Notícias com a categoria "tecnologia"

20/09/2017 09:09

Fim do mundo tem nova data

Planeta X, Nibiru, Hercólobus, planeta Chupão -o astro hipotético mais rico em alcunhas despropositadas e mais temido por teóricos da conspiração tem um novo encontro marcado com a humanidade, desta vez no dia 23 (sábado). Como essa ameaça planetária não existe, é muito improvável que ela cause o Apocalipse em tal data -embora a ideia faça sucesso nos cantos mais suspeitos da internet.

Entre os arautos da suposta catástrofe está o escritor americano David Meade, autor do livro “Planet X – The 2017 Arrival” (“Planeta X – A Chegada em 2017”) e responsável por propor a data cabalística de 23 de setembro deste ano para que a influência devastadora desse corpo celeste, que estaria vindo das fronteiras do Sistema Solar, seja sentida no globo.

A chegada do suposto planeta foi apontada como a causadora do fim do mundo em 2012 (previsão que, é claro, nunca se concretizou). Os teóricos da conspiração acreditam que a existência do astro já tinha sido registrada em textos da antiga Suméria, uma das primeiras civilizações da Mesopotâmia (atual Iraque), mas o consenso entre os especialistas é que essa ideia vem de uma interpretação descabida da escrita mesopotâmica.

Em seu site pessoal, Meade afirma que estudou “astronomia e economia numa universidade do Meio-Oeste americano” (sem precisar qual) e se descreve como um especialista em “pesquisa e investigações” que teria atuado como perito forense e consultor de grandes empresas.

A informação crucial, porém, é a que vem logo depois desse currículo resumido: “Meade gosta de relacionar a ciência com a Bíblia e acredita que o Planeta X é a união perfeita entre as duas áreas”. Para o americano, as profecias de Isaías (escritas a partir de 740 a.C.) e do livro do Apocalipse (datado do fim do século 1º d.C.), entre outros trechos bíblicos, descreveriam a chegada do objeto logo depois do eclipse solar deste ano.

Na visão de Meade, o Planeta X na verdade seria uma estrela anã em torno da qual orbitam planetas e outros astros. A proximidade do conjunto com o Sistema Solar bombardearia a Terra com inúmeros bólidos, criando tsunamis, grandes incêndios e outras consequências desastrosas desse tipo de evento.

O ESPAÇO É GRANDE

Em conversa com a Folha, o astrônomo Gustavo Rojas, professor da Universidade Federal de São Carlos e membro da comissão de imprensa da SAB (Sociedade Astronômica Brasileira), elencou alguns argumentos contra a existência do tal planetão/estrelinha.

“O espaço se chama espaço porque tem muito espaço nele”, brinca Rojas. “A distância entre sistemas estelares é tão absurdamente enorme que é muito difícil que corpos de outros lugares venham parar aqui e, mais ainda, cheguem perto de colidir conosco”, explica.

Os fãs de Nibiru também nunca se deram ao trabalho de explicar por que, se o treco está tão próximo de nós, ainda não é possível sentir seus efeitos, lembra o astrônomo.

A presença de um corpo estranho gigantesco no meio do Sistema Solar, com a força gravitacional que acompanha todo objeto desse tipo, deveria ser suficiente para bagunçar órbitas para tudo quanto é lado, com efeitos que seriam facilmente percebidos na Terra em falar no fato de que ele já estaria visível a olho nu há muito tempo.

“As pessoas vêm com essa conversa ‘ah, a Nasa esconde’, mas a Nasa não controla os astrônomos do mundo. Era para esse negócio estar brilhando na nossa cara. A verdade é uma só: a gente não consegue fazer o Universo funcionar do que a gente quer. A regra é clara”, salienta Rojas.

NO CONGRESSO

Nibiru chegou a ser citado no Congresso brasileiro em maio deste ano. O senador Telmário Mota (PTB-RR) leu na tribuna a mensagem de uma de suas eleitoras, alertando-o de “estudos da Nasa” (que não existem, óbvio) sobre a chegada iminente do descomunal planeta.

