não se manifestou. O Brasil é o terceiro país com maior número de usuários (10 milhões) da plataforma no mundo. O Happn afirma que a segurança do usuário é “prioridade” da empresa. Lançado em 2015 no Brasil, tem 5,4 milhões de usuários no país.

“Incentivamos que as pessoas sigam precauções de segurança ao conhecer alguém, incluindo se encontrar em lugar público e manter família e amigos informados”, diz o Happn, que também afirma estar à disposição das autoridades para investigações.

A advogada criminalista Roselle Soglio, especialista em perícias criminais, explica que as penas em casos de violência sexual variam de acordo com o enquadramento do caso e podem chegar a 12 anos de prisão, segundo o código penal. “Em todos eles a lei determina reclusão. Não há penas alternativas”, diz.

PROVAS

Em Manaus, a pedagoga Mariana (nome fictício), 26, também diz que foi estuprada depois de ter saído com um rapaz (militar) que conheceu pelo Tinder. Assim como Cristina, Mariana não foi prestar queixa na delegacia. “O rapaz que me estuprou sabia que não tinha como denunciá-lo. Ninguém ia acreditar em mim. Eu não tinha provas. Só as marcas no meu corpo”, afirmou à Folha.

Mariana contou que o homem a levou para jantar em um apartamento que dividia com mais um casal de amigos. Depois de comerem, Mariana disse ter transado com o rapaz no quarto dele.

“Foi então que eu pedi um remédio para dor muscular. Ele voltou da cozinha com um copo de água e uma pílula. Tomei e em menos de 10 minutos apaguei. Só lembro de acordar com dores no ânus e marcas de mordidas nas costas e na bunda”, disse.

A pedagoga contou que, zonza, começou a chorar e a se vestir. “‘Deixa eu vestir você, bebê. Você pode se machucar’, ele dizia para mim.” Com ânsia de vômito, ela afirmou que começou a chorar mais alto e comunicou o rapaz que pediria um táxi.

Ele não deixou e pegou uma arma na gaveta, com a qual fez sinal de silêncio, já que a pedagoga estava fazendo muito barulho e poderia acordar os amigos no outro quarto do imóvel.

“Ele colocou a arma na bermuda e me levou para casa. No elevador, ficou segurando minha cabeça contra o peito dele e me beijando na testa enquanto eu chorava”, afirmou Mariana. “Chorei não por tristeza, ou medo. Foi de ódio. Ele me estuprou porque realmente queria. Não tem nada a ver com sexo.”

Folha de S. Paulo

26/09/2017 09:43

Foto: Reuters

Justiça manda repatriar a esmeralda gigante de US$ 372 milhões

A Advocacia-Geral da União informou que obteve decisão na Justiça Federal em Campinas que aproxima o Brasil de recuperar a estupenda “Esmeralda Bahia”. Dois acusados de enviar ilegalmente a pedra avaliada em US$ 372 milhões aos Estados Unidos foram condenados no âmbito de ação penal cuja sentença também declarou o perdimento da pedra em favor da União.

As informações foram divulgadas no site da AGU. A incrível esmeralda foi encontrada na Bahia em 2001.

Com a decisão, a Justiça ordenou a expedição de mandado de busca e apreensão objetivando a repatriação do minério.

Nos autos da ação penal está registrado que várias avaliações do mineral foram realizadas, uma delas no valor de US$ 372 milhões.

No entanto, de acordo com os advogados da União, a Esmeralda Bahia é um espécime mineral raro, sendo desconhecida a existência de peça com as suas características. Desta forma, a pedra tem valor científico e cultural inestimável, e uma vez devolvida ao Brasil deve ser destinada a museus, estabelecimentos de ensino ou outros fins científicos.

Para o cumprimento da determinação, a Procuradoria-Seccional da União em Campinas e o Departamento de Assuntos Internacionais da Procuradoria-Geral da União devem oficializar pedido por meio de acordo de cooperação firmado com o Departamento de Justiça dos EUA.

Para a AGU, a propriedade da “Esmeralda Bahia” é da União, nos termos dos artigos 20, inciso IX, e 176, parágrafo 1.º, da Constituição Federal.

A pedra preciosa foi levada do Brasil sem a devida autorização ou permissão.

Posteriormente, foi enviada aos EUA com a utilização de documentação falsificada, segundo AGU.

O mineral, portanto, não poderia ter sido vendido por garimpeiros e intermediários para compradores americanos, e muito menos ter sido enviado para o exterior.

“Duas pessoas envolvidas no esquema foram condenadas pelos crimes de receptação, contrabando e uso de documento falso, todos relacionados ao envio da “Esmeralda Bahia”, de forma ilegal, para os EUA”, assinala a Advocacia.

