Notícias com a categoria "saude"

15/09/2017 10:00

Cai número de pais que armazenam cordão umbilical de seus filhos no Brasil

A doação e armazenamento de cordão umbilical caiu no Brasil entre 2013 e 2016, aponta relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com a agência, a queda foi de 48% para o setor privado nesse período, e em torno de 30% para os bancos públicos.

Utilizado para a coleta de células-tronco com potencial para tratar diversas doenças, o cordão umbilical é rico em estruturas hematopoiéticas: células especializadas em se diferenciar em tecidos do sangue e do sistema imunológico.

No Brasil, há dois sistemas de coletas de cordão. Na Rede Brasil Cord, que é um banco público de coleta de dados, o armazenamento é gratuito e as células podem ser utilizadas por qualquer pessoa, desde que haja compatibilidade.

Há também os bancos privados, o uso é pago e autólogo: quando as células do cordão umbilical podem ser usadas no futuro pela próprio bebê.

Segundo o relatório da Anvisa divulgado nesta quinta-feira (14), o Brasil possui 32 bancos de sangue de cordão umbilical: 13 públicos e 19 privados.

Conheça os bancos públicos:

  • Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará
  • Hemocentro do Ceará
  • Fundação de Hemat. e Hemotera de Pernambuco
  • Hemocentro de Brasília
  • Centro de Tecidos Biológicos
  • (Cetebio) Fundação Hemominas
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA) RJ
  • Hemocentro de Ribeirão Preto SP
  • Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) SP
  • Hospital Sírio Libanês SP
  • UNICAMP SP
  • Hospital de Clínicas da UFPR
  • Hemocentro de Santa Catarina
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Conheça os bancos privados:

  • Criocord CE
  • Hemocrio RN
  • Cordcell Brasília DF
  • Hemovida GO
  • Honcord GO
  • Criobanco ES
  • Criovida – Hermes Pardini MG
  • Núcleo de Hematologia e Oncologia MG
  • Cellpreserve RJ
  • Cryopraxis RJ
  • BCU Brasil SP
  • Widecells Brasil (Biocells) SP
  • CCB SP
  • Cordcell São Paulo SP
  • Cordvida SP
  • Criogênesis SP
  • Cryogene PR
  • Instituto Pasquini de Hemoterapia e Hematologia
  • Hemocord

G1

14/09/2017 09:53

RN faz o Dia D da Campanha de Multivacinação no sábado

No próximo sábado (16) vai acontecer, em todos os postos de vacinação do Estado do Rio Grande do Norte, o Dia “D” de mobilização Nacional da Campanha de Multivacinação. O objetivo é a atualização da Caderneta da Criança e do Adolescente com até 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

A Campanha, que teve início no dia 11 de setembro, se estenderá até o dia 22 e terá no dia “D” a oportunidade de intensificação de suas atividades, visto que muitos pais não podem levar seus filhos para se vacinar no meio da semana devido a seus compromissos. Para isso, as Unidades Básicas de Saúde irão funcionar das 8h às 17h.

A multivacinação é uma estratégia que o Programa Nacional de Imunização vem adotando desde 2012 com a finalidade de atualizar a situação vacinal da população, especificamente de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos 11 meses e 29 dias). Nesta oportunidade são oferecidas 16 vacinas de rotina, a fim de melhorar a cobertura vacinal e otimizar a logística dos serviços de saúde.

“No Rio Grande do Norte as ações vem se intensificando, a fim de conscientizar a população da necessidade de manter a caderneta atualizada. A incidência das doenças imunopreveníveis mostra que mudanças importantes ocorreram no seu comportamento com o uso de vacinas e o avanço nas coberturas vacinais. Entretanto, as baixas coberturas vacinais podem contribuir para o aparecimento de doenças e requer a adoção de estratégias adicionais para o resgate e vacinação dos não vacinados”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Sesap, Katiucia Roseli.

14/09/2017 09:29

Como saber se sua dor de cabeça é, na verdade, enxaqueca crônica

Você acha que é normal ter dores de cabeça muito fortes de vez em quando. A dor é tanta que fica difícil abrir os olhos, se mover, conversar com as pessoas e se concentrar. Quando você está estressado – e no caso das mulheres, no período menstrual – essas “super dores de cabeça” costumam acontecer mais. Mas geralmente, basta tomar um analgésico ou um cafezinho, e ela melhora. Não há com o que se preocupar, certo?