“Com isso, dois terços da humanidade perecerão, e dois terços morrerão de fome”, dizia a eleitora, inovando não apenas no campo astronômico como também no aritmético, ao afirmar que as vítimas somarão quatro terços da população da Terra.

Para seu crédito, o senador Mota mostrou um saudável ceticismo. Disse que havia repassado as informações para seus assessores, pedindo que “promovessem um estudo” para checar a veracidade da profecia. Menos mal.

Folha de S. Paulo

15/09/2017 09:13

O que é 5G e por que ele deve mudar o modo como usamos a internet

Um dos temas mais debatidos pela indústria de dispositivos móveis atualmente é a chegada do 5G, a nova banda de dados que promete revolucionar o mercado e, segundo analistas, iniciar a quarta revolução industrial.

Isso porque a tecnologia deve oferecer internet móvel a altíssimas velocidades, com um tempo de resposta muito baixo entre um dispositivo e outro –a chamada latência– que possibilitaria um novo salto tecnológico na indústria de dispositivos, robôs, cidades inteligentes e carros autônomos.

Hoje, conectado ao 4G, uma carro inteligente demora cerca de 20 ms para receber o comando de que há perigo pela frente e executar uma resposta. Apesar de parecer muito rápido, não é o suficiente para evitar um acidente. O 5G deve diminuir a ação para até um milissegundo.

“O 5G se baseia em três pilares: baixa latência, grande volume de dados e grande número de conexões simultâneas”, explica Amadeu Castro, diretor da GSMA no Brasil.

Suportar um grande número de conexões significa uma rede sem sobrecarga pelo excesso de usuários. Um volume maior de dados vai permitir, por exemplo, rodar vídeos em resoluções altíssimas em redes móveis, abrindo um novo mercado para os criadores de conteúdo e entretenimento.

Outra fronteira a ser expandida é a da automação industrial. Com uma rede de altíssima velocidade e capacidade, conectar robôs numa linha de produção à internet e analisar seus dados do outro lado do mundo não vai mais depender de longos cabos, servidores e hubs. “Provavelmente o ambiente industrial será o primeiro lugar em que veremos as aplicações práticas do 5G”, estima Wilson Cardoso, diretor de tecnologia para a América Latina da Nokia.

O ESPECTRO

Para fazer o 5G virar realidade, a indústria da tecnologia precisa resolver um problema: como levar esses dados pelo ar até os usuários. O espectro, as faixas de rádio-frequência pelo qual as ondas padronizadas devem circular, está bastante ocupado e os países precisam entrar em um acordo para padronizar as usadas pelo 5G.

Em discussão estão ondas de alta frequência, de 24 a até 60 GHz, e ondas menores, de 600 a 700 MHz.

“É uma questão de física. Com um cano largo, você pode levar mais água, mas mais perto. Com um cano fino, vai mais longe, mas leva pouca água”, compara Castro.

O mais provável é que duas faixas sejam operantes em 2019, quando a padronização do 5G deve ser aprovada pela União Internacional das Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês). A de ondas de maior amplitude,com alcance de poucos metros, deve operar nas pequenas células para transmissão “indoor” e pontos de acesso nas fábricas e nos postes de cidades inteligentes.

As ondas mais baixas e com grande alcance podem operar em soluções no campo ou levar sinal a lugares com poucas antenas.

Essa é uma das preocupações do Brasil. O Plano Nacional de Internet das Coisas, que deve ser apresentado ainda em setembro, define como uma de suas verticais a digitalização do agronegócio. Com ondas de baixo alcance seria inviável operar máquinas e coletar dados da lavoura.

“O Brasil vai navegar no mar dos outros, sem criações próprias, então precisamos de soluções específicas para um país como o nosso, para levar internet rápida para o interior e modernizar o campo”, diz Sérgio Kern, diretor da Telebrasil, que organiza o fórum 5G Brasil, com entidades do setor.