Segundo a denúncia, ‘os réus exportaram por meio de transporte aéreo, mediante declaração falsa de conteúdo, peso e valor, mercadoria proibida, consistente em bloco rochoso contendo esmeralda, extraído sem permissão de lavra garimpeira do Departamento Nacional de Produção Mineral’.

A Advocacia-Geral da União conseguiu ingressar na ação penal, na condição de assistente de acusação, na forma do artigo 268 do Código de Processo Penal, para requerer o bloqueio da “Esmeralda Bahia” e o reconhecimento da cooperação jurídica internacional com o Departamento de Justiça dos EUA visando o retorno da pedra ao Brasil.

No primeiro semestre de 2015, os pedidos foram deferidos e transmitidos ao Judiciário americano, que determinou a aplicação da ordem de restrição sobre a esmeralda naquele país.

Atualmente, a “Esmeralda Bahia” está sob a custódia da Polícia de Los Angeles, por força dessa ordem judicial.

Depois de retirada do Brasil, a posse da “Esmeralda Bahia” passou a ser reivindicada por cidadãos e empresas americanas em processo judicial na Califórnia.

A AGU, por intermédio do Departamento de Assuntos Internacionais da Procuradoria-Geral da União, contratou escritório americano para acompanhar a demanda pela propriedade do mineral nos EUA, assim como para garantir sua permanência sob a tutela do Brasil até a resolução da ação penal em curso na Justiça Federal de Campinas, que tramita em segredo de Justiça.

Com a nova decisão favorável à União, as autoridades americanas deverão se pronunciar sobre o pedido de cooperação jurídica internacional formulado pela AGU.

Estadão

25/09/2017 08:20

Só reforma tributária pode reduzir desigualdade, aponta estudo

Em 2016, Joesley Batista, pivô de um dos maiores escândalos de corrupção do país, pagou em impostos menos de 1% do que recebeu como administrador (R$ 2,2 milhões) e acionista (R$ 103 milhões) de suas empresas.

O dado consta da declaração de Imposto de Renda entregue por Batista à Procuradoria-Geral da República no âmbito do acordo de delação premiada e vazada meses atrás. Mas, neste caso, não existe ilegalidade.

É que no sistema tributário brasileiro, quanto mais se ganha, menos se paga em impostos proporcionalmente, o que tende a perpetuar os altos índices de desigualdade do país.

“Sempre que se fala em reforma tributária, surge a discussão sobre quem vai pagar a conta. Acontece que 99% dos brasileiros é que pagam o pato, e precisamos dividir essa conta com o 1% restante, que paga proporcionalmente muito menos”, avalia Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil, ONG britânica que lança, nesta segunda-feira (25), o relatório “A Distância que Nos Une – Um Retrato das Desigualdades Brasileiras”.

O documento destrincha vários aspectos das iniquidades do país, seja entre ricos e pobres, mulheres e homens ou negros e brancos. Aponta, por exemplo, que, se mantidas as tendências dos últimos 20 anos, mulheres só terão seus salários equiparados aos dos homens em 2047. E negros terão isonomia salarial em relação aos brancos apenas em 2089.

O relatório mostra ainda que os 5% que estão no topo da pirâmide econômica do Brasil concentram a mesma renda dos 95% restantes. E que um trabalhador que receba um salário mínimo mensal levará 19 anos para ganhar o mesmo que aqueles que integram o 0,1% mais rico do país recebem em apenas um mês.

Segundo o relatório da Oxfam, o combate a essas desigualdades passa necessariamente pela revisão da forma como o Estado arrecada e distribui recursos.

“O problema não são os ricos, mas o sistema tributário, que faz com que quem tem mais tenha cada vez mais”, afirma Maia.

“Algum nível de desigualdade é inevitável, mas precisamos reduzir os extremos. Nossa tributação hoje não é excessiva, mas é injusta.”

Ainda segundo dados compilados pela ONG, quem tem rendimento de 80 salários mínimos tem isenção de cerca de 66% em impostos enquanto para quem recebe de 3 a 20 salários mínimos essa isenção é de cerca de 17%. E na faixa mais baixa, entre 1 e 3 salários mínimos, ela é de apenas 9%.

Folha de S. Paulo

22/09/2017 13:17

Foto: Heilysmar Lima

Equinócio de Primavera: o fenômeno que marca o início da estação

Os dias em que começam as estações do ano não são escolhidos ao acaso: são os dias em que determinados fenômenos astronômicos acontecem. O que marca o início da primavera é o Equinócio de Primavera, que no hemisfério sul acontece sempre em setembro. O outono também tem seu próprio equinócio, em março aqui no lado sul do planeta. Já o verão e o inverno são marcados por solstícios, em dezembro e junho.