Errado.

“Não é normal ter enxaqueca, mas a maioria das pessoas não sabe que sofre desse problema”, disse à BBC Brasil o neurologista sul-africano Andrew Blumenfeld, um dos maiores especialistas do tema no mundo, e diretor do Headache Center, na Califórnia.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a sexta doença mais incapacitante no mundo.

“Eles também afirmam que um dia vivido com enxaqueca é pior do que um dia na vida de um paraplégico, uma pessoa que tem demência ou que tem psicose.”

A definição da OMS é baseada no conceito geral de enxaqueca, mas ela pode ser episódica (que acontece só de vez em quando) e crônica (que ocorre com frequência).

Segundo Blumenfeld, as pessoas que já tem enxaqueca episódica são fortes candidatas a virar “enxaquecosos crônicos”, mas nem os médicos têm conseguido alertá-los para a situação. (mais…)

13/09/2017 10:26

O lanchinho da madrugada engorda mais que qualquer outra refeição

Você é um professor de medicina. Sua missão é pesquisar as consequências do célebre lanchinho da madrugada para a saúde. Onde encontrar voluntários?

Não precisa procurar. Você dá aula para eles todos os dias – ou existe alguma espécie que passa mais noites em claro do que um estudante de medicina?

Andrew McHill e uma equipe de médicos de um um hospital de Boston, nos EUA, mantiveram 110 estudantes universitários sob observação por 30 dias. Ao longo desse período, as cobaias forneceram informações sobre o horário e a composição todas as suas refeições por meio de um aplicativo de celular – fossem elas um almoço de domingo em família ou aquele um pulinho rápido na geladeira às duas da manhã.

Descobriram algo curioso: os estudantes que tinham problemas de sobrepeso consumiam a maior parte das calorias do dia em média uma hora mais tarde que os estudantes mais magros. Essa hora a mais coincidia com o início da produção do hormônio do sono, a melatonina. Para comprovar a associação, os voluntários passaram a noite de um dos trinta dias em um hospital, “espetados” em sensores, e os pesquisadores mediram exatamente em que horário a distribuição de melatonina começava no corpo de cada um.

Ou seja: não interessa se o seu rango noturno é aipo, maçã, hambúrguer congelado ou sorvete napolitano. O simples ato de comer quando você deveria estar dormindo torna a refeição muito menos saudável. E isso não tem nada a ver com o dia e a noite astronômicos, mas com o seu relógio biológico – se você tem um emprego noturno e sua rotina é ir para a cama às nove da manhã, comer no horário em que a maior parte das pessoas almoça não é uma boa ideia. Afinal, seu organismo eventualmente se adapta à rotina diferente, e passa a liberar melatonina quando você volta do trabalho, de manhã cedo.

McHill admite, no artigo científico, que a rotina instável de um universitário talvez não seja a mais adequada possível para um estudo científico. Seja como for, a medicina já suspeitava há muito tempo dos problemas de jantar muito tarde, e esse é um dos primeiro estudos 100% práticos que apoiam a recomendação. Afinal, mesmo que você não acorde no meio da noite para atacar a geladeira, bater um prato de arroz e feijão logo antes de dormir ainda irá interferir confundir seu corpo – que, naquela altura do campeonato, tinha hora marcada só com o travesseiro.

Superinteressante

12/09/2017 11:57

‘Obesos saudáveis’ e ‘magros doentes’ têm maior risco de doença cardiovascular, diz estudo

Médicos não devem ignorar o risco de doenças cardiovasculares em indivíduos tidos como “obesos saudáveis” ou aqueles com “peso normal”, mas com doenças metabólicas como diabetes, advertem pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. O estudo foi publicado nesta segunda-feira (11) no “Journal of the American College of Cardiology”.