PIONEIROS

Alguns países disputam o lançamento do 5G no mundo. As melhores apostas são Japão e Coreia do Sul. Ambos deverão receber os jogos Olímpicos nos próximos anos –Tóquio em 2020 e os jogos de inverno de PyeongChang, em 2018– e querem usar a nova tecnologia para impressionar o público.

“Cada lugar tem um plano de evolução. Hoje, vejo estes dois bem adiantados, mas nada padronizado. Os Estado Unidos também quer lançar em 2018”, comenta Fabiano Chagas, gerente da ZTE.

Mas estas experiências podem não passar de testes. O chefe para a América Latina da GSMA, Sebastian Cabello, é taxativo: “Tudo o que vocês virem de 5G antes de 2019 é teste. Não existe nada antes do final de 2018, quando a ITU se reúne e lança o padrão oficial”.

Segundo ele, uma das grandes disputas do mercado é pela propriedade intelectual. “O que todos querem nessa corrida é claro, colocar um pouco da sua propriedade intelectual na nova tecnologia, daí vem muitas divisas”, comenta.

14/09/2017 10:26

Digitalização levará à 4ª revolução industrial, diz presidente da Nokia

Presidentes de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo debateram na manhã desta quarta (13), durante a edição americana do Mobile World Congress, em San Francisco, os aspectos do que pode ser, segundo eles, a quarta revolução industrial.

Para Rajeev Suri, presidente da Nokia, a principal característica dessa nova era é a captura e análise dados como cerne dos processos. Segundo Suri, o câmbio deve se tornar realidade pela digitalização de cinco atividades: saúde, distribuição de energia, transporte, comunicações e produção industrial.

“Com cada uma dessas tecnologias crescendo vigorosamente até meados de 2020, nós acreditamos que atingiremos um pico de produtividade similar aos anos dourados de 1950 nos Estados Unidos”, diz o executivo.

Thaddeus Arroyo, CEO da AT&T, mostrou um pouco do que deve ser a “First Responders Network”, uma rede exclusiva para os serviços de emergência dos Estados Unidos.

Um contrato de US$ 40 bilhões e 25 anos de duração, que prevê a integração dos serviços de emergência com sensores espalhados pela cidade.

A conectividade pode melhorar, por exemplo, o deslocamento de uma viatura, evitando o tráfego ou até contabilizando, por câmeras inteligentes, quantas pessoas estão próximas de uma situação de risco.

Para ele, as cidades inteligentes serão a consequência da nova revolução industrial. “Estamos apenas vendo a ponta do iceberg do que essas tecnologias podem ser no futuro”, afirmou.

Um novo modo de produzir também deve gerar empregos. Segundo Ronan Dunne, presidente da Verizon Wireless, até 2020, as novas tecnologias em jogo devem gerar até quatro milhões de empregos nos Estado Unidos. “Estamos na fronteira de algo que deve mudar o modo como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos”.

Durante a feira, que termina nesta quinta (14), as discussões giraram em torno principalmente de tecnologias como 5G e a internet das coisas, consideradas disruptivas por especialistas.

Folha de S. Paulo

13/09/2017 14:18

Sonda Cassini fará mergulho final em Saturno nesta semana

A sonda Cassini irá fazer esta semana seu último mergulho dentro dos aneis de Saturno, em uma manobra para chegar ao ponto mais próximo do planeta, e depois queimar na atmosfera. A missão da Nasa, que começou há 20 anos, coleciona descobertas sobre o 6º planeta do Sistema Solar. Ela termina na próxima sexta-feira (15).

Esta última etapa é chamada de Grand Finale. Desde abril, a nave espacial realizou mais de 2 órbitas entre Saturno e seus aneis. No último dia, ocorrerá uma imersão com aproximação da atmosfera e a sonda irá queimar por causa do atrito.

Desde o início desses mergulhos, a Nasa tinha algumas metas principais:

  • Fazer mapas detalhados da gravidade e dos campos magnéticos do planeta.
  • Entender melhor do que são feitos os aneis de Saturno.
  • Fazer imagens do planeta, luas e seus aneis.

