Notícias com a tag "operacao"

20/09/2017 10:00

PF faz operação para prender suspeitos de desviar empréstimos da Caixa

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (20) a Operação Inimigo Oculto, com o objetivo de desarticular um grupo de criminosos que causou um prejuízo de quase R$ 1 milhão à Caixa Econômica Federal (CEF). Desde cedo, os policiais federais estão cumprindo três mandados de prisão temporária e 30 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para delegacia a fim de prestar depoimento e depois é liberada.

De acordo com a PF, os suspeitos fraudavam a Caixa para conseguir empréstimos ilegais. “Os investigados utilizavam senhas pertencentes a empregados da CEF e assim realizavam a inserção indevida de dados no sistema, incluindo-se rendas fictícias, sem a apresentação de qualquer documento comprobatório. Quando os empréstimos eram creditados nas contas indicadas, eles efetuavam diversos saques e transferências, evitando que a Caixa, após identificar a fraude, bloqueasse os valores.

As ações ocorrem em endereços nos estados do Pará e da Bahia e principalmente na cidade de Brasília. A Justiça Federal também determinou o bloqueio da quantia aproximada de R$ 950 mil nas contas dos suspeitos. Os principais alvos dos mandados são ex-prestadoras de serviço da Caixa. Elas teriam desviado os valores graças à concessão fraudulenta de 46 empréstimos pessoais, em sua maioria, destinados a parentes e amigos.

O nome da operação, Inimigo Oculto, segundo a PF, tem se deve porque os um dos investigados mantinha relações profissionais com o banco.

Agência Brasil

19/09/2017 11:02

Governador e dois auxiliares são denunciados na Operação Anteros

O Ministério Público Federal denunciou o governador Robinson Faria e Magaly Cristina e Adelson Freitas, apontados como auxiliares, na Operação Anteros, que apura a suposta organização do grupo para obstrução à Justiça em ação de investigação sobre desvios na Assembleia Legislativa.

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira ao Superior Tribunal de Justiça, que modificou a classe processual do caso de inquérito para ação penal, colocando ainda o nome dos três citados nos dados públicos do processo, o que não tinha acontecido até o momento.

Advogado do governador Robinson Faria, José Luiz Oliveira afirmou que “a denúncia foi apresentada mas a chance dela ter sido recebida e zero”. Ele ainda afirmou que “assim que tiver acesso vou me manifestar”. Também ponderou que “De qualquer modo, ratificamos a conduta ilibada do Governador ao longo da sua vida pública”. A defesa de Magaly Cristina afirmou que ainda não tem conhecimento da denúncia. A reportagem não localizou a defesa de Adelson.

Na operação Anteros, a Procuradoria Geral da República acusou o governador Robinson Faria de utilizar seus auxiliares para que a ex-procuradora da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês, não colaborasse com as investigações da Operação Dama de Espadas, que apura desvios no Poder Legislativo.

15/09/2017 10:28

Operação desarticula suposto esquema de fraude em poupanças da Caixa

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) operação para desarticular grupo criminoso suspeito de roubar dinheiro de contas poupança da Caixa Econômica Federal com grandes saldos, falsificando documentos de clientes e contando com o apoio de ao menos um funcionário do banco, informou a PF em comunicado.

Como parte da chamada operação Duas Caras, cerca de 150 policiais cumprem 23 mandados de busca e apreensão, 6 de prisão preventiva, 7 de prisão temporária, 6 de sequestro de bens e 1 de suspensão do exercício de função pública, nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Paraíba.

Os suspeitos, que incluem um funcionário ativo do banco, são acusados de crimes como furto e estelionato qualificado, peculato, uso de documento falso, falsificação de documento público e associação criminosa, segundo a PF.

“O funcionário suspeito pesquisava e identificava contas poupança de clientes do banco com grandes saldos e que não apresentava histórico de retiradas, repassando os dados dos clientes ao líder do grupo criminoso investigado”, afirmou a Polícia Federal.