Para os pesquisadores, dados indicam que o conceito de “obesidade saudável” deve ser visto com maior atenção porque esses indivíduos ainda estão em maior risco para doenças cardiovasculares. Um obeso é considerado saudável quando, apesar do peso elevado, não há indícios de doenças metabólicas como diabetes, hipertensão e colesterol elevado.

Do mesmo modo, o fato de uma pessoa ser magra não implica que ela esteja livre do risco de desenvolver doenças cardiovasculares. A pesquisa também apontou aumento de risco nesse grupo.

No estudo, cientistas analisaram registros de saúde de 3,5 milhões de adultos britânicos. A análise foi feita em duas etapas: primeiro, foram identificados indivíduos livre de doenças cardiovasculares; depois, pesquisadores reavaliaram o registro desses mesmos indivíduos 5 anos depois para verificar a ocorrência de alguma condição cardiovascular.

Depois da análise, indivíduos foram divididos em quatro grupos “fenotípicos”: 1) Indivíduos abaixo do peso (Índice de Massa Corporal menor que 18.5); índividuos com peso normal ( IMC maior que 18m mas menor de 25); sobrepeso (maior que 25, mas menor que 30); e obesos (IMC menor que 30).

A pesquisa mostrou que indivíduos obesos “metabolicamente saudáveis” apresentam maior risco de doenças cardiovasculares em comparação com aqueles que também não possuem doenças metabólicas, mas têm peso normal.

Resultados mostraram que há um risco 49% maior de doença cardíaca coronária, 7% maior risco de doença cerebrovascular e um risco aumentado de insuficiência cardíaca de 96%. Ainda, pesquisadores demonstraram que indivíduos com peso normal, mas portadores de doenças metabólicas, também estão em maior risco.

As implicações práticas da pesquisa

Segundo os pesquisadores, os dados indicam que médicos devem encorajar indivíduos obesos a perderem peso, mesmo que eles não tenham indicações de doença metabólica.

Do mesmo modo, o peso não deve ser o único indicador de risco de doença cardiovascular, já que magros com doenças metabólicas também estão em maior risco.

G1

12/09/2017 10:44

59% das mulheres desconhecem o próprio período fértil, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada com 12 mil brasileiras apontou que 59% das mulheres não sabem quando estão no período fértil e metade não sabe que pode engravidar apenas perto da ovulação. O levantamento, feito pelo site Trocando Fraldas no início do mês passado, mostrou também que 41% das mães desconheciam o conceito de período fértil antes de engravidar.

“Muitas mulheres que começam a tentar engravidar nem sabem o que é período fértil e isso acaba atrapalhando. Recebemos mais de 400 perguntas por dia e percebemos que muitas (mulheres) não tinham noção de que só podiam engravidar em um certo período. Vimos que elas têm um despreparo informativo”, diz Patrícia Amorim, fundadora do site.

A pesquisa apontou que 45% das mulheres não sabem a duração do próprio ciclo menstrual. As entrevistadas, que tinham entre 19 e 45 anos, responderam um questionário entre os dias 2 e 7 de agosto.

“Isso mostra um desconhecimento sobre a fertilidade feminina, porque ainda é um tabu. Há uma fantasia em torno da maternidade, mas as pessoas tratam como se fosse feio a mulher conhecer o seu corpo, saber o que está acontecendo, se tocar.”

Médico ginecologista e criador do programa Parto sem Medo, Alberto Guimarães diz que o resultado da pesquisa é preocupante, mas reflete uma situação vista em consultórios médicos.

“Essa informação é muito espantosa. No fundo, traduz uma questão cultural, porque tem mulheres que pensam que o canal vaginal e a saída de urina são o mesmo canal. A mulher não saber o seu ciclo, período de ovulação, é algo que preocupa. Só de ter uma ideia ajudaria a evitar um filho e também quem está pensando em engravidar.”

Guimarães explica que o período de ovulação costuma ocorrer duas semanas após o início da menstruação e dura cerca de quatro dias. “Se a menstruação foi no dia primeiro, a ovulação será por volta do dia 14, mas a mulher pode engravidar entre os dias 10 e 18.”

