Notícias com a categoria "sociedade"

19/09/2017 09:32

Foto: Mohsin Raza/Reuters

40 milhões de pessoas no mundo ainda são vítimas da escravidão, diz ONU

Ao menos 40 milhões de pessoas no mundo ainda são vítimas da escravidão, enquanto 152 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar. Dados divulgados nesta terça-feira, 19, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam que a escravidão moderna é ainda uma realidade.

O levantamento aponta que mulheres e meninas são desproporcionalmente afetadas, e representam 71% das pessoas em situação de escravidão, o que corresponde a quase 29 milhões.

Pelo menos 16 milhões de pessoas trabalham em condições de escravidão como empregadas domésticas, na construção civil ou na agricultura. Na indústria do sexo, são 5 milhões de vítimas pelo mundo. Outras 4 milhões são obrigadas a trabalhar pelas próprias autoridades.

No caso das Américas, quase 2 milhões de pessoas ainda seriam vítimas da escravidão moderna, segundo o levantamento. São 24 milhões na Ásia e 9 milhões na África.

O que também chama a atenção das autoridades é que uma a cada quatro vítimas da escravidão é menor de idade – cerca de 10 milhões de crianças. Dessas, 5,7 milhões ainda são obrigadas a se casar. No que se refere ao trabalho infantil, o principal empregador é a agricultura, onde estão 70% dos menores. No setor de serviços, estão 17%.

O epicentro do problema do trabalho infantil continua sendo a África, com 72,1 milhões de pessoas. Na Ásia são 62 milhões, contra 10,7 milhões nas Américas.

Forçado

Outro fator considerado pela ONU é o número de casamentos forçados, um indicador que também apontaria para uma situação de dependência total. Em 2016, 15,4 milhões de pessoas estariam nessa situação. Nos últimos cinco anos, ocorreram 6,5 milhões dessas uniões.

Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, o mundo não atingirá suas metas de desenvolvimento sustentável enquanto não aumentar de forma dramática os esforços para lutar contra essa realidade. “O fato de que, como sociedade, ainda temos 40 milhões de pessoas na escravidão moderna é uma vergonha para todos”, alertou Andrew Forrest, presidente da fundação Walk Free. “Isso precisa acabar”, apelou.

Estadão

19/09/2017 09:17

Primeiro-ministro diz que Dominica perdeu tudo durante passagem do furacão Maria

O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, afirmou nesta terça-feira (19) que seu país perdeu tudo e que a “devastação é generalizada” após a passagem do furacão Maria, que alcançou a categoria 5 ao atravessar a pequena ilha caribenha, mas que perdeu força. A informação é da Agência EFE.

Skerrit, que precisou ser resgatado depois que sua casa sofreu graves danos, disse em sua conta no Facebook temer a confirmação de que há pessoas mortas e feridas, “como resultado dos prováveis deslizamentos de terra provocados pelas chuvas persistentes”.

“Eu fui resgatado”, disse o premier, antes de avisar que estava a “mercê do furacão. A casa está inundando”.

“Até agora, perdemos tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir”, disse ele, em sua mensagem.

Os “ventos varreram os telhados das casas de quase todas as pessoas com quem já conversei. O telhado da minha própria residência oficial foi um dos primeiros a sair voando”, disse Skerrit.

Ele acrescentou que não se sente realmente preocupado com os danos físicos causados pelo furacão, mas que sua prioridade era “resgatar as pessoas e assegurar assistência médica aos feridos” por esse fenômeno que classificou de “alucinante”.

“Nós precisaremos de ajuda, precisaremos de ajuda de todo tipo. É muito cedo para falar da situação dos portos marítimos, mas suspeito que eles não estarão operando nos próximos dias”, afirmou.

“Por isso, solicito o apoio das nações e organizações amigas com serviços de helicópteros, já que pessoalmente estou ansioso para ver e determinar o que necessário”, disse em outro momento da mensagem.

O premier determinou a retirada dos moradores de áreas próximas ao mar, que poderiam ser inundadas, e não descartou impor o toque de recolher na ilha “em caso de necessidade”.

Ao longo do dia, os cidadãos de Dominica invadiram os supermercados, onde muitos itens de necessidades básicas estavam esgotados. Os aeroportos e portos estão fechados.