O jeito mais simples de explicar o equinócio é o seguinte: é o dia em que noite e dia têm exatamente a mesma duração. A origem da palavra já explica isso, pois vem da junção das palavras equus, que significa “igual”, em latim” e nox, que significa “noite” na mesma língua.

Isso acontece porque no dia do equinócio, o sol cruza em determinado momento a Linha do Equador Celeste, que é a linha que divide o planeta em dois hemisférios, o norte e o sul, porém projetada no céu.

No caso do equinócio de setembro, depois desse dia o sol passa a brilhar por mais tempo no hemisfério sul, que fica com dias mais longos do que as noites. No hemisfério norte ocorre o oposto: a partir de setembro as noites ficam mais longas do que os dias.

A data exata do começo da primavera muda de tempos em tempos por causa desse fenômeno astronômico. Isso porque a cada ano o equinócio acontece em um horário, e por isso o início da estação pode ser às vezes no dia 22, como em 2017, e às vezes no dia 23.

Solstícios

Se o equinócio marca os dias em que dia e noite têm a mesma duração, o que marca o sosltício? Bem, o inverno e o verão começam nos dias de solstício. Isso significa que no dia em que o verão começa, é justamente quando temos o dia mais longo do ano e a noite mais curta. Isso acontece, geralmente, em 21 de dezembro. Já o solstício de inverno é a noite mais longa do ano, e o dia mais curto. Em geral isso acontece em 21 de junho.

M de Mulher

21/09/2017 12:05

Primavera tem previsão de calor e de temperaturas mais altas

Após um inverno seco, a primavera, que começa às 17h02 nesta sexta-feira (22), deve trazer temperaturas mais altas e um pouco mais de umidade em seu final, embora ainda nos primeiros dias o clima permaneça seco.

De acordo com estimativa do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe), a primavera será de calor e com temperaturas acima da média histórica, que normalmente fica em torno de 28°C. Também o período de chuvas mais regulares, que usualmente começa no meio de outubro, pode demorar a chegar neste ano.

Segundo o Climatempo, para a primavera de 2017, não há expectativa de massas polares fortes e não devemos ter eventos de frio atípico como no meio da primavera de 2016.

A primavera deste ano também deve terminar com o fenômeno da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que proporciona chuva volumosa para várias regiões do país, informa o Climatempo.

Em geral, o aumento do calor e da umidade da estação provocam as costumeiras pancadas de chuva no final da tarde ou da noite nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.

A estação também traz poucas alterações nos totais mensais de chuva na região Sul. Já nas regiões Norte e Nordeste, costuma haver pouca variação de temperatura.

Probabilidade de 55% do La Niña

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que há um aumento da probabilidade entre 55% e 60% de ocorrer o fenômeno La Niña no Sul durante a primavera e verão de 2017-18. Diferentemente do El Niño, o fenômeno consiste na diminuição da temperatura das águas do Pacífico.

Os meteorologistas confirmam essas previsões em parte devido ao resfriamento recente das anomalias de temperatura superficial e sub-superficial.

O La Niña, de forma geral, costuma aumentar a ocorrência de chuvas no norte do Nordeste e no leste da Amazônia. No Sudeste, as temperaturas ficam abaixo da normalidade, informa o Climatempo. No entanto, não há condições técnicas para que o fenômeno ocorra.

G1

20/09/2017 08:36

México fez exercício de simulação de terremoto duas horas antes de abalo

Os moradores da maioria dos Estados do México haviam feito nesta terça-feira (19) um exercício geral de simulação de terremoto às 11h (13h em Brasília), pouco mais de duas horas antes do terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o país.

O ensaio de esvaziamento de prédios e casas é uma prática do chamado Dia Nacional da Defesa Civil, comemorado em 19 de setembro em memória ao terremoto de 1985, que deixou ao menos 10 mil mortos na capital e na região central —a mesma atingida nesta terça.

Para o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, a realização do exercício pode ter levado a que algumas pessoas tenham permanecido em casa por acharem que houvesse um erro nos alarmes sismológicos.

A simulação havia sido cancelada em cinco Estados pelo risco de pânico entre a população ainda afetada pelo terremoto do dia 7 : Oaxaca, Michoacán, Guerrero, Puebla e México.

Embora a magnitude tenha sido mais baixa que os dos tremores de 32 anos atrás (8) e do dia 7 (8,1), este foi o mais próximo da capital mexicana. O primeiro foi registrado no mar perto de Lázaro Cárdenas, no Estado de Michoacán, a 400 km da Cidade do México.

O epicentro do seguindo foi perto de Pijijiapan, no Estado de Chiapas, a 700 km. Na ocasião, os danos registrados foram menores e as mais de 2.300 réplicas dos últimos 12 dias foram sentidas de forma leve na metrópole, diferentemente do que ocorreu na região atingida, no sudoeste mexicano.

