Notícias com a tag "brasil"

29/09/2017 09:28

A cada 40 segundos, uma pessoa morre vítima de doença cardiovascular no Brasil

Em todo o mundo, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares, a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a situação não é diferente. A média anual chega a 350 mil, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos; a duas vezes mais que todas as mortes decorrentes de câncer e seis vezes mais que as provocadas por todas as infecções no país. Apenas entre janeiro e setembro deste ano, foram 240 mil mortes por problemas cardíacos. Para alertar a sociedade, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) promove nesta sexta-feira, 29, Dia Mundial do Coração, a campanha Movidos pelo coração.

O objetivo da campanha é convencer a população a adotar medidas preventivas. Atividades em algumas cidades e ações na Internet promoverão essa sensibilização, que pode ser definitiva na vida de muitas pessoas. Isso porque, segundo o presidente da SBC, Marcus Bolivar Malachias, “a metade dessas mortes poderia ser evitada ou postergada por muitos anos com prevenção e cuidado”. Praticar atividades físicas; ter uma alimentação balanceada; controlar o colesterol, a pressão arterial e o diabetes; evitar fumar; consumir moderadamente álcool e sal e usar corretamente a medicação indicada pelo médico, quando for o caso, são exemplos do que deve ser feito para evitar doenças arteriais coronárias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e outros problemas.

Embora as doenças e também as formas de combatê-las sejam conhecidas da comunidade médica e mesmo da população em geral, o Brasil tem vivenciado a ocorrência precoce desses problemas. Metade dos infartos fatais, que deveriam atingir sobretudo idosos, ocorre, atualmente, em pessoas com menos de 60 anos. O número de atingidos com menos de 40 também tem crescido, segundo a SBC. Uma das explicações para esses fatores é que “o brasileiro não se trata”, sentencia Marcus Bolivar Malachias. Ele aponta que 80% dos hipertensos sabem que devem se cuidar, mas não adotam reeducação alimentar ou atividades físicas. Muitos também não tomam os remédios indicados para o tratamento, inclusive porque esse tipo de doença não costuma ser sintomática. Caso tudo isso fosse feito, a pessoa hipertensa poderia ter mais 16,5 anos de expectativa de vida.

“Nosso maior desafio é diminuir o hiato entre a ciência, os conhecimentos e as tecnologias e a sua aplicatividade, por isso é importante fazer com que as pessoas se conscientizem, porque a saúde começa com o autocuidado”, afirma. De acordo com Malachias, o Brasil possui um número alto de cardiologistas, 14 mil, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O sistema de saúde do país também possibilita o cuidado, apesar das dificuldades que podem ser encontradas para se obter assistência médica especializada. “Hoje, nós demandamos muita consulta com pouca resolutividade, porque após a consulta o tratamento deve continuar”, explica.

Além disso, o estresse tem se tornado um fator de risco recorrente, inclusive entre os jovens. A alta liberação de hormônios como a adrenalina e cortisol provocam instabilidade e elevam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, podendo provocar infarto ou AVC. Para combatê-lo, a SBC indica algumas pequenas práticas, como se alimentar melhor, praticar atividades físicas, dormir melhor e até rir mais. Em caso desse estado de tensão ocorrer com frequência, é importante buscar ajuda para saber se pessoa está sofrendo de algum distúrbio de ansiedade.

Alimentação equilibrada

A obesidade é outro fator de risco que pode ser enfrentado. Hoje, cerca de 50% da população brasileira tem sobrepeso. O crescimento do problema tem acompanhado as mudanças nos hábitos alimentares, como a proliferação de fast foods. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, os pratos tradicionais das diferentes regiões do país são aliados no combate à obesidade e outras doenças, pois são baseados em alimentos frescos produzidos nas proximidades dos locais de consumo, e diversificados, o que garante o necessário balanceamento alimentar.

