Notícias com a tag "furacao"

28/09/2017 09:09

Maria se transforma de novo em furacão enquanto se afasta da costa dos EUA

O Maria se fortaleceu outra vez nessa quarta-feira (27), recuperando a intensidade de furacão, com ventos máximos constantes de 120 quilômetros por hora (km/h), enquanto se afasta da costa sudeste dos Estados Unidos, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC).

Depois de castigar, na última quarta-feira (20), como furacão de categoria 4, as regiões de Porto Rico, Dominica e as Ilhas Virgens Britânicas, Maria está agora 365 quilômetros ao leste-nordeste de Cape Hatteras, no estado da Carolina do Norte, segundo o órgão.

O furacão, que tinha se enfraquecido na noite de segunda-feira (25) e se tornado tempestade tropical, segue em direção norte-noroeste, a cerca de 11km/h.

No entanto, agora o furacão já não apresenta ameaça para regiões povoadas. Sua maior distância de áreas costeiras também permitiu que fossem desativados os alertas para partes da Carolina do Norte e da Virgínia.

Durante a passagem por Porto Rico, Maria provocou a morte de 16 pessoas, deixando um rastro de destruição pela ilha, que ainda sofre com a falta de eletricidade e problemas nas comunicações.

Os especialistas do NHC estimam que o furacão seguirá seu padrão de movimento e, ainda que mantenha ventos de 120 quilômetros por hora, poderia debilitar-se nas próximas 48 horas.

O ciclone ainda produz ressacas na costa leste dos EUA, na costa atlântica do Canadá, de Bermuda e das Bahamas, e nas Ilhas Turks e Caicos.

Agência Brasil

26/09/2017 11:40

Maria castiga costa sudeste dos EUA e Lee sobe para categoria 2

A parte externa do furacão Maria, de categoria 1, castiga a costa sudeste dos Estados Unidos com fortes chuvas na Carolina do Norte, enquanto Lee se fortaleceu nesta madrugada nas águas do Atlântico e já é um ciclone de categoria 2, informou nesta terça-feira o Centro Nacional de Furacões (NHC).

Em seu último boletim, os especialistas do NHC indicam que Maria está a 305 quilômetros ao sudeste de Cabo Hatteras, na Carolina do Norte, e segue se aproximando do litoral dos EUA.

O ciclone, com ventos máximos sustentados de 120 quilômetros por hora se move em direção ao norte lentamente, a 11 quilômetros por hora, e se espera que perca ainda mais velocidade nas próximas horas.

Os meteorologistas preveem que Maria mudará de trajetória nesta quarta-feira rumo ao noroeste, o que o afastaria paulatinamente dos EUA.

Apesar da distância até o litoral, Maria é ainda um ciclone de grandes proporções, e seus ventos com força de furacão se estendem desde o seu centro até 165 km, e os ventos de tempestade tropical alcançam até 390 quilômetros.

No entanto, os especialistas preveem que o fenômeno se enfraquecerá nas próximas horas e pode regredir a tempestade tropical nesta quarta ou quinta-feira, longe assim da força de 280 km/hora que registrou quando devastou o Caribe, onde deixou um saldo de 50 mortos.

Por sua vez, Lee se fortaleceu nesta madrugada e seus ventos já alcançam os 155 quilômetros por hora, o que o transforma em um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5.

Apesar da sua periculosidade, Lee segue em águas abertas do Atlântico e a previsão é que ele não afetará áreas habitadas até que vá perdendo força na próxima semana, quando deve se dissipar próximo à costa da Irlanda.

Exame

22/09/2017 11:09

Furacão Maria deixa internet mais lenta no Brasil

A passagem do furacão Maria por Porto Rico afetou as telecomunicações brasileiras durante a manhã e tarde dessa quinta-feira (21), deixando a conexão de internet lenta ao passar por outros países –no acesso a um site do exterior, por exemplo.

Folha teve acesso a uma resposta enviada pela TI Sparkle a profissionais da tecnologia da informação. A empresa, provedora de internet que trabalha com sistemas que fazem a comunicação do Brasil com o exterior, afirmou que o furacão fez com que as estações de trabalho em Porto Rico precisassem ter sua operação reduzida –o que afeta o tráfego de informação internacional em direção ao Brasil.