Apesar de a imprensa local afirmar que o “Maria” foi o pior furacão que passou por Dominica, o premier lembrou que há 38 anos o ciclone David, também de categoria 5, atingiu a ilha, com ventos de mais de 281 quilômetros por hora (km/h) e causou a morte de 2 mil pessoas.

Na semana passada, Dominica já sofreu os efeitos do furacão Irma, que atingiu grande parte do Caribe e o estado da Flórida (Estados Unidos).

Depois de passar por Dominica, o Maria se dirige para Saint Croix (Ilhas Virgens) e Porto Rico, com ventos de até 250km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos

19/09/2017 08:14

Furacão Maria é elevado à categoria máxima

Segundo furacão a atingir o mar do Caribe na temporada deste ano, o Maria foi elevado nesta segunda-feira (18) à categoria 5, a máxima na escala de Saffir-Simpson, enquanto se aproxima das ilhas do leste da região.

Em nota às 20h de Miami (21h em Brasília), o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) informou que o fenômeno se tornou “potencialmente catastrófico”, com ventos de até 260 km/h e movendo-se a 15 km/h para noroeste.

O órgão afirma que Maria já tocou terra em Dominica. Desde a tarde, os moradores da ilha, de 73 mil habitantes, publicam imagens das chuvas intensas, ventos fortes, inundações e ressaca, além de postes derrubados.

O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, foi um dos afetados pelo fenômeno. Ele teve a casa destelhada e teve que ser resgatado pelos bombeiros. “Estou à completa mercê do furacão. A casa começou a alagar.”

O temor é que a pequena ilha sofra como na passagem da tempestade Erika, que deixou 31 mortos e destruiu mais de 370 casas em agosto de 2015. As enchentes se repetiam nos territórios franceses de Guadalupe e Martinica.

O NHC colocou sob alerta de furacão São Cristóvão e Névis, as Ilhas Virgens Britânicas, Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas, e de tempestade tropical Antígua e Barbuda, Saba, Santo Eustáquio, Saint Martin, Anguilla, Santa Lúcia e Martinica.

Alguns desses territórios, como Barbuda, as Ilhas Virgens Americanas e Saint Martin, foram severamente afetados há quase duas semanas pela passagem do Irma. Outros deles, como Porto Rico, sofreram danos menores.

Devido ao Maria, o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, cancelou a participação na Assembleia-Geral da ONU e voltou ao país para coordenar a preparação da população para uma nova tempestade.

Os governos da Martinica, das ilhas Virgens dos EUA e de Porto Rico preparam abrigos e orientaram a população a ficar em casa nos próximos dias. O último impôs o racionamento de produtos como água e comida enlatada.

No início do mês, 68 pessoas morreram com a passagem do furacão Irma, sendo 36 em ilhas do Caribe e 32 no território continental dos Estados Unidos, cujo Estado mais atingido foi a Flórida.

Folha de S. Paulo

18/09/2017 08:26

Maria se transforma em furacão rumo às Antilhas e a Porto Rico

O mais novo furacão de categoria 1, Maria, se formou neste domingo (17), enquanto se aproxima pelo leste das Pequenas Antilhas e de Porto Rico, que já estão em alerta por conta da chegada do fenômeno meteorológico após os danos causados por Irma, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês).

Maria, que apresenta ventos máximos sustentados de 120 quilômetros por hora (km/h), se dirige rumo às Pequenas Antilhas e a Porto Rico com uma velocidade de 24 km/h.

No boletim das 18h (horário de Brasília), o NHC afirmou que Maria se encontra 225 quilômetros ao leste-nordeste de Barbados e 445 quilômetros ao leste-sudeste de Dominica.

Guadalupe, Dominica, São Cristóvão e Nevis e Monserrat estão sob alerta de furacão, enquanto Martinica, Antígua, Barbuda, Saba e São Eustaquio, e Santa Lúcia estão sob aviso de tempestade tropical.

Muitas destas ilhas sofreram recentemente o impacto do furacão Irma, com casos dramáticos como o de Barbuda, devastada em mais do 90%, segundo as autoridades locais, que ainda não terminaram as tarefas de reconstrução.