Por isso, o presidente da SBC defende que é preciso estimular e garantir condições para que as pessoas possam comer alimentos in natura de forma mais barata e que elas tenham informações, como a procedência dos produtos. Ele também alerta a população para que não mude seus hábitos para seguir qualquer informação disponibilizada, por exemplo, em redes sociais. Nelas é possível encontrar notícias diversas que propõem, por exemplo, consumo excessivo de ovo ou gordura como supostas descobertas do mundo científico. “O melhor a fazer é seguir a natureza, que é equilibrada. Não existe alimento bom ou ruim A moderação é o que faz bem”, conclui.

Agência Brasil

29/09/2017 09:14

Número de milionários do país cresceu 11% em 2016

A recessão brasileira, com uma queda do PIB de 3,6% em 2016, foi insuficiente para brecar o crescimento do número de milionários no país no ano passado, segundo estudo.

Levantamento da consultoria Capgemini aponta que havia 164 mil milionários no Brasil no ano passado, 10,7% mais do que em 2015.

dado chama a atenção não apenas porque o crescimento ocorreu um ano em que a economia brasileira afundou mas também porque ele foi superior à média global: 7,5%.

A explicação, porém, não é tão complicada. A ascensão dos milionários brasileiros (aqueles que têm pelo menos US$ 1 milhão em ativos, excluindo a residência principal e outros bens como coleções) se deveu à disparada da Bolsa.

A Bolsa brasileira foi a que mais subiu no mundo no ano passado, com valorização de 69% em dólar —a moeda americana serve como referência na comparação internacional para tentar amenizar as influências locais.

O crescimento do mercado foi reflexo da aposta dos investidores na melhora da economia do país, após a queda da presidente Dilma Rousseff.

A consequência foi que, dos 25 maiores países analisados pela Capgemini, o crescimento brasileiro no número de milionários só ficou atrás dos obtidos por Rússia, Noruega, Holanda, Suécia e Taiwan.

O estudo aponta ainda que “uma modesta expansão” do mercado imobiliário também ajudou para a expansão.

No ranking dos 25 países, o Brasil está em 17º lugar, imediatamente atrás de Arábia Saudita (176 mil) e Rússia (182 mil).

O levantamento destaca também que os ultrarricos (aqueles com patrimônio superior a US$ 30 milhões) brasileiros estão entre os que concentram maior parte do patrimônio dos milionários: 87,1% da fortuna dos milionários brasileiro está nas mãos desse grupo.

Folha de S. Paulo

28/09/2017 09:38

‘Para de chorar porque o seu marido vai cansar’: o estigma da depressão pós-parto, que afeta 1 em 4 mães no Brasil

“Como uma mãe com um filho perfeito, lindo e saudável poderia estar triste? As pessoas não conseguem entender isso e te cobram”, diz a professora Elenise Costa, de 37 anos, sobre a depressão pós-parto.

Na época com 34 anos e casada há dois, Elenise Costa sonhava com o nascimento do primeiro filho. A gravidez não foi fácil. Por causa de complicações decorrentes de endometriose e um mioma, Elenise teve que parar de trabalhar e ficar de repouso desde a 18ª semana de gestação.

“Na gravidez, já comecei a me sentir um pouco triste,” diz. “Lembro que no dia do parto eu já me senti triste”.

Era o início do período mais difícil da vida de Elenise, que foi diagnosticada com depressão após o nascimento do filho. Por algum tempo, ela sofreu sozinha. Elenise diz que só conseguiu contar para o marido o que estava sentindo quando o filho tinha 15 dias. Cansada, preocupada, com taquicardia e tremores, ela tinha vergonha de admitir que não estava feliz com o começo da maternidade.

Moradora de Maricá, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela aos poucos compartilhou o que estava vivendo com amigos próximos e familiares, mas não recebeu o apoio do qual precisava. “Ouvi de pessoas que achei que poderia contar coisas do tipo ‘olha, fica bem porque você vai perder seu marido. Para de chorar porque o seu marido vai cansar'”, relata.