Profissionais da área também relataram problemas semelhantes com outras operadoras, mas em menor intensidade.

Em nota, a Tim, que faz parte do mesmo grupo de empresas da TI Sparkle, confirmou a instabilidade.

“A Tim informa que ao longo do dia alguns clientes podem ter percebido instabilidade no acesso a conteúdo de internet devido ao impacto no provedor internacional, que atende a companhia, decorrente de falhas geradas pela sequência de furacões que atingiu a região do Caribe”, diz a nota que afirma também que o tráfego já foi normalizado.

Também em nota, Claro, Oi e Telefônica informam que seus serviços não foram afetados.

Nesta quarta-feira (20), o Maria se tornou um dos furacões mais potentes a tocar o solo de Porto Rico. O fenômeno chegou à ilha classificado como furacão de categoria 4 (em uma escala que vai até 5). Pelo menos uma pessoa morreu.

Folha de S. Paulo

21/09/2017 09:20

Mundo teve mais desastres naturais este ano ou é só impressão?

O Caribe mal começava a se recuperar dos estragos provocados pelo furacão Irma, que deixou cerca de 60 mortos, quando foi atingido pelos ventos de até 260 km/h do furacão Maria.

O México foi solapado por um terremoto de 7,1 graus de magnitude que causou ao menos 248 mortes, apenas 12 dias depois de um tremor maior, de 8,2 graus, matar cerca de 100 pessoas no sul do país. No sul da Ásia, inundações provocadas pelas chuvas de monções mataram mil pessoas em Bangladesh, Índia e Nepal.

É impressão ou os desastres naturais estão mais frequentes e intensos em 2017?

A resposta é que no caso dos furacões, sim. A quantidade e intensidade das tempestades de grandes proporções registradas este ano estão acima da média anual.

A principal causa para o aumento da força desses fenômenos é o aquecimento global, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Acima da média

Shuai Wang, pesquisador da Faculdade de Ciências Naturais do Imperial College London, explica que a média anual de furacões no Atlântico é de 6,2, conforme a série histórica de 1968 a 2016 da Agência Norte-Americana de Administração Atmosférica e Oceânica.

Em 2017, antes mesmo do término do período de tempestades tropicais, já foram registrados sete furacões, quatro deles de grande proporções – classificados em categorias superiores a 3 na escala Saffir-Simpson, que mede os fenômenos pela intensidade dos ventos e o potencial de destruição.

“Ainda é cedo para sabermos a quantidade de furacões que teremos em 2017. Mas já podemos dizer que tivemos tempestades mais intensas que a média histórica”, diz Wang.

Em agosto, o furacão Harvey provocou estragos no Texas, Houston e Louisiana, matando pelo menos 47 pessoas. Pouco depois, entre nos dias 6 e 7 de setembro, o furacão Irma arrasou várias cidades do Caribe e o sul da Flórida, provocando mais de 60 mortes.

Numa infeliz coincidência, a mesma região afetada pelo Irma se tornou rota do furacão Maria. Os ventos de até 260 km/h destelharam casas na ilha de Dominica – até o primeiro-ministro do país teve que ser resgatado da residência oficial.

O furacão também passou por Porto Rico e pelas Ilhas Virgens Norte-Americanas.

Altas temperaturas

O meteorologista Bob Hensen, do Weather Underground, serviço norte-americano de previsão meteorológica, diz que as altas temperaturas do oceano alcançadas este ano podem ter contribuído para a força das tempestades.

“Já alcançamos, antes de terminar o ano, mais tempestades que a média do ano inteiro”, disse.

Segundo Hensen, por causa das mudanças climáticas, a intensidade dos furacões aumentou nas últimas três décadas. O ano de 2005 foi o que mais registrou furacões – 15 no total, entre os quais o Katrina, que matou ao menos 1,8 mil pessoas nos Estados Unidos.

“Podemos estar tendo furacões mais fortes associados ao fenômeno do aquecimento global. A temperatura da água afeta a intensidade da tempestade, embora não haja evidência de que influencie na quantidade”, avaliou.