Maria se move em direção oeste-noroeste e se espera que mantenha este padrão ao longo dos próximos dias. O olho do fenômeno se aproximará das Pequenas Antilhas na noite de segunda-feira (18), provavelmente como um furacão de categoria maior, segundo o NHC.

Embora o furacão esteja seguindo quase a mesma trajetória do furacão Irma, que atingiu a Flórida – além de Geórgia e Carolina do Sul -, ainda é muito precoce prever se chegará a essa península.

Além de Maria, os meteorologistas do NHC continuam a acompanhar o desenvolvimento de outros dois ciclones no Atlântico.

O furacão de categoria 1 José mantém a trajetória com direção norte, a uma velocidade de 15 km/h, e está 335 km/h ao sudeste do Cabo Hatteras, na Carolina do Norte.

Enquanto isso, Lee se debilitou nas últimas horas e foi rebaixado a depressão tropical em direção oeste a 13 km/h, sem representar uma ameaça para zonas povoadas.

Agência Brasil

15/09/2017 11:26

O Brasil será atingido por furacão mais forte que o Irma?

O furacão Irma, que deixou 41 mortos em sua passagem pelo Caribe e a Flórida, nos Estados Unidos, é o mote da mais recente notícia falsa a iludir internautas brasileiros em redes sociais e no WhatsApp.

Um texto publicado pelo Revista NP,  blog já conhecido pelas mentiras que espalha, garante que o Brasil será atingido por um furacão ainda mais devastador que o Irma, cuja categoria chegou a 5 na escala Saffir-Simpson, a mais alta possível. “Meteorologia prevê furacão no Brasil 4x mais forte que Irma nos EUA”, é o título da “reportagem”, replicada por outros sites, como o Gospel Five e o Rota da Notícia.

Leia abaixo o que diz o texto:

Hoje eu estava lendo algumas notícias na internet e me deparei com uma notícia que me deixou assustado, eu li que um furacão pode atingir o Brasil ainda esta semana segundo informações da meteorologia.

Furacão pode atingir o Brasil segundo meteorologistas. Os bombeiros de todo o Brasil estão em estado de alerta por conta de um possível furacão previsto para esta semana em terras brasileiras.

Furacão no Brasil tem 85% de chances de acontecer segundo Instituto

O IMBRAIM (Instituto de Meteorologista Brasileiro Associado Internamente) deixou claro que há cerca de 85% de chances de um furacão passar pelo Brasil ainda esta semana.

“Provavelmente conheceremos a fúria de um furacão. E preparem-se pois o furacão que está se aproximando terá cerca de 10 vezes mais força que o Katrina, que devastou os EUA em 2005. É bom que estejamos preparados para o pior, por isso os bombeiros já estão fazendo um treinamento próprio para lidar com este tipo de situação” disse Fraga Mello, capitão de emergências do IMBRAIM.

Após publicar a notícia falsa, ontem, o Revista NP foi suspenso nesta terça-feira. Quem visita o endereço se depara com um aviso de que “this account has been suspended” (esta conta foi suspensa).

Não tivesse o Revista NP voltado atrás, não faltariam ao leitor elementos para atestar que se trata de uma notícia falsa.

Em primeiríssimo lugar, o bizarramente nomeado Instituto de Meteorologista Brasileiro Associado Internamente (IMBRAIM) simplesmente não existe. A estimativa de que há 85% de chances de um furacão atingir o país, portanto, é fictícia, assim como o tal Fraga Mello, “capitão de emergências do IMBRAIM” e responsável pelo alerta.

Além disso, o texto do boato cita apenas o furacão Katrina, que em 2005 deixou 1.833 mortos em sua passagem pelas Bahamas e os estados americanos de Flórida, Louisiana, Mississippi e Alabama – e sequer menciona o Irma. Isso acontece porque a notícia falsa sobre a tormenta no Brasil foi publicada originalmente em 2013.

A primeira versão, criada pelo site Jornal VDD, é arrematada pelo seguinte trecho, que entrega o ano de criação da lorota: “Gente se isso for verdade mesmo temos que pedir muito a Deus para que desvie esse furacão para bem longe, que deu medo isso em mim deu meu amigo e em você? Se você tem medo de um furacão no Brasil em 2013 Compartilhe esta notícia no botão abaixo”.