Resistir a procurar atendimento psicológico durante a gravidez ou após o parto não é incomum entre mulheres. Um estudo em andamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrevistou 221 gestantes que fazem o pré-natal em uma unidade da Escola Nacional de Saúde Pública em Manguinhos, região carente do Rio. Entre as entrevistadas, 32% apresentaram sintomas depressivos. No entanto, menos da metade dessas mulheres aceitou ser avaliada por um profissional especializado – 52% se negaram a receber ajuda.

“A gente tem sempre uma visão de que o serviço de saúde não oferece [atendimento voltado para a saúde mental de gestantes]. E muitas vezes não oferece mesmo. Só que o que nós encontramos é algo que consideramos mais sério ainda: elas não querem”, explica a pesquisadora Mariza Theme, responsável pelo estudo. (mais…)

27/09/2017 09:39

TCU avalia acordo sobre expansão da banda larga no Brasil

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprecia nesta quarta (27) uma divergência que trata do destino de quase R$ 10 bilhões de multas aplicadas nas empresas de telefonia e sua conversão em investimento na expansão de banda larga que pode vir a ser feito por empresas de telefonia em cidades de baixa renda.

Especificamente, está previsto que o ministro Bruno Dantas emita parecer sobre um relatório em que técnicos do TCU questionam a validade de um acordo entre Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e Telefônica.

Para especialistas, porém, o julgamento definirá o destino de todos os demais acordos do gênero que a agência tem em andamento com outras empresas de telefonia.

O que está em jogo é o futuro do chamado TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que foi firmado, há um ano entre Telefônica e Anatel. As partes combinaram trocar multas da empresa que em valores atualizados somam R$ 2,8 bilhões (a maioria por problemas com orelhões) por investimentos na expansão da banda larga.

Pelo acordo, a Telefônica, apesar de atuar em São Paulo, se compromete a instalar uma rede de fibra ótica em 105 municípios indicados pela Anatel. Ter baixo índice de desenvolvimento e ser afastadas de centros urbanos desenvolvidos, mas ter volume razoável de usuários para o serviço, foram alguns critérios para selecionar as cidades.

Na análise desta quarta, se o TCU optar por pedir vista ou determinar que um novo TAC saia do zero, dificilmente haverá tempo hábil para refazer o acordo antes que a multa da Telefônica prescreva, em fevereiro, o que provavelmente vai parar na Justiça.

“Não temos como sugerir o prazo que o TCU tem que apreciar, mas procuramos informar sobre a situação. Deve ficar difícil recomeçar do zero, alterar completamente ou, a partir de um pedido de vista, isso se estender mais no tribunal”, diz Igor de Freitas, conselheiro da Anatel.

Sem a obrigação de cumprir o TAC, a empresa deve voltar seu foco de investimento a cidades de maior retorno financeiro, que são as mesmas onde já existe infraestrutura bem desenvolvida.

Segundo estudo do BCG, o avanço da banda larga fixa no país de 2010 a 2014 se concentrou na classe alta e grandes centros urbanos. Cerca de 1% do território representa 44% da receita do setor.

O caso da Telefônica não é único. Há oito processos, de sete empresas na Anatel. O da Oi foi questionado em 2016.

Segundo Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV Direito e especialista em concessões, a proposta da Anatel foi converter em investimentos o dinheiro de uma grande quantidade de multas, dando suporte à expansão da internet sem ter de gastar dinheiro público, hoje escasso.

“A Anatel estudou a proposta por anos. Foi transparente. Busca dar suporte a um agressivo plano de expansão da banda larga. Causou certo espanto no setor e na agência a reação do TCU”, diz

Para Sundfeld, a decisão sobre a Telefônica balizará todos os demais acordos em andamento.

Gustavo Gachineiro, vice-presidente da Telefônica, diz que, se não for aprovado, “o TAC como instrumento de política pública morre”. O TCU diz que só vai se manifestar na deliberação do processo.

Além da Anatel, a área técnica do TCU criticou a atuação de outras agências, como a ANTT (de transportes terrestres), em casos de concessões de rodovias e ferrovias; e a Antaq (de transportes aquaviários), em portos.

26/09/2017 09:52

‘Guerra’ entre EUA e Coreia do Norte: devemos nos preocupar?