O corpo também dá sinais de que o período está favorável para uma gravidez. “Algumas mulheres têm uma dor na região lateral da pelve, que dura um ou dois dias, apresentam uma secreção vaginal mais pegajosa, como clara de ovo, sentem mais vontade de ter relações sexuais e apresentam um aumento de cerca de 0,5 °C na temperatura corporal.”

Ranking

Segundo o levantamento, a falta de informação foi maior na região Norte, onde 55% das mulheres não sabem quando podem engravidar. No ranking que abordou o desconhecimento sobre o período fértil, lideram Pará, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Acre.  Na sequência, aparecem Maranhão, Alagoas, Goiás, Amazonas e Paraíba.

O Estado com mais informação sobre o assunto é o Rio Grande do Norte, seguido do Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo. “Percebemos que, quanto mais baixa a renda, menor é o índice de informação”, comenta Patrícia.

Estadão

09/09/2017 11:39

Brasileiro tomaria menos ‘refri’ se preço fosse salgado, aponta pesquisa

Se o peso na balança não é suficiente para fazer as pessoas deixarem de fora da mesa o refrigerante e outras bebidas açucaradas, o aumento no preço desses produtos pode ser uma opção.

É o que mostram dados de uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido da ONG ACT Promoção da Saúde, que atua em prol de medidas contra obesidade e doenças crônicas.

Questionados sobre como reagiriam diante de um possível aumento de imposto de refrigerantes e sucos industrializados que elevasse o preço desses produtos, 74% dos entrevistados afirmam que reduziriam o consumo. Destes, 23% diminuiriam “um pouco”, e 51%, “muito”.

Os demais afirmam que já não os consomem ou não mudariam em nada o padrão –percentual que é maior entre jovens e mais ricos. Uma parcela mínima, 3%, diz que aumentaria –a pesquisa não traz os motivos.

Foram ouvidas 2.070 pessoas acima de 16 anos em 129 municípios, em amostra equivalente ao perfil populacional do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A ideia era testar o impacto e adesão de propostas hoje em discussão no país na área de alimentos.

A  possibilidade de aumentar a taxação de bebidas açucaradas é alvo de estudos desde o início deste ano pelos Ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social e Fazenda, entre outros órgãos.

Um dos impulsos para o debate vem da Organização Mundial da Saúde, que tem recomendado aos países medidas mais firmes para o controle da obesidade. Hoje, mais de metade da população brasileira apresenta excesso de peso, e 18,9% são obesos, o que aumenta o risco de doenças crônicas.

Representantes da indústria, porém, negam que os produtos sejam a causa de obesidade. “E os alimentos? Vamos taxar a bebida açucarada e não vamos taxar o salgadinho, a coxinha e o biscoito achocolatado? Em termos percentuais de açúcar, alguns são muito mais pesados”, afirma Alexandre Jobim, da Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas).

Para ele, a medida afetaria os mais pobres e traria pouco resultado nos índices de obesidade a curto prazo.

METAS

Entidades de saúde favoráveis à medida, no entanto, contestam. Segundo a diretora-executiva da ACT, Paula Johns, o objetivo dessa política não é reduzir obesidade de forma imediata, mas sim melhorar a qualidade da alimentação. “O objetivo é reduzir o consumo, melhorar a qualidade da alimentação e, ao longo do tempo, melhorar os indicadores de saúde”, diz.

Ela lembra que ação semelhante já teve bom resultado contra o cigarro: dados do Ministério da Saúde mostram que o percentual de fumantes, que já vinha em queda, “despencou” com a regulação de preço. “E isso a pesquisa mostra claramente: o baixo preço é um incentivo grande para o consumo. No tabaco, também tínhamos adotado medidas educativas, mas a mais eficaz foi a imposição de preço”.

Além da obesidade, outro argumento para a taxação de refrigerantes é o fato de que parte das empresas tem hoje créditos tributários por estar na zona franca de Manaus.

“Infelizmente é incentivado”, disse na última semana o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para quem a medida de aumentar a tributação seria “saudável”.

Segundo ele, a pasta aguarda resultado dos estudos para avançar na defesa da proposta, que também tem apoio do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Além da taxação, a pesquisa também analisou o grau de adesão da população a outras duas medidas: a restrição da publicidade de alimentos industrializados para crianças e uma mudança nos rótulos dos alimentos.