Na ocasião, o Climatempo, site especializado em meteorologia, desmentiu o boato. Por meio de um vídeo publicado no YouTube, a meteorologista Josélia Pegorim declarou que “não existe nenhum furacão, nenhum tornado. Aliás, tornado pode até aparecer. Mas furacão não tem nenhum para entrar aqui”.

Como o Me engana que eu posto frequentemente alerta, um elemento a ser observado pelo leitor para não se deixar enganar por lorotas tão fantasiosas quanto esta é a ausência da notícia em veículos de comunicação confiáveis. É inimaginável que, diante da previsão de que um furacão “quatro vezes mais forte que o Irma” atingiria o Brasil, não houvesse informações abundantes e exatas sobre o assunto nos maiores jornais, revistas e emissoras de TV do país.

É absolutamente falsa, portanto, a notícia da previsão de que um furacão quatro vezes mais forte que o Irma atingirá o Brasil.

Veja

15/09/2017 10:13

Mais de 47 mil pessoas são evacuadas no Vietnã por conta do tufão Doksuri

As autoridades do Vietnã evacuaram cerca de 47 mil pessoas da região central do país, diante da chegada, prevista para esta sexta-feira (15), do tufão Doksuri, com rajadas de vento de até 155km/h. A informação é da Agência EFE.

Milhares de moradores da província Ha Tinh deixaram suas casas após o alerta do Departamento para Controle de Desastres locais e se esperam mais evacuações, hoje, em outras três regiões centrais.

Também estão proibidas a saída de barcos de pesca nas áreas em risco e apontaram que 250 mil soldados, ao lado de uma frota de navios e veículos, estão preparados para ajudar nos trabalhos de resgate.

O Doksuri, de categoria quatro (sobre um máximo de cinco), chegará ao território vietnamita com fortes ventos e chuvas, diz o jornal local Tuoi Tre.

O tufão, que pegou força após cruzar Filipinas como uma tempestade tropical (batizada de Maring), e deixou no arquipélago filipino com quatro mortos e 18 desaparecidos, além de inundações e danos materiais.

O vice-primeiro-ministro, Trinh Dinh Dung, declarou ontem que o tufão pode ser o pior fenômeno natural deste tipo a atingir o país nos últimos dez anos.

Durante este ano, pelo menos 140 pessoas morreram ou desapareceram por conta de desastres naturais, diz os números oficiais.

A região central do Vietnã é afetada frequentemente por fortes tempestades tropicais, que geralmente acontecem entre os meses de maio e outubro.

15/09/2017 08:16

Foto: Wiill Oliver/EFE

Explosão no metrô de Londres deixa 18 feridos

Dezoito pessoas foram hospitalizadas nesta sexta-feira (15) com ferimentos causados pela explosão de um artefato em um trem do metrô de Londres. Vários passageiros sofreram queimaduras e cortes,  informaram os serviços de emergência. Os ferimentos dessas 18 pessoas não são graves.

A explosão, seguida de incêndio, foi provocada por um recipiente branco que estava dentro de uma bolsa de supermercado, em um vagão de um trem com capacidade para 865 passageiros.

O fato ocorreu na estação de Parsons Green, no trecho externo da linha District Line, que foi suspensa parcialmente, entre as estações de Wimbledon e Earls Court.

Um passageiro, identificado como Lucas, disse à BBC que escutou uma explosão muito forte e que viu “pessoas com ferimentos leves, queimaduras no rosto, braços e pernas”.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, presidirá à tarde uma reunião do comitê de emergência Cobra, formado pelos principais ministros do governo.

A polícia disse que trata o ocorrido como um “incidente terrorista”, que provocou uma “bola de fogo” em um trem repleto de passageiros.

Agência Brasil

14/09/2017 08:47

Cientistas dizem que furacões como o Irma são evidência de aquecimento global

A ocorrência este mês de dois furacões em um prazo de uma semana – o Harvey, no  Texas, e o Irma, em países do Caribe e da Flórida – reacendeu o debate sobre as mudanças climáticas e trouxe novas críticas ao posicionamento da gestão Trump. A maior parte da comunidade científica americana relaciona a incidência de furacões mais destrutivos ao aumento da temperutura global.