A opinião de que o aquecimento global tem papel relevante na intensidade dos furacões é compartilhada pelo pesquisador Shuai Wang, que prevê tempestades cada vez mais fortes se nada for feito para reverter o aumento da temperatura dos oceanos.

“O furacão é como um motor que precisa de combustível. A lógica é que, com a mudança climática, o oceano fica mais quente e gera mais energia para o ciclone, que acaba causando mais estragos quando alcança o continente”, explicou.

“Os pesquisadores divergem sobre o efeito a longo prazo do aquecimento global. Eu acho que, se a temperatura continuar aumentando, teremos ciclones mais intensos”, completou Wang.

Lógica parecida serve para desastres causados por excesso de chuvas, as chamadas monções. Para Bob Hensen, a intensidade pode ter aumentado por causa do aquecimento solar.

“Temperaturas mais altas favorecem a evaporação das águas. O ambiente úmido da atmosfera permite chuvas mais fortes.”

Terremotos

Quanto a terremotos como o ocorrido no México na terça, os números não mostram aumento ao longo dos anos, e a intensidade está dentro da média histórica.

De acordo com o British Geological Survey, o centro britânico de geociências, todo ano ocorrem, em média, 15 terremotos com magnitude maior que 7, considerados de grande proporção.

Até o momento foram registrados seis terremotos com magnitude superior a 7, segundo dados atualizados da organização não governamental World Earthquakes, que categoriza registros de abalos sísmicos em todo o mundo.

Em 2016, foram registrados 17 terremotos com magnitude maior que 7.

BBC Brasil

21/09/2017 09:03

NASA/NOAA GOES Project

Furacão Maria assola República Dominicana após atingir Porto Rico

O furacão Maria assolou partes da República Dominicana com temporais e ventos fortes ao passar pelas costas leste e norte do país nesta quinta-feira (21), após atingir diretamente Porto Rico, causando graves enchentes e cortes de energia em toda a ilha.

Segundo grande furacão a atingir a região neste mês, Maria deixou ao menos 10 mortos em sua passagem pelo Caribe, e o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) disse que a tempestade está a caminho das Ilhas Turcas e Caicos e do sudeste das Bahamas.

O furacão arrancou os telhados de quase todas as construções da Dominica, onde sete mortes foram confirmadas. O número de vítimas deve aumentar quando as buscas forem retomadas.

A tempestade foi classificada como um furacão de categoria 4, na escala de 5 níveis Saffir-Simpson, com ventos constantes de até 250 km/h, quando chegou a Porto Rico na quarta-feira como a tempestade mais forte a atingir o território norte-americano no Caribe em quase 90 anos.

G1

20/09/2017 08:24

Furacão Maria continua forte e chega a Porto Rico

Segundo furacão a atingir o mar do Caribe na temporada deste ano, o Maria tocou o solo em Porto Rico na manhã desta quarta-feira (20) com ventos máximos de 250 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC).

Mais cedo, o furacão foi rebaixado à categoria 4, a segunda maior na escala de Saffir-Simpson.

Ainda quando estava na categoria 5, a máxima, o Maria devastou as ilhas de Guadalupe e Dominica na terça (19).

Autoridades de Guadalupe confirmaram a morte de uma pessoa, mas o nome da vítima não foi divulgado. Pelo menos outras duas pessoas estão desaparecidas e cerca de 40% da população (o equivalente a 80 mil casas) está sem energia.

Outras 70 mil casas estão sem luz na ilha de Martinica, também território francês no Caribe.

O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, um dos afetados pelo fenômeno, afirmou nesta terça que os moradores da ilha perderam “tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir”.

Sua casa foi destelhada pela tempestade e ele teve de ser resgatado pelos bombeiros.

Skerrit escreveu em uma rede social que “o vento levou o telhado das casas de quase todas as pessoas com as quais eu conversei ou fiz contato”. Ele também afirmou que o dano era “devastador […], de fato incompreensível” e pediu “ajuda de todo tipo”.