A primeira é apoiada por 71% dos entrevistados. Já a segunda, que prevê a inserção de alertas nas embalagens sobre o teor de açúcar, sal e gorduras na parte da frente dos rótulos, tem adesão de 88%.

Para Laís Amaral, nutricionista do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), o resultado coincide com estudos feitos pela entidade, e que apontam que 40% dos brasileiros não compreendem o rótulo. “Há letras pequenas, além de dificuldade em compreender as informações nutricionais e os termos técnicos”, diz.

Em nota, a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos) informa ser favorável a melhorias nos rótulos, mas afirma que “qualquer modelo de rotulagem não é capaz de substituir uma ação ampla de educação alimentar e nutricional que oriente a população a entender as informações e saber como compor uma alimentação equilibrada”.

SEMÁFORO OU ADVERTÊNCIA?

Ao mesmo tempo em que ganha apoio da população, a discussão sobre um novo modelo de rótulo nutricional para os alimentos avança no país.

Hoje, há dois modelos principais para rótulos de alimentos em análise pelo governo. O plano é que haja informações obrigatórias na frente da embalagem, que alertariam para o teor de açúcar, sal, gorduras e calorias, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Um deles, defendido pela Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), é a adoção de uma espécie de semáforo numérico que possa informar a quantidade de cada componente e mostrar se está abaixo ou acima da recomendação máxima diária de consumo.

Folha teve acesso à proposta apresentada no último mês à Anvisa. Assim, o verde seria usado quando a quantidade está abaixo desse parâmetro. Já o amarelo quando está próximo e o vermelho quando o ultrapassa. Em geral, o modelo é semelhante ao usado hoje no Reino Unido.

Outro proposta é a adoção de símbolos de advertência, como círculos e triângulos pretos, para os casos em que há alto teor ou excesso de açúcar, sal e gorduras. Um padrão semelhante é adotado no Chile, cujas imagens foram utilizadas pelo Datafolha e ACT para questionar a opinião da população sobre a inclusão dos alertas no rótulo. A proposta é bem vista por entidades como a Organização Pan-Americana de Saúde e Idec.

“É um modelo que não tem que interpretar. O preto é como se fosse um carimbo no alimento. Você visualiza e sabe que não faz tão bem para a saúde. Já o modelo de semáforo ainda precisa de interpretação”, diz Laís Amaral, do Idec.

Para ela, a proposta de semáforo pode levar o confundir alguns alertas ou ter dificuldade em escolher os alimentos.

“Se um alimento tiver um selo verde e outro vermelho, e outro alimento tiver dois amarelos, qual escolheria? Há uma capacidade de julgamento que não sabemos como visualizar”, afirma. “Um refrigerante, por exemplo, levaria o vermelho em açúcares e verde em gordura. Mas a presença do verde pode minimizar o vermelho. A população pode acabar compreendendo de forma errada.”

Já a indústria afirma que o modelo de semáforo traria número maior de informações ao consumidor. “É um modelo que educa e dá informação ao consumidor. As cores falam por si”, diz Alexandre Jobim, da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes. Para ele, o modelo de advertência traz as mesmas informações, mas “quer ser muito mais uma contrapropaganda agressiva do que de fato uma educação e informação”.

Segundo a gerente geral de alimentos da Anvisa, Thalita Lima, apesar de já haver propostas na mesa, a agência ainda analisa a possibilidade de novos modelos, com base em exemplos de outros países.

“Estamos partindo de um semáforo, que é um modelo de cores, e de um modelo de advertência. Mas há também alguns países que sinalizam positivamente os ingredientes que são bons, se tem muita fibra e proteína. Estamos avaliando se isso pode ser uma abordagem.”

Ainda não há prazo para a decisão. No último mês, a agência lançou edital para pesquisas que possam avaliar a compreensão da população aos modelos. A ideia é que os testes sejam realizados no próximo ano.

Folha de S. Paulo

09/09/2017 08:55

Vale escovar o dente só quando acordamos?

A gente sempre ouve que precisa escovar os dentes depois das refeições, mas se você comer o tempo inteiro tem que usar a escova toda hora? Na verdade, o segredo está na qualidade da escovação, e não na quantidade.