A nave

O desenvolvimento da Cassini começou na década de 80. O nome é uma homenagem ao astrônomo italiano Giovanni Domenico Cassini, que descobriu quatro satélites de Saturno e a divisão entre os aneis. Junto à sonda, foi acoplada a nave Huygens, que aterrissou na lua Titã, segunda maior de todo o Sistema Solar.

O lançamento ocorreu em 15 de outubro de 1997. Bill Clinton ainda era o presidente dos Estados Unidos.

A Cassini demorou sete anos até chegar no planeta no ano de 2004, em uma entrada precisa e inédita — a agência espacial está há 13 anos na região. A aterrissagem no solo da lua Titã ocorreu um ano depois com o desprendimento da Huygens, em 2005. Ao final dessa missão, a Nasa terá observado de perto quase meio ano de Saturno — por lá, um ano corresponde a 29 anos terrestres.

As luas

A Nasa chegou a uma contagem de 53 luas confirmadas do planeta — com mais nove em investigação.

Com as pesquisas da Cassini, os astrônomos chegaram a conclusão de que a lua Titã tem um dos mundos mais parecidos com a Terra. Ela tem raio de 2.575 km, é a segunda maior lua do Sistema Solar e registra temperaturas muito baixas. Mas é o único lugar já descoberto com líquido estável na superfície. O ciclo é similar ao da água, mas com metano.

Água foi encontrada em outra lua, Encélado, que tem vapores que saem de sua superfície. A Cassini deu um rasante nestes “canyons” e sugou essas substâncias. Em abril deste ano, a Nasa confirmou também a presença de gás hidrogênio.

Os aneis

Este último mergulho da “Grand Finale” será fundamental para responder a principal pergunta em aberto: qual é a origem dos aneis de Saturno?

Até agora, a missão mostrou que as partículas que compõe os aneis são menores que um grão de areia. Também descobriu que os jatos da Encélado fornecem boa parte do material de um dos aneis — boa parte das partículas é uma troca entre aneis e luas.

G1

13/09/2017 11:24

Brasil lidera número de smartphones conectados na América Latina

Um relatório da GSMA —entidade que representa operadoras móveis do mundo todo— aponta o Brasil como o país com mais smartphones conectados à internet na América Latina. São 234,6 milhões de conexões sem fio no país no terceiro trimestre do ano, sendo 73% a partir destes aparelhos, 35% usando tecnologia 4G.

Publicado no primeiro dia da edição americana da Mobile World Congress, em San Francisco, o estudo indica que Brasil e Argentina lideraram a taxa de adoção do 4G na região. A Argentina tem 24% das conexões nesta banda, mesma média da América Latina.

O México figura em segundo lugar no número de usuários de smartphones, com 108,6 milhões de conexões móveis, sendo 63% via smartphones.

A base da lista expõe alguns desafios de estrutura da tecnologia na região. Países da América Central, como Haiti, El Salvador e Honduras, têm a taxa de conexões via smartphone menores que 35%.

Dando os primeiros passos na internet pública, graças a abertura política dos últimos anos, Cuba adotou o 3G ainda neste ano (no Brasil, o 3G está ativo desde 2004). Com uma das infraestruturas mais atrasadas da região, o Haiti também não conta com 4G.

Outro relatório da GSMA também apresentado durante o evento estima que 4 bilhões de pessoas estão conectadas à internet sem fio ao redor do mundo.

O desafio lançado no evento é conectar o próximo bilhão. O relatório pondera que o último bilhão levou cerca de quatro anos para ser conectado, mas o próximo deve levar ainda mais tempo.

Cerca de 3,7 bilhões de pessoas não tem acesso à internet móvel no mundo. 42% deles vivem em regiões da Índia e África Subsaariana, onde 60% da população não têm nenhum tipo de acesso à rede.

