Notícias com a categoria "comportamento"

21/09/2017 11:05

Mulher coloca apelido de casal no campo de sobrenome em passagem aérea

Ao comprar uma passagem aérea, o passageiro deve inserir seus dados básicos de identificação. Como a tradução dos sites geralmente é feita com base no português de Portugal, é comum encontrar a palavra ‘apellido’ no lugar de ‘sobrenome’. Em espanhol, sobrenome também é chamado assim – e isso pode causar uma grande confusão.

Foi o caso de uma mulher brasileira que, ao comprar as passagens dela e de seu marido de Dublin, na Irlanda, para Paris, na França, imaginou que deveria inserir os apelidos dos dois. Ela colocou então Amorzão e Princesona, nomes carinhosos pelos quais ela e o companheiro se chamam.

O caso foi contado pela irmã da mulher para uma amiga, e a conversa foi parar em um grupo de Facebook, o LDRV, e viralizou também no Twitter. Algumas horas depois, a jovem que publicou a história contou que os dois conseguiram embarcar, felizmente, mas não explicou como isso aconteceu. Muitas pessoas apostam que eles não conseguiram embarcar com aquelas passagens e tiveram de comprar outras.

Emais, Estadão

20/09/2017 10:43

Caranguejo escapa da panela e salva ‘amigos’

Vídeo divulgado na internet mostra um caranguejo enfrentando a morte. O animal estava sendo preparado vivo com óleo quente, mas conseguiu escapar da frigideira. E o mais incrível: desligou o fogão e salvou os outros bichos que teriam o mesmo destino.

O caso aconteceu em um restaurante de Lianyungang, na China. O vídeo, divulgado pelo jornal Daily Mail,  mostra quatro caranguejos sendo fritos em uma frigideira. De repente, um dos animais usa suas garras para escapar do triste destino.

Ao sair do recipiente, o crustáceo caiu em cima do botão que desligava o fogão salvando, assim, os outros bichos.

Confira o vídeo:

Emais, Estadão

19/09/2017 10:18

Brasileiro que fez sucesso com ‘cover’ de Pink Floyd cobra até R$ 5 mil por show

Gleyfy Brauly diverte as redes com seus covers de músicas famosas e com seu inglês bastante peculiar e, recentemente, foi compartilhado até pelo baterista do Pink Floyd, Nick Mason, com o vídeo Another Brick in the Wall.

“Eu fiquei chocado, um baterista de tanta importância. Eu fiquei muito emocionado mesmo”, contou Brauly ao E+. Ele também foi compartilhado pelo DJ norte-americano Alok recentemente.

Tamanho prestígio tem rendido a Brauly aparições em programas televisivos e até maior lucro. Há pouco mais de um mês, o show do cantor custava de R$ 300 a R$ 400. Agora, quem quiser contratar Gleyfy tem de desembolsar no mínimo R$ 2 mil para festas particulares, mas o valor pode chegar a R$ 5 mil para bares ou até mais para cantar em eventos maiores.

O cantor mora na cidade de Altos, região metropolitana de Teresina (PI) e começou a cantar há cerca de dois anos. “Comecei a cantar à noite, em bares. Eu era criticado, mas mesmo assim várias portas se abriram, Deus me abençou”.

O piauense conta que os vídeos começaram nos próprios bares. “Meus fãs me viam nos barzinhos, filmavam e me enviavam os vídeos. Aí eu comecei a postar na internet”, relembra.

Emais,

19/09/2017 08:27

Pesquisa mapeia o comportamento sexual de gays e bissexuais no Brasil

Bissexuais têm mais parceiros do que homossexuais e heterossexuais. Homens gays são os que têm maior propensão a terem tido sua primeira relação sexual com um desconhecido. Homens bissexuais e gays usam mais camisinha do que os héteros, e as lésbicas são as que menos se protegem nas relações sexuais.

Os dados são da Pesquisa Mosaico 2.0, levantamento mais recente sobre o comportamento sexual do brasileiro, comandado pela psiquiatra especialista Carmita Abdo, da USP, e patrocinado pela farmacêutica Pfizer.

Um novo recorte, segmentando a amostra de quase 3.000 pessoas de acordo com a orientação sexual, foi feito com exclusividade para a Folha.