Um estudo chamado Relatório Especial Ciência e Clima, do Programa de Investigação da Mudança Global dos Estados Unidos (CSSR, a sigla em Inglês), que reune cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica  (NOAA), da Nasa e de mais 11 agências federais do país, afirma que a atividade humana contribui para o aumento da temperatura global e, consequentemente, a incidência de furacões.

No estudo, a incidência de furacões mais destrutivos é usada como evidência de que é “muito provável que mais da metade do aumento das temperaturas, ao longo das últimas quatro décadas, foram causadas pela atividade humana.

O relatório é parte da Avaliação Nacional do Clima e começou a ser feito durante o mandato de Bill Clinton, em 1990.  Em junho, o estudo foi publicado pela comunidade científica, que encaminhou o relatório para avaliação da Casa Branca. Até então, a administração Trump não se pronunciou.

As conclusões batem de frente com a ideologia defendida por Donald Trump – de que não é possível comprovar que o aquecimento global é consequência da interferência humana.

Union of Concerned Scientist (UCS, a sigla em inglês para a União dos Cientistas preocupados com o clima), uma entidade que reúne especialistas norte-americanos, também publicou em sua página um artigo em que afirma haver probabilidade de ocorrerem mais furacões destrutivos, como o Irma, que afetaram milhões de comunidades e colocaram estruturas em risco.

Estudos sobre os furacões e o aquecimento global já foram desenvolvidos várias vezes pela comunidade científica americana. A UCS trouxe o assunto à tona novamente por ocasião da passagem do Irma – já são mais de 60 mortes confirmadas e algumas ilhas destruídas no Caribe – Antigua e Barbuda, San Martin, Ilhas Virgens Americanas, e Turks e Caikus (território britânico).

Além das ilhas devastadas, são registrados enormes prejuízos financeiros – ainda não totalmente contabilizados para praticamente todos os países e territórios caribenhos: Porto Rico (EUA), República Dominicana, Haiti, Cuba e Bahamas.

No continente, os Estados Unidos tiveram nove estados afetados, entre eles a Flórida, que teve todo o seu território atingido.

A UCS lembra que “para as comunidades costeiras, as cicatrizes sociais, econômicas e físicas deixadas por grandes furacões, como o Irma, são devastadoras”.

Os cientistas reafirmaram que os furacões são parte natural do sistema climático. Lembraram, no entanto, que as pesquisas recentes sugerem  o aumento de seu poder destrutivo, ou intensidade, desde a década de 1970, em particular na região do Atlântico Norte.

Medidas do potencial de destruição de furacões, calculadas a partir de sua força ao longo da vida útil, também mostram uma duplicação desse potencial nas últimas décadas. Um exemplo é o de um furacão que se mantém em níveis 4  e 5 (mais destrutivos) na escala Saffir-Simpson (que vai de 1 a 5) por mais tempo, causando mais danos.

Não só os furacões no Atlântico estão se intensificando, os tufões do Oceano pacífico também estão atingindo a Ásia de maneira mais feroz.

Impacto oceânico

Cientistas ligados a UCS afirmam que os oceanos absorveram  93% do excesso de energia gerada pelo aquecimento global entre 1970 e 2010. Dessa maneira, foi possível observar a intensificação da atividade de furações em algumas regiões.

O furacão é um fenômeno formado pelo aquecimento das águas ocêanicas. Temperaturas marítimas superiores a 27º graus causam a evaporação da água que sobe aquecida em forma de vapor até as nuvens. O contato do vapor quente e do ar frio da atmosfera provoca correntes de ar que se descolam em movimento circular e formato de cone.

Os níveis do mar também estão subindo,  porque com os oceanos mais quentes,  água do mar se expande. Essa expansão segundo a UCS, combinada ao derretimento do gelo na Terra, causou um aumento médio global de aproximadamente 8 polegadas (20 cm)  do nível do mar, desde 1880.