Locais inóspitos e regiões rurais são um desafio, mas somente um terço destes não-conectados vivem fora da área de abrangência do sinal de internet móvel. O estudo sugere que as causas sejam, não de alcance, mas sociais, educacionais e até de gênero.

“Se o 4G mudou nossas vidas, o 5G vai mudar a sociedade”, disse o presidente da GSMA, Mats Granyard, na abertura do fórum em San Francisco.

Alardeado como o futuro da internet móvel, a nova banda de sinal promete ser até cem vezes mais rápida que o 4G e possibilitar a adoção de coisas conectadas à internet, como carros e aviões autônomos e é um dos grandes temas do encontro.

Segundo ele, os Estados Unidos deverá liderar essa nova revolução, disputada também por Europa, Coreia do Sul e Japão. Ele projeta que 50% das conexões mobile estadunidenses sejam em 5G em 2025, contra 30% esperado para a Europa na mesma data.

Também presente na abertura do evento, o empresário Carlos Slim Domit, presidente da América Móvil —grupo que inclui as operadoras Claro, Telmex e Telcel–, disse que um novo mercado exige novas regras. “Precisamos preparar as estruturas e isso passa por discutir novas regulamentações. A revolução na tecnologia anda lado a lado com marcos regulatórios”.

A afirmação faz coro ao discurso da indústria mobile, reunida no evento, que pressiona governos a acelerarem as leis relativas à rede e ao uso do espectro para ganhar vantagem competitiva na implementação do 5G.

Folha de S. Paulo

13/09/2017 09:00

Apple anuncia iPhones com câmeras inteligentes e processador melhor

A Apple revelou, nesta terça-feira (12), três novos celulares: o iPhone 8, 8 Plus e o iPhone X. O último se pronuncia, em inglês, iPhone “ten” (“dez”) —como o algarismo romano.

O iPhone X foi lançado em comemoração dos 10 anos desde o lançamento do primeiro iPhone, em 2007. Tim Cook, atual presidente da Apple, disse que o objetivo é que esse aparelho seja “o padrão de tecnologia para a próxima década”, como foi o original.

No visual, os três dispositivos vêm cobertos de vidro (“o mais resistente de todos os tempos”, segundo a empresa), dispensando a cobertura de alumínio que vinha sendo usada nos iPhones.

O evento deu ênfase às novas câmeras com inteligência artificial, capazes de reconhecer padrões de rostos, paisagens ou animais, e o carregamento sem fio de todos os dispositivos (Apple Watch, Air Pods e iPhone).

Nenhum dos dois recursos é inédito. O iPhone 7 e 7 Plus já eram compatíveis com carregamento sem fio, e o Samsung Galaxy já adota uma tecnologia semelhante nas câmeras desde o S6.

A diferença no carregamento é que agora a Apple vai trabalhar com o padrão Qi, integrado com outras empresas, ou seja, não é mais preciso comprar um carregador específico do iPhone 8 ou X.

A Apple aposta em tornar o reconhecimento facial o padrão para desbloquear celulares. No evento de lançamento, a empresa afirmou que a chance de fraude na impressão digital é de 1 para 50 mil, enquanto, no reconhecimento de rostos da Apple, seria de 1 em 1 milhão.

A Apple instalou um processador com dois núcleos a mais no iPhone X dedicados exclusivamente ao reconhecimento facial.

“É muito fácil, é só olhar [para o aparelho] e arrastar o dedo para cima”, disse Craig Federighi, vice-presidente de engenharia de software da empresa.

Na hora de demonstrar a tecnologia, porém, Federighi não conseguiu desbloquear seu celular. “Ops. Vamos usar o plano B”, afirmou, antes de digitar sua senha manualmente.

Coincidência ou não, as ações da empresa caíram de US$ 163 para US$ 159 na NASDAQ logo após a gafe. A empresa fechou o dia com queda de 0,42%.

Segundo analistas ouvidos pelo “Financial Times”, o mercado recebeu com ceticismo o lançamento devido à data de lançamento tardia do iPhone X, em 3 de novembro.