A conclusão, diz Abdo, é que o comportamento sexual é bastante distinto entre os seis subgrupos analisados (homens e mulheres que podem ser hétero, gay ou bi).

Uma das vantagens de conhecer tais peculiaridades, além de satisfazer a curiosidade, é auxiliar na identificação de problemas e na elaboração de estratégias para cada grupo.

Por exemplo, a pesquisa sugere que há um baixo índice no uso de preservativo entre mulheres, um assunto ainda pouco discutido, já que existe, sim, a transmissão de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) entre elas.

Por outro lado, homens gays e bissexuais são os campeões no uso de camisinha –algo provavelmente ligado às campanhas de saúde.

“Os homens gays tendem a se cuidar mais, se alimentar melhor, ir mais à academia. As mulheres homossexuais são mais ‘largadas’ nesse quesito, têm mais DSTs e doenças cardíacas do que os heterossexuais, não vão ao médico, têm mais câncer de mama e, sobretudo, têm mais depressão –por causa do estigma”, diz Abdo.

SEM VONTADE

Outro fator revelador sobre a qualidade de vida das mulheres homossexuais é que elas também fazem sexo sem vontade –em uma medida semelhante à das heterossexuais (58% dizem fazê-lo frequentemente ou às vezes).

Independentemente da orientação sexual, a maior parte das mulheres fingiu orgasmo. Homens, na média, fingem bem menos e os que estão mais desencanados são os heterossexuais.

E um dos fatores mais curiosos com relação aos hábitos e desejo sexuais dos grupos analisados é que bissexuais não só são os que tem mais parceiros e praticam mais sexo, mas também são os que mais gostariam aumentar a frequência do ato em sua rotina –tanto homens quanto mulheres.

Homens gays, por sua vez, estipulam uma quantidade ideal de sexo semelhante àquela de mulheres hétero ou homossexuais.

“Quando comecei a falar em bissexualidade, décadas atrás, as pessoas até duvidavam que essas pessoas existiam. Diziam que um dia essas pessoas, em algum momento da vida, se definem: ou vão para um lado ou para o outro. Mas essa matemática não existe”, afirma Abdo.

Segundo a psiquiatra, outro mito que o estudo ataca é o de que os homossexuais teriam uma vida “mais livre”. “Hoje o homossexual quer casar e ter filhos. E o bissexual é tão, tão eclético que só eles para terem esse comportamento ‘mais livre’, em vários aspectos.”

Mais detalhes da pesquisa você pode conferir aqui.

ESTUDO MOSAICO 2.0
Foram coletados dados de 2.847 pessoas, dos 18 aos 70 anos, de sete regiões metropolitanas do país: São Paulo, Rio, Salvador, Porto Alegre, Belém, Belo Horizonte e Distrito Federal.

Folha de S. Paulo

14/09/2017 10:45

Estudante reage a assalto para salvar dissertação de mestrado

O risco de perder a única cópia de um trabalho acadêmico inteiro pode ser desesperador. A estudante sul-africana Noxolo Ntusi, de 26 anos, passou por isso, mas defendeu com muita coragem sua dissertação de mestrado resistindo à investida de ladrões.

Na terça-feira, 12, ela andava por uma rua de Joanesburgo, na África do Sul, quando foi abordada por dois homens que saíram de um carro preto. Eles tentaram levar a bolsa dela, mas a mulher resistiu e chegou a ir ao chão para evitar o assalto, mesmo com um deles apontando uma arma para ela.

“Sem chance que eu deixaria eles levarem”, disse Noxolo à BBC. Porém, ela admite que a reação “não foi muito inteligente” e aconselhou outras pessoas a darem o que os ladrões pedem. “Você sempre pode escrever de novo”, disse.

Enquanto o ladrões foram capazes de levar a sacola com o almoço dela, Noxolo se recusou a entregar a bolsa que continha o HD externo em que a única cópia da dissertação sobre zoologia molecular estava salva.

“Eu estava pensando no meu mestrado, estou quase terminando de escrever”, contou. Perder a dissertação significaria ter de pedir uma prorrogação até o próximo ano, segundo ela.

As imagens da ação foram registradas pelas câmeras de segurança da região e divulgadas pelo Departamento de Inteligência local. Depois, os assaltantes foram presos e encontrados com uma pistola a gás.