O governo norte-coreano acusou Donald Trump de “declarar guerra” e afirmou que tem o direito de derrubar bombardeiros americanos que sobrevoam seu território. Na semana passada, na 72ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos EUA havia ameaçado “destruir totalmente” a Coreia do Norte se seu país for “forçado a defender-se ou a defender seus aliados”.

O ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Ri Yong-ho, disse que o regime poderia atingir os aviões americanos mesmo que eles não estivessem em seu espaço aéreo, já que os Estados Unidos “foram os primeiros a declarar guerra”. Em resposta, o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, disse que Pyongyang deve parar com as provocações, e a Casa Branca chamou de “absurda” a afirmação.

O comentário de Rio Yong-ho foi uma resposta ao tuíte de Trump dizendo que nem ele nem o líder Kim Jong-un “estariam aqui por muito mais tempo” se continuassem com as ameaças aos EUA. O presidente, por sua vez, respondia ao sexto teste nuclear da Coreia do Norte, que também havia ameaçado disparar mísseis para o território americano de Guam e dito que pretendia testar uma bomba de hidrogênio no oceano Pacífico.

Tudo isso em meio a relatos de que Pyongyang pode ter finalmente conseguido miniaturizar uma arma nuclear que poderia caber dentro de um míssil intercontinental – uma perspectiva há muito temida pelos EUA e seus aliados asiáticos.

Estaríamos realmente mais perto de um conflito militar? Especialistas dizem que não é preciso entrar em pânico ainda. Eis o porquê:

1. Ninguém quer guerra

Esta é uma das informações mais importantes de se manter em mente. Uma guerra na península coreana não serve aos interesses de ninguém. (mais…)

25/09/2017 08:13

No Brasil, 45% da população ainda não têm acesso a serviço adequado de esgoto

No Brasil, 45% da população ainda não têm acesso a serviço adequado de esgoto. O dado consta no Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Ministério das Cidades.

O estudo traz informações sobre os serviços de esgotamento sanitário no país, com foco na proteção dos recursos hídricos, no uso sustentável para diluição de efluentes e na melhor estratégia para universalização desses serviços.

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) considera como atendimento adequado de esgoto sanitário o uso de fossa séptica ou rede de coleta e tratamento de esgoto. Dentro desse critério, 55% dos brasileiros dispõem do serviço adequado.

A publicação aponta que 43% são atendidos por sistema coletivo (rede coletora e estação de tratamento de esgotos); 12%, por fossa séptica (solução individual); 18% têm o esgoto coletado, mas não é tratado; e 27% não têm qualquer atendimento.

Foram realizadas avaliações em cada um dos 5.570 municípios do país, sempre considerando as diversidades regionais e a abordagem por bacia hidrográfica. No estudo, são consideradas exclusivamente as residências urbanas e não foi avaliada a prestação do serviço na área rural.

O documento divide o país em 12 regiões hidrográficas: Amazônica, Tocantins-Araguaia, Atlântico Nordeste Ocidental, Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, São Francisco, Atlântico Leste, Atlântico Sudeste, Atlântico Sul, Uruguai, Paraná e Paraguai.

Investimentos

De acordo com o Atlas Esgotos, a universalização do esgotamento sanitário na área urbana do país necessitaria de R$ 150 bilhões em investimento, tendo como horizonte o ano de 2035. Cerca de 50% dos municípios, que precisam de serviço de tratamento convencional de esgoto, demandam 28% do valor estimado. Já 70 dos 100 municípios mais populosos requerem solução complementar ou conjunta e concentram 25% do total de investimento.

Os custos com coleta e com tratamento variam conforme a região, sendo maiores no Norte e menores no Sudeste. Para o Brasil como um todo, os gastos com coleta representam 2,7 vezes mais do que os previstos em tratamento. (mais…)

22/09/2017 11:09

Furacão Maria deixa internet mais lenta no Brasil

A passagem do furacão Maria por Porto Rico afetou as telecomunicações brasileiras durante a manhã e tarde dessa quinta-feira (21), deixando a conexão de internet lenta ao passar por outros países –no acesso a um site do exterior, por exemplo.