A maior novidade no iPhone 8, 8 Plus e iPhone X é a potência de seus processadores. O A11 Bionic terá seis núcleos, enquanto os antecessores tinham apenas quatro.

Embora os concorrentes Android ofereçam processadores de oito núcleos, o A10 da Apple era o chip mais rápido do mercado, e o A11 deve manter essa posição.

No evento desta terça, a Apple afirmou que, dos seis núcleos, dois são 25% mais rápidos que o A10, e quatro são 70% mais velozes.

No iPhone X, a memória RAM aumentou de 2 GB para 3 GB. Há concorrentes Android que chegam até 6 GB —mas os celulares não precisam de tanta memória, especialmente porque o iPhone X conta com um processador gráfico (GPU), outro incremento positivo.

A bateria do iPhone X deve durar duas horas a mais que as do iPhone 7. A quantidade de megapixels das câmeras traseiras nos três celulares, 12, é a mesma dos iPhone 7, assim como os 7 MP da câmera frontal.

A nova geração de Apple Watch, “série 3”, tem celular —ou seja, é possível atender chamadas diretamente no Watch.

O número de telefone será o mesmo do iPhone, e o aparelho virá com um cartão SIM eletrônico, integrado ao relógio, menor que um chip nano convencional. A princípio, a novidade só vale para os Estados Unidos.

O novo relógio também vem com Apple Music, ou seja, tem capacidade de rodar o streaming do iTunes de forma independente. A ideia é levar o celular e as músicas para qualquer lugar, sem precisar de um segundo dispositivo.

O evento de lançamento do novo celular aconteceu na nova sede da Apple, o Apple Park, em Cupertino (Califórnia, EUA), inaugurado em abril de 2017.

Considerado o último projeto de Steve Jobs, a sede custou US$ 5 bilhões, segundo a “Wired”, e demorou oito anos para ser construída e já abriga mais de 2.000 funcionários —a mudança para lá termina no fim deste ano.

PREÇOS
Convertidos para reais sem considerar tarifas alfandegárias

iPhone 8
64GB: US$ 699 (R$ 2.186,40)
256GB: US$ 849 (R$ 2.655,59)

iPhone 8 Plus
64GB: US$ 799 (R$ 2.499,19)
256GB: US$ 949 (R$ 2.968,38)

iPhone X
64GB: US$ 999 (R$ 3.124,77)
256GB: US$ 1.149 (R$ 3.593,96)

Folha de S. Paulo

11/09/2017 09:50

Como carregar seu celular sem rede elétrica em 3 passos simples

Se você estiver diante de um desastre natural, como o furacão Irma ou mesmo de uma inundação ou terremoto, é provável que em algum momento você fique sem luz.

Mas isso não acontece apenas em situações de vida ou morte. Imagine que sua bateria acabe enquanto você estiver acampando em um local isolado.

Qualquer que seja o caso, estes três passos vão ajudá-lo.

Do que você precisa?

Para carregar seu celular sem ter de plugá-lo à tomada, você vai precisar de: um adaptador USB para carros, o cabo do seu próprio telefone, uma pilha de 9 volts e um clipe de metal.

O que você vai fazer é conduzir a eletricidade da bateria até o telefone.

Você vai transportar partículas eletricamente carregadas usando um meio de transmissão, ou seja, um condutor elétrico, que, neste caso, será um clipe metálico. O objetivo é formar um pequeno campo elétrico artesanal – de baixa intensidade – que pelo menos lhe permitirá fazer chamadas de emergência ou enviar mensagens.

Passo 1: abrir o clipe metálico e enroscá-lo em um dos polos da bateria

As baterias ou pilhas contêm dois polos. Um deles tem um sinal positivo e o outro, negativo. Ao conectar esses dois polos, os elétrons fluem do polo negativo ao positivo. Para gerar esse campo elétrico, usa-se um objeto metálico porque os metais são bons condutores de eletricidade.