Com os dados roubados, os suspeitos se passavam pelos clientes e informavam à Caixa a falsa perda do cartão bancário, requisitando um novo envio. Em seguida, retiravam os cartões em centros de distribuição dos Correios usando documentos falsos e começavam uma série de saques nos caixas eletrônicos, compras e transferências, até que o dinheiro nas contas se esgotasse ou que o crime fosse descoberto, segundo a polícia.

Folha de S. Paulo

06/09/2017 10:20

Operação Lei Seca fiscaliza tráfego irregular de veículos em faixa litorânea

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran), por meio da Operação Lei Seca, realizou ações de fiscalização na área de praia compreendida entre a Redinha Nova até Muriú. As abordagens a condutores aconteceram durante esse domingo (03) e resultaram em seis notificações de infração de trânsito por circulação em área de praia proibida por determinação da autoridade de trânsito competente.

De acordo com o coordenador da Operação Lei Seca do Detran, capitão Isaac Paiva, as irregularidades encontradas foram relacionadas ao tráfego ilegal de veículos na faixa de areia de praia a exemplos de bugres, quadriciclos e motocicletas. Também foram realizados 44 testes de alcoolemia na orla e nas pistas que dão acesso as praias, porém não foi registrado nenhuma infração por embriaguez ao volante. “Para nossa surpresa não foi registrada nenhuma autuação por alcoolemia, mas reforçamos para os condutores abordados a importância de se beber não dirigir”, comentou.

Outro ponto ressaltado pelo capitão Isaac Paiva é no tocante a proibição de circulação de veículos na faixa de praia. Nesse caso existe a Portaria 711/2007 do Detran/RN que regulamenta o acesso às praias de uso público do Rio Grande do Norte, indicando trechos com acesso permitido e proibido. Como exemplo, durante o período de alta estação, todo e qualquer veículo é proibido de circular em praias como Via Costeira, Ponta Negra, Pirangi do Norte e do Sul, Búzios, Tabatinga, Tibau do Sul e Pipa.

Nessa situação, o motorista infrator é autuado no artigo 187 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo a infração de natureza média, com perda de quatro pontos na CNH e multa no valor de R$ 130,16, podendo o veículo ser apreendido, caso o condutor não respeite a determinação do agente de retirada do automóvel da área proibida de circulação.

04/09/2017 09:41

PF faz operação para desarticular esquema de tráfico internacional de cocaína

Uma operação para desarticular um esquema de tráfico internacional de cocaína foi deflagrada na manhã de hoje (4) pela Polícia Federal (PF). Várias equipes da PF cumprem 120 mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 190 de busca e apreensão nos estados do Paraná, de São Paulo, Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

O esquema criminoso usava a cidade de São Paulo como entreposto e o Porto de Santos como principal local de saída da droga. O grupo foi responsável por traficar mais de 6 toneladas de cocaína pura para a Europa, durante o período das investigações, após cooperação policial internacional entre a PF e o DEA (agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas).

“Durante as investigações foram analisadas cinco apreensões de cocaína realizadas entre os meses de agosto de 2015 e julho de 2016 (três no Porto de Santos e duas num porto na Rússia, vindas de Santos). Por suas características levantou-se a suspeita de que um mesmo grupo tivesse sido responsável por todas as remessas, que totalizaram 2,1 toneladas”, diz a nota da PF.

O inquérito policial foi instaurado em agosto de 2016 e indica que os suspeitos se articulavam por meio de empresas criminosas. “Diferentes grupos organizados e especializados, atuantes no Brasil e na Europa, se associavam entre si, conforme as necessidades que tinham em cada negócio ilícito que pretendiam realizar”. Segundo a PF, a cocaína era oriunda de países produtores para ser estocada em vários locais da capital paulista até ser enviada para a Europa por transporte marítimo.

O nome da operação, Brabo, que reúne 800 agentes, faz referência a um dos destinos da droga, o Porto de Antuérpia, na Bélgica. “Brabo seria um soldado romano que teria libertado os habitantes da região do Rio Escalda, onde se localiza Antuérpia, do jugo de um gigante e jogado sua mão no rio. Essa lenda deu origem ao nome da cidade”.