Jacques Witkowski, diretor-geral de segurança civil da França, disse que em Martinica, operações de reconhecimento ainda estavam em curso, “mas já podemos atestar que não há danos significativos”.

No início do mês, 68 pessoas morreram com a passagem do furacão Irma, sendo 36 em ilhas do Caribe e 32 no território continental dos Estados Unidos, cujo Estado mais atingido foi a Flórida.

Folha de S. Paulo

19/09/2017 09:17

Primeiro-ministro diz que Dominica perdeu tudo durante passagem do furacão Maria

O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, afirmou nesta terça-feira (19) que seu país perdeu tudo e que a “devastação é generalizada” após a passagem do furacão Maria, que alcançou a categoria 5 ao atravessar a pequena ilha caribenha, mas que perdeu força. A informação é da Agência EFE.

Skerrit, que precisou ser resgatado depois que sua casa sofreu graves danos, disse em sua conta no Facebook temer a confirmação de que há pessoas mortas e feridas, “como resultado dos prováveis deslizamentos de terra provocados pelas chuvas persistentes”.

“Eu fui resgatado”, disse o premier, antes de avisar que estava a “mercê do furacão. A casa está inundando”.

“Até agora, perdemos tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir”, disse ele, em sua mensagem.

Os “ventos varreram os telhados das casas de quase todas as pessoas com quem já conversei. O telhado da minha própria residência oficial foi um dos primeiros a sair voando”, disse Skerrit.

Ele acrescentou que não se sente realmente preocupado com os danos físicos causados pelo furacão, mas que sua prioridade era “resgatar as pessoas e assegurar assistência médica aos feridos” por esse fenômeno que classificou de “alucinante”.

“Nós precisaremos de ajuda, precisaremos de ajuda de todo tipo. É muito cedo para falar da situação dos portos marítimos, mas suspeito que eles não estarão operando nos próximos dias”, afirmou.

“Por isso, solicito o apoio das nações e organizações amigas com serviços de helicópteros, já que pessoalmente estou ansioso para ver e determinar o que necessário”, disse em outro momento da mensagem.

O premier determinou a retirada dos moradores de áreas próximas ao mar, que poderiam ser inundadas, e não descartou impor o toque de recolher na ilha “em caso de necessidade”.

Ao longo do dia, os cidadãos de Dominica invadiram os supermercados, onde muitos itens de necessidades básicas estavam esgotados. Os aeroportos e portos estão fechados.

Apesar de a imprensa local afirmar que o “Maria” foi o pior furacão que passou por Dominica, o premier lembrou que há 38 anos o ciclone David, também de categoria 5, atingiu a ilha, com ventos de mais de 281 quilômetros por hora (km/h) e causou a morte de 2 mil pessoas.

Na semana passada, Dominica já sofreu os efeitos do furacão Irma, que atingiu grande parte do Caribe e o estado da Flórida (Estados Unidos).

Depois de passar por Dominica, o Maria se dirige para Saint Croix (Ilhas Virgens) e Porto Rico, com ventos de até 250km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos

15/09/2017 11:26

O Brasil será atingido por furacão mais forte que o Irma?

O furacão Irma, que deixou 41 mortos em sua passagem pelo Caribe e a Flórida, nos Estados Unidos, é o mote da mais recente notícia falsa a iludir internautas brasileiros em redes sociais e no WhatsApp.

Um texto publicado pelo Revista NP,  blog já conhecido pelas mentiras que espalha, garante que o Brasil será atingido por um furacão ainda mais devastador que o Irma, cuja categoria chegou a 5 na escala Saffir-Simpson, a mais alta possível. “Meteorologia prevê furacão no Brasil 4x mais forte que Irma nos EUA”, é o título da “reportagem”, replicada por outros sites, como o Gospel Five e o Rota da Notícia.

Leia abaixo o que diz o texto:

Hoje eu estava lendo algumas notícias na internet e me deparei com uma notícia que me deixou assustado, eu li que um furacão pode atingir o Brasil ainda esta semana segundo informações da meteorologia.