A tendência esperada é de aceleração desse processo nas próximas décadas. Níveis do mar mais elevados na região costeira e a água mais aquecida poderão proporcionar furacões destrutivos, como o Katrina (2005), o Harvey ou Irma.

Impacto econômico

O impacto econômico será sentido massivamente, como vem ocorrendo nos últimos anos. afetando milhares de pessoas. Só nos Estados Unidos, 100 milhões de pessoas vivem em municípios litorâneos – cerca de um terço da população total.

Furacões mais potentes causaram perdas humanas, perdas econômicas para o Estado, a iniciativa privada e a população em geral.

Nos Estados Unidos, o impacto do Harvey foi bastante sentido pelas indústrias petrolíferas da costa do Texas. O abastecimento comprometido deixou os preços da gasolina mais altos e e a falta do produto foi sentida durante a passagem do furacão pela Flórida.

Foi preciso que o governo do estado garantisse abastecimento nas estradas para a população que tentava deixar as áreas atingidas e que não conseguia abastecer os carros nos postos das rodovias.

Agência Brasil

13/09/2017 09:25

O que há no olho do furacão?

A expressão “estar no olho do furacão” é usada para descrever uma situação problemática.

Mas, ironicamente, em termos científicos é justamente o contrário: o olho de um furacão, a parte central do fenômeno que traz ventos de centenas de quilômetros por hora e enormes volumes de chuva, é uma área de calmaria, ainda que enganosa.

Seus são ventos relativamente mais fracos e tempo, mais brando – em alguns casos, é possível até ver o céu azul ou estrelado.

A região é formada quando existe um fluxo de ar de cima para baixo, o que faz com que as nuvens se dissipem, criando uma espécie de oásis. Segundo cientistas, o olho pode ocupar uma área entre 30 km e 60 km de diâmetro.

Alerta

Entretanto, o período de calmaria dura pouco tempo. Pode durar horas ou mesmo minutos. E é enganoso: pode dar a impressão de que o pior da tempestade já passou e fazer com que pessoas saiam dos abrigos.

“O olho do furacão, nesse sentido, é a parte mais perigosa. Pode dar às pessoas uma falsa sensação de segurança porque os ventos diminuem e tudo se aquieta. Mas os ventos vão recomeçar na medida em que o furacão passar”, explica o meteorologista australiano Adam Morgan.

Sendo assim, em países assolados por furacões as autoridades enfatizam para a população a necessidade de só deixar o abrigo quando orientada, justamente para evitar enganos.

Sobre o oceano, no entanto, o olho é possivelmente a parte mais perigosa: no seu interior, ondas de todas as direções batem umas nas outras, criando “paredes” de água tão altas quanto 40 metros.

G1

12/09/2017 11:44

Mais da metade dos adultos brasileiros não chegam ao ensino médio, diz OCDE

Apesar de ter registrado avanços nos últimos anos, a educação no Brasil ainda apresenta dados insatisfatórios. É o que mostra o relatório Education at a Glance 2017 (Um olhar sobre a educação, em tradução livre), publicado hoje (12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O documento traz amplo panorama sobre a educação em mais de 45 países. – os 35 da OCDE e vários parceiros (Argentina, Brasil, China, Colômbia, Costa Rica, Índia, Indonésia, Lituânia, Federação Russa, Arábia Saudita e África do Sul).

No Brasil, alguns dados chamam a atenção. Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico. Os números estão muito abaixo da média dos países da OCDE, que têm 22% de adultos que não chegaram ao ensino médio e 2% que não concluíram o básico.

O relatório, no entanto, mostra um avanço. Entre os adultos de 25 e 34 anos, o percentual de alunos que completou o ensino médio subiu de 53% em 2010 para 64% em 2015.

Considerando que o ensino médio brasileiro tem duração de 3 anos e deveria ser cumprido entre os 15 e os 17 anos de idade, o Brasil também apresenta taxas muito abaixo da média dos outros países analisados no relatório. Apenas 53% dos alunos de 15 anos estão matriculados no ensino médio. Entre os alunos de 16 anos, 67% estão matriculados no ensino médio e, entre os de 17 anos, 55%. Na média dos países da OCDE, pelo menos 90% dos alunos entre 15 e 17 estão no ensino médio. (mais…)

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.