Folha teve acesso a uma resposta enviada pela TI Sparkle a profissionais da tecnologia da informação. A empresa, provedora de internet que trabalha com sistemas que fazem a comunicação do Brasil com o exterior, afirmou que o furacão fez com que as estações de trabalho em Porto Rico precisassem ter sua operação reduzida –o que afeta o tráfego de informação internacional em direção ao Brasil.

Profissionais da área também relataram problemas semelhantes com outras operadoras, mas em menor intensidade.

Em nota, a Tim, que faz parte do mesmo grupo de empresas da TI Sparkle, confirmou a instabilidade.

“A Tim informa que ao longo do dia alguns clientes podem ter percebido instabilidade no acesso a conteúdo de internet devido ao impacto no provedor internacional, que atende a companhia, decorrente de falhas geradas pela sequência de furacões que atingiu a região do Caribe”, diz a nota que afirma também que o tráfego já foi normalizado.

Também em nota, Claro, Oi e Telefônica informam que seus serviços não foram afetados.

Nesta quarta-feira (20), o Maria se tornou um dos furacões mais potentes a tocar o solo de Porto Rico. O fenômeno chegou à ilha classificado como furacão de categoria 4 (em uma escala que vai até 5). Pelo menos uma pessoa morreu.

Folha de S. Paulo

19/09/2017 11:48

Foto: Beto Barata/PR

Temer defende maior abertura do Brasil ao mundo em discurso na ONU

Em discurso para líderes mundiais na abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, hoje (19), em Nova York, o presidente Michel Temer disse que o Brasil deve estar mais aberto ao mundo e preocupado com temas centrais para a agenda internacional, como o programa nuclear da Coreia do Norte, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a crise na Venezuela.

Temer destacou também a necessidade de promover uma reforma nas Nações Unidas ressaltando que “é particularmente necessário ampliar o Conselho de Segurança”. O presidente brasileiro mencionou ainda os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e a Agenda 2030, além de destacar a importância do combate às mudanças do clima e da defesa do Acordo de Paris. “O desmatamento é uma questão que nos preocupa, especialmente na Amazônia”, afirmou.

Ele destacou a “grave ameaça” dos recentes testes nucleares da Coreia do Norte, ressaltando que “o Brasil condena, com veemência, esses atos”. Temer também destacou a assinatura, amanhã (20), do Tratado para a Proibição das Armas Nucleares, proposto por Brasil, México, Nigéria, África do Sul, Áustria e Irlanda e concluído em julho deste ano. O Brasil é um dos 26 países que devem ratificar o tratado – que só entra em vigor depois da assinatura de, pelo menos, 50 nações.

Ainda no âmbito da paz e segurança globais, o presidente mencionou as negociações para a paz entre Israel e Palestina, que encontram-se paralisadas, e reafirmou a posição do Brasil de defender a solução de dois estados. Sobre a Síria, Temer afirmou que “a solução que se deve buscar é essencialmente política”. Ele ainda falou sobre terrorismo, e disse que é um “mal que se alimenta dos fundamentalismos e da exclusão”.

Direitos humanos

Segundo Temer, o Brasil é um país livre e com uma “diversidade de etnia, de cultura, de credo, de pensamento”, e lembrou os tratados internacionais de direitos humanos dos quais o país é signatário, o acolhimento de refugiados e a concessão de vistos humanitários a haitianos e sírios.

Ele disse que “a situação dos direitos humanos na Venezuela continua a deteriorar-se” e que “na América do Sul, já não há mais espaço para alternativas à democracia”. Ontem (18), Temer falou sobre a crise venezuelana em um jantar com os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Panamá, Juan Carlos Varela, e com a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti.

Economia

No discurso de hoje, Temer também falou sobre temas econômicos e condenou o protecionismo como saída para dificuldades econômicas. Ele defendeu o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC), dizendo que o Brasil defende “um sistema de comércio internacional aberto e baseado em regras”. E afirmou que, em dezembro deste ano, durante a  Conferência Ministerial da OMC em Buenos Aires, será preciso enfrentar problemas como acesso a mercados de bens agrícolas e eliminação de subsídios à agricultura.