Furacão pode atingir o Brasil segundo meteorologistas. Os bombeiros de todo o Brasil estão em estado de alerta por conta de um possível furacão previsto para esta semana em terras brasileiras.

Furacão no Brasil tem 85% de chances de acontecer segundo Instituto

O IMBRAIM (Instituto de Meteorologista Brasileiro Associado Internamente) deixou claro que há cerca de 85% de chances de um furacão passar pelo Brasil ainda esta semana.

“Provavelmente conheceremos a fúria de um furacão. E preparem-se pois o furacão que está se aproximando terá cerca de 10 vezes mais força que o Katrina, que devastou os EUA em 2005. É bom que estejamos preparados para o pior, por isso os bombeiros já estão fazendo um treinamento próprio para lidar com este tipo de situação” disse Fraga Mello, capitão de emergências do IMBRAIM.

Após publicar a notícia falsa, ontem, o Revista NP foi suspenso nesta terça-feira. Quem visita o endereço se depara com um aviso de que “this account has been suspended” (esta conta foi suspensa).

Não tivesse o Revista NP voltado atrás, não faltariam ao leitor elementos para atestar que se trata de uma notícia falsa.

Em primeiríssimo lugar, o bizarramente nomeado Instituto de Meteorologista Brasileiro Associado Internamente (IMBRAIM) simplesmente não existe. A estimativa de que há 85% de chances de um furacão atingir o país, portanto, é fictícia, assim como o tal Fraga Mello, “capitão de emergências do IMBRAIM” e responsável pelo alerta.

Além disso, o texto do boato cita apenas o furacão Katrina, que em 2005 deixou 1.833 mortos em sua passagem pelas Bahamas e os estados americanos de Flórida, Louisiana, Mississippi e Alabama – e sequer menciona o Irma. Isso acontece porque a notícia falsa sobre a tormenta no Brasil foi publicada originalmente em 2013.

A primeira versão, criada pelo site Jornal VDD, é arrematada pelo seguinte trecho, que entrega o ano de criação da lorota: “Gente se isso for verdade mesmo temos que pedir muito a Deus para que desvie esse furacão para bem longe, que deu medo isso em mim deu meu amigo e em você? Se você tem medo de um furacão no Brasil em 2013 Compartilhe esta notícia no botão abaixo”.

Na ocasião, o Climatempo, site especializado em meteorologia, desmentiu o boato. Por meio de um vídeo publicado no YouTube, a meteorologista Josélia Pegorim declarou que “não existe nenhum furacão, nenhum tornado. Aliás, tornado pode até aparecer. Mas furacão não tem nenhum para entrar aqui”.

Como o Me engana que eu posto frequentemente alerta, um elemento a ser observado pelo leitor para não se deixar enganar por lorotas tão fantasiosas quanto esta é a ausência da notícia em veículos de comunicação confiáveis. É inimaginável que, diante da previsão de que um furacão “quatro vezes mais forte que o Irma” atingiria o Brasil, não houvesse informações abundantes e exatas sobre o assunto nos maiores jornais, revistas e emissoras de TV do país.

É absolutamente falsa, portanto, a notícia da previsão de que um furacão quatro vezes mais forte que o Irma atingirá o Brasil.

Veja

13/09/2017 09:25

O que há no olho do furacão?

A expressão “estar no olho do furacão” é usada para descrever uma situação problemática.

Mas, ironicamente, em termos científicos é justamente o contrário: o olho de um furacão, a parte central do fenômeno que traz ventos de centenas de quilômetros por hora e enormes volumes de chuva, é uma área de calmaria, ainda que enganosa.

Seus são ventos relativamente mais fracos e tempo, mais brando – em alguns casos, é possível até ver o céu azul ou estrelado.

A região é formada quando existe um fluxo de ar de cima para baixo, o que faz com que as nuvens se dissipem, criando uma espécie de oásis. Segundo cientistas, o olho pode ocupar uma área entre 30 km e 60 km de diâmetro.

Alerta

Entretanto, o período de calmaria dura pouco tempo. Pode durar horas ou mesmo minutos. E é enganoso: pode dar a impressão de que o pior da tempestade já passou e fazer com que pessoas saiam dos abrigos.