Agência Brasil

04/09/2017 08:33

Falhas e omissões colocam bancos na mira da Operação Lava Jato

Depoimentos de investigados na Operação Lava Jato mostraram que os valores milionários resultantes do esquema de corrupção na Petrobras transitaram pelo sistema bancário e colocaram em dúvida os mecanismos de fiscalização da circulação de dinheiro ilícito.

Falhas e omissões de bancos nacionais já foram descritas por alvos da Lava Jato, como o operador Adir Assad e um ex-executivo da empreiteira Odebrecht.

Agora, o assunto se tornou uma das frentes mais recentes da força-tarefa em Curitiba, que apura se houve descumprimento de regras de conformidade dos bancos. O setor também pode virar alvo da delação, em negociação, do ex-ministro petista Antonio Palocci.

O sistema financeiro tem uma série de obrigações para barrar movimentações suspeitas, como as provenientes de desvios em obras públicas e pagamento de propina, investigados na Lava Jato.

O chamado “compliance” (conformidade) estabelece internacionalmente uma série de regras e conceitos como “conheça seu cliente” e a verificação de “pessoas politicamente expostas”, como agentes públicos.

A facilidade para operações ilegais no Brasil foi mencionada em depoimentos ao longo da operação.

O caso mais recente foi o do operador Adir Assad, condenado e preso na Lava Jato. Ao depor no Rio, ele falou: “Por causa do relacionamento com os bancos, tínhamos facilidade de pegar dinheiro na boca do caixa.” Dono de empresas que ele diz ser de fachada, Assad não deu mais detalhes sobre os supostos benefícios.

Em março deste ano, Luiz Eduardo da Rocha Soares, ex-integrante do chamado departamento de propina da Odebrecht, disse, ao depor no Tribunal Superior Eleitoral, que o compliance brasileiro é “um pouco falho”.

Disse que seu receio de ser descoberto era muito maior em relação às atividades mantidas nos EUA porque o mecanismo de controle era “muito maior”. “Como é que pode tanto dinheiro circular e o pessoal consegue sacar desses bancos? Está aí a diferença. No exterior, o pessoal não consegue sacar muito dinheiro nos bancos.”

Nessa audiência, o ministro da corte Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, disse ao ex-executivo que o processo era uma oportunidade de melhorar o sistema.

Tanto Assad quanto Rocha Soares não citaram os bancos que teriam beneficiado as atividades ilegais.

DEBATE EM CPI

No primeiro ano da Lava Jato, um funcionário do Banco do Brasil em São Paulo, Rinaldo Carvalho, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão pelo juiz Sergio Moro por corrupção.

Ele tinha sido acusado de receber R$ 4.000 do grupo da doleira Nelma Kodama, primeira presa da Lava Jato, para manter contas de empresas de fachada no banco e não comunicar as movimentações suspeitas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ligado à Fazenda. Uma troca de mensagens o mostrou alertando a não fazer depósitos em uma conta bloqueada.

Carvalho trabalhava como assistente de negócios em uma agência na capital paulista. Ele negou acusações e disse que só pediu um empréstimo para a doleira. A sentença foi confirmada em segunda instância e ele foi demitido do banco.

Ligada ao doleiro Alberto Youssef, Nelma e seu grupo eram suspeitos de enviar dinheiro ao exterior por meio de importações fictícias. Na época, os processos eram restritos a operadores financeiros –construtoras e políticos não tinham sido acusados.

Naquele mesmo processo, o delator Luccas Pace, apontado como auxiliar de Nelma, falou em “conivência” e “falta de controle” de bancos sobre movimentações atípicas, ao não se informar sobre a estrutura de empresas.

O presidente do Coaf, Antonio Gustavo Rodrigues, e um diretor do Banco Central negaram conivência das instituições financeiras.

OUTRO LADO

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirma que os dados passados pelo setor bancário estão na origem de investigações importantes do país, “inclusive na abertura da Operação Lava Jato”.