Sobre temas internos, Michel Temer mencionou as reformas estruturais em curso no Brasil e disse que o país está “resgatando o equilíbrio fiscal, [pois] sem responsabilidade fiscal, a responsabilidade social não passa de discurso vazio”, e disse que “o novo Brasil que está surgindo das reformas é um país mais aberto ao mundo”.

Agência Brasil

15/09/2017 11:26

O Brasil será atingido por furacão mais forte que o Irma?

O furacão Irma, que deixou 41 mortos em sua passagem pelo Caribe e a Flórida, nos Estados Unidos, é o mote da mais recente notícia falsa a iludir internautas brasileiros em redes sociais e no WhatsApp.

Um texto publicado pelo Revista NP,  blog já conhecido pelas mentiras que espalha, garante que o Brasil será atingido por um furacão ainda mais devastador que o Irma, cuja categoria chegou a 5 na escala Saffir-Simpson, a mais alta possível. “Meteorologia prevê furacão no Brasil 4x mais forte que Irma nos EUA”, é o título da “reportagem”, replicada por outros sites, como o Gospel Five e o Rota da Notícia.

Leia abaixo o que diz o texto:

Hoje eu estava lendo algumas notícias na internet e me deparei com uma notícia que me deixou assustado, eu li que um furacão pode atingir o Brasil ainda esta semana segundo informações da meteorologia.

Furacão pode atingir o Brasil segundo meteorologistas. Os bombeiros de todo o Brasil estão em estado de alerta por conta de um possível furacão previsto para esta semana em terras brasileiras.

Furacão no Brasil tem 85% de chances de acontecer segundo Instituto

O IMBRAIM (Instituto de Meteorologista Brasileiro Associado Internamente) deixou claro que há cerca de 85% de chances de um furacão passar pelo Brasil ainda esta semana.

“Provavelmente conheceremos a fúria de um furacão. E preparem-se pois o furacão que está se aproximando terá cerca de 10 vezes mais força que o Katrina, que devastou os EUA em 2005. É bom que estejamos preparados para o pior, por isso os bombeiros já estão fazendo um treinamento próprio para lidar com este tipo de situação” disse Fraga Mello, capitão de emergências do IMBRAIM.

Após publicar a notícia falsa, ontem, o Revista NP foi suspenso nesta terça-feira. Quem visita o endereço se depara com um aviso de que “this account has been suspended” (esta conta foi suspensa).

Não tivesse o Revista NP voltado atrás, não faltariam ao leitor elementos para atestar que se trata de uma notícia falsa.

Em primeiríssimo lugar, o bizarramente nomeado Instituto de Meteorologista Brasileiro Associado Internamente (IMBRAIM) simplesmente não existe. A estimativa de que há 85% de chances de um furacão atingir o país, portanto, é fictícia, assim como o tal Fraga Mello, “capitão de emergências do IMBRAIM” e responsável pelo alerta.

Além disso, o texto do boato cita apenas o furacão Katrina, que em 2005 deixou 1.833 mortos em sua passagem pelas Bahamas e os estados americanos de Flórida, Louisiana, Mississippi e Alabama – e sequer menciona o Irma. Isso acontece porque a notícia falsa sobre a tormenta no Brasil foi publicada originalmente em 2013.

A primeira versão, criada pelo site Jornal VDD, é arrematada pelo seguinte trecho, que entrega o ano de criação da lorota: “Gente se isso for verdade mesmo temos que pedir muito a Deus para que desvie esse furacão para bem longe, que deu medo isso em mim deu meu amigo e em você? Se você tem medo de um furacão no Brasil em 2013 Compartilhe esta notícia no botão abaixo”.

Na ocasião, o Climatempo, site especializado em meteorologia, desmentiu o boato. Por meio de um vídeo publicado no YouTube, a meteorologista Josélia Pegorim declarou que “não existe nenhum furacão, nenhum tornado. Aliás, tornado pode até aparecer. Mas furacão não tem nenhum para entrar aqui”.