13/09/2017 17:47

Alguém próximo a você já pensou em suicídio. Esse infográfico vai te ajudar

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13/09/2017 11:06

Baterista do Pink Floyd compartilha vídeo de brasileiro que se arriscou com cover bizarro

O piauense José da Cruz Silva, cujo nome artístico é Gleyfy Brauly, é fã de Pink Floyd e gravou um vídeo cantando e tocando Another Brick In The Wall no teclado. Para sua surpresa, o vídeo chegou até o baterista da banda, Nick Mason.

“Quando você soa tão bem assim, você nem precisa saber todas as palavras”, disse Mason, em referência ao inglês precário do brasileiro.

O vídeo foi compartilhado mais de 29 mil vezes e, nos comentários, muitos brasileiros se orgulham do músico. Após ser compartilhado por Mason, a página de Greyfy Brauly recebeu centenas de novas curtidas e avaliações positivas de pessoas de diversos países.

Assista ao vídeo de Gleyfy:

Emais, Estadão

12/09/2017 09:56

Empresa lança jogo Uno em versão para daltônicos

A companhia de brinquedos Mattel já disponibilizou em seu site oficial uma versão do jogo Uno própria para daltônicos.

As cartas da nova versão utilizam símbolos que são parte do sistema internacional de reconhecimento de cores. Para isso, a fabricante norte-americana trabalhou em parceria com a ColorADD, organização global de acessibilidade aos daltônicos, que criou o sistema.

No Uno, clássico jogo de baralho, identificar as cores das cartas é tão importante quanto saber os seus números. A dinâmica é a seguinte: o jogador só pode realizar o descarte caso alguma carta que ele possui à mão seja da mesma cor ou do mesmo número da última a ter sido jogada no monte. Os daltônicos, então, de cara saíam em desvantagem na brincadeira.

Conheça os símbolos para daltônicos para as cartas de Uno e para outras cores:

uno daltônicos cartas

Emais, Estadão

12/09/2017 08:48

Crescimento de ataques virtuais acende alerta sobre suicídio

Apesar de ser um grave problema de saúde pública, com tendência de crescimento nos próximos anos, pois acompanha a expansão de doenças como a depressão, o suicídio ainda é um tabu no Brasil. Dificuldade de obter dados, preconceito e medo de estimular a prática ao falar sobre ela são fatores que dificultam a discussão e o desenvolvimento de políticas públicas, segundo estudos e especialistas consultados pela Agência Brasil.

Neste ano, o silêncio que ronda o tema foi quebrado com a divulgação do Baleia Azul, o jogo virtual que envolveria o estímulo às mutilações corporais de jovens e até ao suicídio. O game virou tema de novela e mesmo de operação da Polícia Federal, que prendeu acusados de aliciar crianças e adolescentes por meio do Baleia Azul.

O fato trouxe à tona uma realidade comum: a ocorrência do assédio virtual, também chamado de cyberbullying. O debate sobre o delicado tema é estimulado este mês, no âmbito do Setembro Amarelo, para sensibilizar a sociedade para a prevenção ao suicídio.

Além do jogo, casos como o do jovem americano Tyler Clementi, de 18 anos, que se suicidou após ter fotos íntimas divulgadas pelo colega de dormitório, e da britânica Hannah Smith, de 14 anos, que se matou após receber ofensas na rede, têm chamado a atenção de pesquisadores e instituições públicas.

Segundo o integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), Pablo Nunes, não há estudos confiáveis que comprovem a ligação direta entre crescimento do número de suicídios e ataques nas redes sociais. No entanto, indícios dessa relação pedem atenção ao ambiente online.

“O fato é que a popularização da internet tem propiciado a circulação de informações sobre métodos de se suicidar e a proliferação de grupos de pessoas em sofrimento. Nesses grupos, os participantes discutem meios, lugares e ‘encorajam’ uns aos outros. No caso da automutilação, são centenas as páginas e grupos dedicados. Em muitas escolas o fenômeno já virou problema sério”, explica Pablo Nunes.

Além disso, o pesquisador destaca que o anonimato  faz das mídias sociais um ambiente favorável para ataques.

Segundo o Safernet, organização não governamental (ONG) que recebe denúncias sobre crimes que ocorrem na internet, em 2016, 39,4 mil páginas da internet foram denunciadas por violações de direitos humanos, que incluem conteúdos racistas, de incitação à violência, que contém pornografia infantil, etc.