Ao canal Milenio, a chefe do Serviço Sismológico Nacional, Xyoli Pérez, disse que não há relação entre os abalos desta terça e do dia 7. Além da proximidade, ela afirma que o solo da região deve contribuir para que os danos sejam maiores.

A Cidade do México e sua região metropolitana, que tem 25 milhões de habitantes, foram assentados sobre o lago de Texcoco, em um solo instável. Exemplos de sua fragilidade são a Catedral e a Basílica de Guadalupe, que estão afundando.

Na entrevista, Pérez reiterou que não é possível prever um terremoto, mas o Serviço Sismológico estimava que, devido à acomodação das placas tectônicas, o México poderia sofrer um terremoto de alta magnitude.

A chefe do órgão havia comentado essa possibilidade em entrevista à Folha, no dia 12. “Não podemos prever quando vai acontecer, mas pode ser em dias, semanas ou anos.”

20/09/2017 08:24

Furacão Maria continua forte e chega a Porto Rico

Segundo furacão a atingir o mar do Caribe na temporada deste ano, o Maria tocou o solo em Porto Rico na manhã desta quarta-feira (20) com ventos máximos de 250 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC).

Mais cedo, o furacão foi rebaixado à categoria 4, a segunda maior na escala de Saffir-Simpson.

Ainda quando estava na categoria 5, a máxima, o Maria devastou as ilhas de Guadalupe e Dominica na terça (19).

Autoridades de Guadalupe confirmaram a morte de uma pessoa, mas o nome da vítima não foi divulgado. Pelo menos outras duas pessoas estão desaparecidas e cerca de 40% da população (o equivalente a 80 mil casas) está sem energia.

Outras 70 mil casas estão sem luz na ilha de Martinica, também território francês no Caribe.

O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, um dos afetados pelo fenômeno, afirmou nesta terça que os moradores da ilha perderam “tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir”.

Sua casa foi destelhada pela tempestade e ele teve de ser resgatado pelos bombeiros.

Skerrit escreveu em uma rede social que “o vento levou o telhado das casas de quase todas as pessoas com as quais eu conversei ou fiz contato”. Ele também afirmou que o dano era “devastador […], de fato incompreensível” e pediu “ajuda de todo tipo”.

Jacques Witkowski, diretor-geral de segurança civil da França, disse que em Martinica, operações de reconhecimento ainda estavam em curso, “mas já podemos atestar que não há danos significativos”.

No início do mês, 68 pessoas morreram com a passagem do furacão Irma, sendo 36 em ilhas do Caribe e 32 no território continental dos Estados Unidos, cujo Estado mais atingido foi a Flórida.

Folha de S. Paulo

20/09/2017 08:11

Foto: Omar Torres/AFP

Número de mortos em terremoto no México passa de 200

O número de mortos por causa do terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter, que atingiu nessa terça-feira (19) o centro do México, subiu para 224, informou hoje (20) o secretário de Governo, Miguel Ángel Osorio.

Em entrevista à emissora Televisa, Osorio disse que há 117 mortos na Cidade do México, 39 no estado de Puebla, 55 em Morelos, 12 no estado do México e um em Guerrero. Outros relatórios falam de três mortos em Guerrero.

Além disso, existem 45 edifícios totalmente destruídos, e em seis deles acredita-se que existam pessoas soterradas.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, estabeleceu como prioridade o resgate de pessoas soterradas e o atendimento aos feridos. “A prioridade neste momento é continuar o resgate de quem ainda está preso e dar atendimento médico aos feridos”, afirmou Peña Nieto, em mensagem em cadeia nacional, após percorrer alguns pontos da Cidade do México.

O presidente destacou que milhares de integrantes do Exército, da Marinha e Polícia Federal estão ajudando a população.

Peña Nieto disse que trabalha “em plena coordenação” com o chefe do Governo da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, e com os governadores de Puebla e Morelos, “que sofreram os maiores danos”. Acrescentou que os serviços de urgência estão disponíveis para todas as pessoas que precisem de atenção.

“Lamentavelmente, muitas pessoas perderam a vida, incluindo meninas e meninos em escolas, edifícios e casas”, disse Peña Nieto, que manifestou condolências a todos que perderam parentes ou amigos.

Em declarações a jornalistas, enquanto visitava a região onde uma escola desabou na Cidade do México, o presidente informou que pelo menos 20 crianças e dois adultos morreram e 38 pessoas estão desaparecidas. Ao lado de Mancera, Peña Nieto afirmou que 30 crianças e oito adultos estão desaparecidos no Colégio Enrique Rebsamen.

Ele lembrou que mais de 500 integrantes do Exército e da Secretaria da Marinha, assim como 200 da Proteção Civil, trabalham para encontrar sobreviventes entre as ruínas, onde 14 crianças já foram resgatadas com vida.

Agência Brasil

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.