Como o Me engana que eu posto frequentemente alerta, um elemento a ser observado pelo leitor para não se deixar enganar por lorotas tão fantasiosas quanto esta é a ausência da notícia em veículos de comunicação confiáveis. É inimaginável que, diante da previsão de que um furacão “quatro vezes mais forte que o Irma” atingiria o Brasil, não houvesse informações abundantes e exatas sobre o assunto nos maiores jornais, revistas e emissoras de TV do país.

É absolutamente falsa, portanto, a notícia da previsão de que um furacão quatro vezes mais forte que o Irma atingirá o Brasil.

Veja

13/09/2017 11:24

Brasil lidera número de smartphones conectados na América Latina

Um relatório da GSMA —entidade que representa operadoras móveis do mundo todo— aponta o Brasil como o país com mais smartphones conectados à internet na América Latina. São 234,6 milhões de conexões sem fio no país no terceiro trimestre do ano, sendo 73% a partir destes aparelhos, 35% usando tecnologia 4G.

Publicado no primeiro dia da edição americana da Mobile World Congress, em San Francisco, o estudo indica que Brasil e Argentina lideraram a taxa de adoção do 4G na região. A Argentina tem 24% das conexões nesta banda, mesma média da América Latina.

O México figura em segundo lugar no número de usuários de smartphones, com 108,6 milhões de conexões móveis, sendo 63% via smartphones.

A base da lista expõe alguns desafios de estrutura da tecnologia na região. Países da América Central, como Haiti, El Salvador e Honduras, têm a taxa de conexões via smartphone menores que 35%.

Dando os primeiros passos na internet pública, graças a abertura política dos últimos anos, Cuba adotou o 3G ainda neste ano (no Brasil, o 3G está ativo desde 2004). Com uma das infraestruturas mais atrasadas da região, o Haiti também não conta com 4G.

Outro relatório da GSMA também apresentado durante o evento estima que 4 bilhões de pessoas estão conectadas à internet sem fio ao redor do mundo.

O desafio lançado no evento é conectar o próximo bilhão. O relatório pondera que o último bilhão levou cerca de quatro anos para ser conectado, mas o próximo deve levar ainda mais tempo.

Cerca de 3,7 bilhões de pessoas não tem acesso à internet móvel no mundo. 42% deles vivem em regiões da Índia e África Subsaariana, onde 60% da população não têm nenhum tipo de acesso à rede.

Locais inóspitos e regiões rurais são um desafio, mas somente um terço destes não-conectados vivem fora da área de abrangência do sinal de internet móvel. O estudo sugere que as causas sejam, não de alcance, mas sociais, educacionais e até de gênero.

“Se o 4G mudou nossas vidas, o 5G vai mudar a sociedade”, disse o presidente da GSMA, Mats Granyard, na abertura do fórum em San Francisco.

Alardeado como o futuro da internet móvel, a nova banda de sinal promete ser até cem vezes mais rápida que o 4G e possibilitar a adoção de coisas conectadas à internet, como carros e aviões autônomos e é um dos grandes temas do encontro.

Segundo ele, os Estados Unidos deverá liderar essa nova revolução, disputada também por Europa, Coreia do Sul e Japão. Ele projeta que 50% das conexões mobile estadunidenses sejam em 5G em 2025, contra 30% esperado para a Europa na mesma data.

Também presente na abertura do evento, o empresário Carlos Slim Domit, presidente da América Móvil —grupo que inclui as operadoras Claro, Telmex e Telcel–, disse que um novo mercado exige novas regras. “Precisamos preparar as estruturas e isso passa por discutir novas regulamentações. A revolução na tecnologia anda lado a lado com marcos regulatórios”.

A afirmação faz coro ao discurso da indústria mobile, reunida no evento, que pressiona governos a acelerarem as leis relativas à rede e ao uso do espectro para ganhar vantagem competitiva na implementação do 5G.

Folha de S. Paulo

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.