A ONG, que também oferece apoio às vítimas de crimes que ocorrem na internet, registrou no ano passado 312 pedidos de orientação e auxílio relacionados à intimidação ou discriminação na rede. A mesma quantidade de solicitações de apoio às vítimas do vazamento de fotos e vídeos íntimos, prática conhecida como sexting, foi registrada. Foi a primeira vez que o cyberbullying ocupou o primeiro lugar no ranking dos motivos que levaram a pedidos de ajuda. Já 128 casos relataram sofrimento devido a conteúdos de ódio e violência.

Ataques virtuais

A consultora em políticas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e Direitos Humanos Evelyn Silva, de 43 anos, foi diagnosticada com depressão severa há mais de dez anos. Desde julho, a situação piorou depois que sofreu uma série de ataques na rede. Colunista de um site feminista, ela escreveu um texto sobre problemas recorrentes em relações entre lésbicas e bissexuais. A repercussão do texto veio junto a diversas mensagens violentas.

“O tema é polêmico, mas foi muito mais do que isso. Eu recebi mensagens de violência muito complicadas, de pessoas que eu não conheço, a maior parte da mensagem tinha cunho lesbofóbico. Chegaram a ameaçar a revista porque ela estaria dando guarida para uma ‘bifóbica’”, relata a militante de direitos LGBT, que já havia sofrido ameaças de morte e “estupro corretivo” nas redes vindas dos chamados haters, pessoas que postam comentários de ódio na internet.

“É ódio puro. As pessoas não têm a menor ideia de quem você é, mas elas estão ali colocando para fora uma opinião que elas nunca expressariam pessoalmente”.

Muitas mensagens evidenciavam que as pessoas não haviam lido o texto, pois faziam referência a temas não abordados nele. Evelyn também foi alvo de uma série de pedidos de bloqueio no Facebook, que acabou suspendendo sua conta por 24 horas e, depois, por 72 horas. Apesar de ter buscado explicar a situação à empresa, não obteve nenhuma resposta.

Depois dos ataques, Evelyn decidiu se afastar das redes sociais, o que não impediu, entretanto, que ela enfrentasse crises de transtorno de ansiedade e pânico, o que dificultaram atividades básicas como trabalhar e sair de casa. “Bati no fundo do poço”, afirma.

Monitoramento dos parentes

Evelyn revela que outros problemas ajudaram a reforçar o quadro de doenças e que ela chegou a pensar em cometer suicídio. Para evitá-lo, ela passa por um tratamento com monitoramento, uma técnica que envolve a presença constante e acolhedora de uma rede de amigos e parentes.

A consultora acredita que falar e expor a situação é importante para quebrar o tabu sobre o tema. A opinião é compartilhada por Pablo Nunes. “Preferir manter o suicídio no desconhecimento auxilia na manutenção do tabu, sendo mais difícil traçar ações de prevenção e sensibilização”.

O pesquisador explica que uma cobertura responsável da mídia, em vez de produzir o temido efeito de contágio, é considerada importante pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que oferece manuais e treinamento para jornalistas sobre como reportar casos.

Ao falar sobre suicídio, é preciso que também sejam apontados mecanismos de prevenção.

No ambiente da rede, isso começa com a adoção de mecanismos de proteção, como uso de aplicativos seguros para compartilhamento de fotos íntimas para pessoas conhecidas; cuidados com senhas; denúncias de agressores; busca de delegacias especializadas, quando necessário, e, principalmente, informação.

“Um adolescente que sabe como funciona determinado aplicativo, que entende as questões relacionadas ao anonimato e enxergue os potenciais prejuízos de um vazamento de informações pessoais possa ter, será um indivíduo que certamente prevenirá que situações como essas aconteçam”, defende o pesquisador.

Agência Brasil

11/09/2017 11:39

Pais deixam filhos sem cinto ou fora da cadeirinha por medo de violência

 

Aline de Araújo, de 28 anos, perdeu as contas de quantos assaltos já viu da janela de seu apartamento em Interlagos, na zona sul de São Paulo. Mas foi há cerca de um ano, depois de presenciar uma mulher em apuros para tirar um bebê do carro, que ela decidiu deixar de usar o cinto de segurança na filha. “Minha preocupação é pegarem o carro e eu não conseguir tirá-la. Acho que ficaria doida.”