Segundo a entidade, foram 56 mil comunicações de operações suspeitas ao Coaf em 2016 e outras 34 mil de janeiro a julho deste ano.

“Os bancos têm investido na capacitação de pessoas, no desenvolvimento de sistemas de inteligência e na atualização de processos para identificar e reportar as operações atípicas –aquelas que indicam irregularidades ou
são incompatíveis com o patrimônio ou ramo de atividade dos clientes”, afirmou a Febraban, em nota à reportagem.

Se for constatado algum “desvio de conduta” de um funcionário, diz a federação, as autoridades competentes são comunicadas e sanções são aplicadas internamente.

Procurado, o Banco do Brasil disse que o funcionário que foi detido na Lava Jato foi demitido por justa causa e que a apuração interna sobre o caso foi repassada às autoridades.

O banco também afirmou que adota “controles rigorosos de prevenção e combate à lavagem de dinheiro”.

SAIBA MAIS

Em junho, o presidente Michel Temer assinou medida provisória que permite ao Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários fecharem acordos de leniência com instituições financeiras que admitirem práticas ilegais. A leniência é uma espécie de delação de pessoas jurídicas.

A medida também limita em até R$ 2 bilhões as punições do BC para esses casos.

O assunto agora está sendo discutido no Congresso.

O ex-ministro Antonio Palocci, que negocia delação, pode detalhar em seus depoimentos irregularidades envolvendo bancos.

Folha de S. Paulo

30/08/2017 10:04

PF deflagra operação contra compra e venda de votos no TRF5

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) deflagraram hoje (30) uma operção, cujo alvo é um grupo que articularia a compra e venda de votos de magistrados membros de um turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). A Operação Alcmeon cumpre mandados nas cidades de Natal, Mossoró (RN) e Recife.

Foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, oito mandados de condução coercitiva e 13 mandados de busca e apreensão. Ao todo, 70 policiais federais trabalham na operação, cujo nome vem de um personagem da mitologia grega que, segundo a Polícia Federal, está relacionado à traição e quebra de confiança.

O grupo alvo da operação seria formado por advogados e um ex-desembargador, que intermediariam a venda de votos em sentenças criminais para a libertação de presos, atenuantes de pena e liberação de bens apreendidos. Em nota divulgada pela corporação, a PF cita o caso de um ex-prefeito que teve a pena reduzida de 28 anos de prisão para dois anos e oito meses.

Segundo os investigadores, os principais beneficiados seriam políticos e o grupo teria atuado no caso investigado pela Operação Pecado Capital, que apontou desvios de recursos do Instituto de Pesos e Medidas no Rio Grande do Norte. Também há indícios de “exploração de prestígio” em processos relacionados à Operação Lava Jato.

O esquema foi desvendado a partir de um acordo de delação premiada de um empresário do Rio Grande do Norte. Segundo a PF, o acusado relatou que em pelo menos duas ocasiões teria conseguido benefícios do grupo. Os envolvidos cobrariam cerca de R$ 350 mil pelo serviço.

Os alvos da Operação Alcmeon são acusados também de associação criminosa, confecção e uso de documentos falsificados e lavagem de dinheiro.

Mais detalhes serão divulgados em entrevista coletiva pela Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Norte na manhã desta quarta-feira

Alvo no Recife

No Recife, foi cumprido um mandado de condução coercitiva – quando a pessoa é obrigada a comparecer à PF para prestar esclarecimentos – de um servidor público estadual de 58 anos, morador do bairro de Boa Viagem. Ele foi indiciado pelo crime de corrupção ativa. Depois de ser ouvido no início da manhã, na sede da PF em Pernambuco, ele foi liberado e responderá ao inquérito em liberdade.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região foi procurado para que pudesse se posicionar, mas até a publicação da reportagem não houve retorno.

Agência Brasil

23/08/2017 10:51

Raniere vai ao STJ; juiz fixa prazos para afastamento

para o portalnoar.com.br

A defesa do vereador Raniere Barbosa deverá ingressar nesta quarta-feira (23) no Superior Tribunal de Justiça contra a medida de afastamento do parlamentar.