Em até 24 horas as bactérias grudam nos dentes e criam placas. Então, escovar uma vez só seria suficiente. Porém, o número de horas para placa aparecer pode variar de acordo com cada organismo e, em geral, nossa escovação é péssima.

Para garantir, os dentistas recomendam pelo menos 2 vezes ao dia, e sonham que você escove umas quatro.

No vídeo, há ainda dicas de dentistas de como escovar corretamente.

As informações são do Giuseppe Romito, professor de odontologia na USP (Universidade de São Paulo), e da Dagmar de Paula Queluz, professora da Faculdade de Odontologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

UOL

08/09/2017 11:15

Venda de 41 planos de saúde está suspensa a partir de hoje

Entra em vigor hoje (8) a determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que proíbe dez operadoras de comercializar 41 modalidades de planos de saúde. A suspensão decorre de reclamações feitas por clientes, durante o primeiro trimestre, quanto à cobertura assistencial, como recusa ou demora no atendimento.

A suspensão já tinha sido anunciada em 1º de setembro. As operadoras deverão continuar a assistir os mais de 175 mil usuários atendidos pelos 41 planos suspensos, sob pena de serem multadas.

Agencia Brasil

08/09/2017 10:45

Narguilé é 100 vezes mais prejudicial que cigarro

Popular entre os jovens, o narguilé é uma espécie de cachimbo de água perfumada. Apesar de parecer inofensivo, as essências geralmente são compostas por uma mistura de tabaco com frutas ou aromatizantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma hora de sessão de narguilé equivale a fumar cem cigarros comuns.

Embora tenha a mesma quantidade de substâncias tóxicas – 4.700, segundo o Instituto Nacional do Câncer – uma sessão com o instrumento dura mais do que tragar um cigarro inteiro. O narguilé pode ter uma ou mais tubulações por onde o fumo chega até a boca do usuário – o que o torna compartilhável.

Riscos

Além dos riscos para a saúde relacionados ao tabaco e ao fumo passivo, os especialistas ressaltam a possibilidade da transmissão de doenças infecciosas devido ao compartilhamento da piteira, como hepatite, herpes e tuberculose.

Tabacarias

O que tem preocupado os especialistas e as autoridades, segundo informações da BBC Brasil, é o aumento do número de tabacarias voltadas para o uso de narguilés. “A Lei Antifumo está em vigor desde 2009, mas as tabacarias entraram no nosso cronograma de fiscalização recentemente porque percebemos um grande crescimento desse nicho”, disse Elaine D’Amico, coordenadora de fiscalização relacionado ao tabagismo da Vigilância Sanitária.

Pela lei, as tabacarias podem existir desde que não ofereçam alimentos e bebidas alcoólicas e possuam sistema de ventilação e exaustão para a saída da fumaça, caso o ambiente seja fechado. Além disso, esses locais precisam ter placas na entrada que alertem os visitantes dos riscos do consumo de produtos derivados do tabaco. Caso essas normas não sejam seguidas, o estabelecimento é multado. Em caso de reincidência, o local pode vir a ser interditado

No estado de São Paulo, desde 2009, ano da implantação da Lei Antifumo, foram inspecionados 1,7 milhão de bares, restaurantes e tabacarias a respeito do fumo passivo. Ao todo, 3.854 multas foram aplicadas. Segundo Elaine, parte das irregularidades estavam relacionadas ao uso do narguilé nos estabelecimentos.

Porta de entrada

Para Jaqueline Scholz, cardiologista e coordenadora do Programa de Tratamento ao Tabagismo do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, o uso do narguilé é torna-se atrativo  aos jovens devido ao uso de aromatizantes e ao estímulo de compartilhar com amigos, mas ainda assim tem um alto teor de nicotina. “É uma forma antiga de fumar a que a indústria do tabaco recorreu para que não tivesse essa imagem tão danosa”, disse a médica. “Você é atraído pelo cheiro, pela cor. Hoje é vendido hoje com o mesmo glamour que o cigarro no passado, mas é preciso acabar com esse mito de que o narguilé é seguro.”

Veja

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.