“O olho do furacão, nesse sentido, é a parte mais perigosa. Pode dar às pessoas uma falsa sensação de segurança porque os ventos diminuem e tudo se aquieta. Mas os ventos vão recomeçar na medida em que o furacão passar”, explica o meteorologista australiano Adam Morgan.

Sendo assim, em países assolados por furacões as autoridades enfatizam para a população a necessidade de só deixar o abrigo quando orientada, justamente para evitar enganos.

Sobre o oceano, no entanto, o olho é possivelmente a parte mais perigosa: no seu interior, ondas de todas as direções batem umas nas outras, criando “paredes” de água tão altas quanto 40 metros.

G1

09/09/2017 11:17

Por que é tão difícil um furacão como o Irma atingir o Brasil?

Países caribenhos e pessoas que vivem em algumas regiões da costa leste dos Estados Unidos estão em alerta para a chegada do furacão Irma. A Nasa (agência espacial americana) diz que o fenômeno, que está no mar do Caribe, é o maior registrado na última década.

Mas por que, diferentemente desses lugares periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar com isso?

Segundo meteorologistas ouvidos pela BBC Brasil, as chances de que isso aconteça por aqui são mínimas – a explicação é que a formação de um furacão depende de uma série de fatores que só foi registrado uma vez no país.

“Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência”, diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.

A meteorologista Bianca Lobo, do Climatempo, explicou que um dos principais “combustíveis” para a formação de um furacão são as águas quentes do mar – que precisam estar acima de 27°C.

“No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C”, diz.

“A umidade e a água quente do oceano que dão força a um furacão. Quando ele chega à costa, perde força”, acrescenta Pantera.

Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou tesoura de vento – como são chamadas as mudanças de velocidade ou direção das correntes de ventos. Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do equador, como o Brasil.

Meteorologistas afirmam que esse é um fator que também inviabiliza que um tornado formado no Caribe atinja o Brasil, já que ele perderia completamente a força ao se aproximar da linha do equador devido ao efeito de força de coriolis.

Tufão, tornado, furacão?

A definição de tufão e furacão é a mesma. Eles são um conjunto de tempestades com centenas de quilômetros de diâmetro que surgem nos oceanos sobre as águas quentes e podem durar por alguns dias. A única diferença entre eles é o lugar onde se formam.

Segundo meteorologistas, ambos são ciclones tropicais formados em oceanos. O que os diferencia é que os tufões se formam no oeste do oceano Pacífico, e os furacões, no oceano Atlântico e na região leste do Pacífico.

Já o tornado é uma coluna de ar que sai da base da nuvem e toca o solo, seu diâmetro é muito menor do que um furacão, a grande maioria não passa de 600m, e duram menos de 1 hora. Como sua formação só depende de uma tempestade muito forte, um furacão pode gerar muitos tornados.

Historicamente, só um furacão foi registrado na história do Brasil. Chamado de Catarina, ele atingiu o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em março de 2004.

Na época, pelo menos 40 cidades foram atingidas. Segundo o Centro de Estudos em Engenharia e Defesa Civil da Universidade Federal de Santa Catarina, os ventos atingiram a região a uma velocidade de cerca de 180 km/h.

Quatro pessoas morreram, 518 ficaram feridas e cerca de 33 mil desabrigadas.

Mas os meteorologistas classificam o caso como raríssimo. “Foi uma condição totalmente atípica. É muito difícil de acontecer, ao contrário dos tornados, que inclusive são filmados com frequência no Brasil”, diz Bianca Lobo.

Segundo Pantera, ainda há divergências se o Catarina foi de fato um furacão. “Ele era uma frente fria que, em determinado momento, se deslocou e fez um caminho contrário, na direção do oceano. Ainda há muitas discussões se o Catarina era de fato um furacão.”

Mesmo com uma intensidade menor, a recomendação para quem avistar um tornado ou tromba d’água é fugir.

Se uma pessoa é atingida pelo fluxo de vento, dificilmente ela consegue escapar. A maior probabilidade é que ela seja sacudida e arremessada onde ela estiver, inclusive de embarcações.

G1

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.