Com medo de ter os filhos levados por bandidos em roubos a carros, famílias paulistas cometem até infrações de trânsito, como abrir mão do cinto de segurança ou colocar a cadeirinha no banco da frente. Especialistas advertem que as estratégias, faltas gravíssimas pelo Código de Trânsito, aumentam a probabilidade de acidentes.

Mãe de Letícia, de 4 anos, Aline não ignora o risco, mas tenta por na balança. “É estranho pensar em escolher entre uma coisa e outra. É errado andar sem cinto? É, mas tenho muito medo”, diz a analista de licitações. No trajeto de 4 quilômetros de ida e volta entre casa e escola, a menina vai solta na cadeirinha. A mãe também não usa cinto: “Justamente para o caso de precisar descer do carro e pegá-la.” Ela diz que nunca levou multa. “Entre infringir a lei ou um assalto, infringimos a lei.”

Do outro lado da cidade, no Jaraguá, zona norte, a aluna de Pedagogia Suelen Pavolak, de 34 anos, também deixa de por o cinto de segurança nos filhos acreditando que pode protegê-los em eventual abordagem de bandidos. No primeiro dia de aula de Davi, de 6 anos, ela viu um assalto em frente ao carro onde estava com o menino e a caçula, Carolina, de 2 anos.

“Fico pensando: como eu conseguiria pegar a Carolina e o Davi? Os dois já são pesados. Prefiro correr o risco e andar mais devagar do que alguém me assaltar e levar meus filhos”, diz Suelen, que até mudou o horário de aula do mais velho para não ter de levá-lo à escola no carro junto com Carolina. “A gente vê tanta coisa que acaba ficando paranoico”, desabafa ela, que nunca foi assaltada, mas relata casos de violência na família – incluindo o marido, que sofreu três sequestros relâmpagos.

Riscos

Para o sociólogo e especialista em educação no trânsito Eduardo Biavati, a atitude dos pais é “compreensível” pelo medo da violência urbana. “Não é uma fantasia, alucinação.” Mas ele destaca que os casos de colisões são mais frequentes. “Não é a solução mais inteligente. Em vez de correr risco eventualmente, eles correm riscos permanentemente.”

Para Fábio de Cristo, especialista em psicologia do trânsito, a escolha entre proteger de um acidente ou de um assalto pode ter relação com a necessidade de controle por parte dos pais. “O risco (de acidente) é percebido como menor do que o de ser assaltado. O assalto é a perda total de controle”, afirma.

As experiências pelas quais passou aumentaram o medo que a cobradora de ônibus Fernanda Santos, de 26 anos, tem da violência. Com 7 meses de gravidez, o ônibus em que estava trabalhando em Diadema, na Grande São Paulo, foi assaltado. Hoje, quando está na direção, Fernanda coloca o bebê-conforto de Isabella, de 5 meses, a seu lado, no banco da frente. “Antes, nem saía com ela porque tinha medo”, conta a cobradora. O bebê-conforto fica preso apenas pelo cinto do carro.

Há quatro meses, os pais de Isadora, de 7 anos, passaram pelo susto de uma abordagem com a criança no carro. Era uma manhã de sábado quando um veículo bateu no carro onde a família estava na Avenida Presidente Wilson, na zona sul. “Desceram uns caras armados e já avisei: tem ‘nenê’ atrás”, diz a dona de casa Érica Stanev, de 32 anos.

Nervosa, Isadora, que estava na cadeirinha, teve dificuldades em se soltar. “O cara guardou a arma, tirou ela (do carro) e me deu.” Apesar do desfecho sem agressão física, a menina ficou traumatizada. “Depois disso, ela disse que não queria mais sentar na cadeirinha porque, se vir um bandido, vai pular no banco da frente e sair comigo.”

Estatísticas

Procurada para comentar os relatos, a Secretaria da Segurança Pública disse que os roubos de veículo na capital e Grande São Paulo caíram 10,5% de janeiro a julho, ante o mesmo período de 2016. Segundo a pasta, isso reflete “o trabalho conjunto” das polícias, que combatem esse e todos os tipos de crime. Já o Detran paulista destacou as regras de transporte de crianças em veículos.

Estadão

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.