Na semana passada, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça acolheu voto do relator, desembargador Glauber Rêgo, e manteve o afastamento, ordenando ainda ao juiz de primeiro grau responsável pelo ato, José Armando Pontes, da 7ª Vara Criminal, que fixe prazos para o afastamento.

Armando Pontes estipulou o prazo mínimo de três meses e máximo de um ano para o afastamento. Se até 21 de novembro não for ofertada denúncia contra Raniere, o parlamentar poderá retornar às suas atividades em 22 de novembro.

Se houver denúncia, ele ficar afastado por seis meses, até 22 de maio de 2018. Para o caso ainda de haver denúncia, o afastamento da presidência da Câmara vai até 22 de agosto de 2018.

Raniere está sendo acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte de comandar um esquema na secretaria de Serviços Urbanos de Natal que, entre 2013 e 2017, teria superfaturado e desviado quase R$ 23 milhões.

O vereador nega e alega, entre outras coisas, o recorte temporal da denúncia, já que se afastou da Semsur em 2015.

23/08/2017 09:08

PF cumpre mandados judiciais em nova fase da Operação Lava Jato

Mais uma fase da Operação Lava Jato foi deflagada hoje (23) pela Polícia Federal (PF). Desde cedo, equipes da PF cumprem mandados judiciais em Brasília, Salvador e em Cotia, em São Paulo.

A 45ª fase é chamada de Abate 2. Ela é um desdobramento da 44ª fase da Lava Jato, em  que foi preso o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza. A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão. A investigação segue a mesma linha de atuação criminosa revelada na última etapa.

De acordo com a PF, novos elementos colhidos na investigação policial indicam que dois advogados participaram de reuniões nas quais “o esquema criminoso, com o pagamento de propinas a agentes da estatal, teria sido planejado”. Foi identificada a participação de suspeitos que atuaram junto a Petrobras para favorecer a contratação de empresa privada e remunerar indevidamente agentes públicos.

“Paralelamente teriam recebido comissões pela contratação de empresa americana pela empresa petrolífera, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de empresa off-shore. Também se detectou a participação de ex-deputado federal e sua assistente na prática dos crimes e no recebimento de pagamentos indevidos”, diz ainda a nota divulgada pela PF.

Mais esclarecimentos serão apresentados pela PF, durante entrevista à imprensa, às 10h de hoje (23), na sede da superintendência do órgão em Curitiba.

Agência Brasil

22/08/2017 10:22

Prisões da Operação Anteros foram mantidas para evitar obstrução de justiça

para o portalnoar.com.br

As prisões dos dois presos na Operação Anteros, Magaly Cristina e Adelson Freitas, poderá ser convertida em temporária, ou seja, indefinida, para que a autoridade policial possa se debruçar sobre a análise do material apreendido.

Em despacho em que nega a Magaly Cristina a revogação de sua prisão, na semana passada, o ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça, anotou que é necessário “mantê-los sob custódia, a fim de evitar a possibilidade de que se comuniquem e combinem depoimentos, entre si e com os demais investigados nos autos, que permanecem em liberdade”.

A defesa de Magaly argumentou ao STJ que a prisão temporária não fazia mais sentido em razão da colheita de provas ter se encerrado. O ministro relator discordou.

“É fora de dúvida que, tendo sido apreendido vasto material consistente em mídias eletrônicas e telefones celulares, a autoridade policial necessite de mais tempo para, verificando seus conteúdos, voltar a ouvir os investigados a respeito”, anotou Raul Araújo.

Tanto Magaly quanto Adelson tiveram prisão temporária decretada e cumprida a partir de terça-feira da semana passada. Com a prorrogação, a prisão provisória de ambos, decretada no dia 18, por cinco dias, vence na quarta-feira (23).

Magaly e Adelson foram presos por suspeita de obstrução de justiça e associação criminosa. O governador Robinson Faria também é parte investigada.

Magaly está presa na ala feminina do Complexo Penal João Chaves, na zona Norte. Adelson está no detido no Comando da Polícia Militar.

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.