Os metais permitem o fluxo de elétrons de um ponto a outro. Neste caso, você deve abrir o clipe metálico e enroscá-lo no polo negativo da pilha.

Como indica a imagem, uma extremidade do clipe fica na parte de cima e a outra aponta para o lado de fora.

Passo 2: Colocar o adaptador para carros no polo positivo da bateria (mais…)

09/09/2017 08:10

Entenda como são escolhidos os nomes dos furacões

O furacão Irma vem causando destruição nas ilhas de Anguilla, República Dominicana, St. Martin e de Antígua e Barbuda, que foi descrita como “quase inabitável” após a partida da tempestade.

Até agora, o Irma é considerado pelos meteorologistas o segundo furacão mais poderoso registrado na história do Atlântico, mas já se tornou o primeiro a manter por mais de 24 horas ventos de cerca de 297 km/h.

Em seu caminho, na direção atual, estão Turks e Caicos, Cuba, Porto Rico e o sul do Estado americano da Flórida. É possível que o furacão perca força até lá, mas já está na companhia de outros fenômenos famosos pelos efeitos desastrosos como Andrew, de 1992 e Katrina, de 2005.

Mas como os furacões e outros ciclones tropicais recebem seus nomes?

Usar nomes humanos – em vez de números ou termos técnicos – nas tempestades tem o objetivo de evitar confusão e fazer com que seja mais fácil lembrar delas ao divulgar alertas.

Mas ao contrário do que muitos pensam, a lista atual dos nomes não tem nada a ver com políticos, não se trata de homenagens a pessoas que morreram no desastre do navio Titanic e também não é composta somente de nomes femininos.

A lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) e seu padrão foi usado para as listas de outras regiões do mundo.

Atualmente, estas listas são mantidas e atualizadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU baseada em Genebra, na Suíça.

Ordem

As listas dos furacões de cada ano são organizadas em ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos. E os nomes de tempestades são diferentes para cada região.

A atual temporada de furacões e tempestades no Atlântico, que começou em junho de 2017, já passou por por Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert e Harvey até chegar a Irma, Jose e Katia – duas tempestades que se tornaram furacões e chegam à região logo em seguida.

Se você estivesse na região do leste do Pacífico, no entanto, estaria mais familiarizado com os nomes Adrian, Beatriz, Calvin, Dora, Eugene, Fernanda, Greg, Hilary, Irwin, Jova e Kenneth.

As listas são recicladas a cada seis anos, o que significa que, em 2023, Harvey ou Irma podem aparecer novamente.

No entanto, comitês regionais da OMM se reúnem anualmente para falar sobre que tempestades do ano anterior foram especialmente devastadoras e, por isso, devem ter seus nomes “aposentados”.

Depois que o furacão Katrina deixou mais de 2 mil mortos em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005, o nome da tempestade deixou de ser usado. Em 2011, quem apareceu em seu lugar, com menos alarde, foi a tempestade Katia – que já estava logo depois de Harvey e Jose e agora, seis anos depois, volta ao Caribe.

Mulheres e homens

Koji Kuroiwa, chefe do programa de ciclones tropicais na OMM, diz que o Exército americano foi o primeiro a usar nomes de pessoas em tempestades durante a Segunda Guerra Mundial.

“Eles preferiam escolher nomes de suas namoradas, esposas ou mães. Naquela época, a maioria dos nomes era de mulheres.”

O hábito tornou-se regra em 1953, mas nomes masculinos foram adicionados à lista nos anos 1970, para evitar desequilíbrio de gênero.

Mas em 2014, um estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, afirmou que furacões com nomes de mulheres matam mais pessoas que aqueles com nomes masculinos, porque costumam ser levados menos “a sério” e, consequentemente, há menos preparação para enfrentá-los.

Os cientistas analisaram dados de furacões que atingiram o país entre 1950 e 2012, com exceção do Katrina em 2005 – porque o grande número de mortos poderia distorcer os resultados.

estudo, que foi divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), afirmou que cada furacão com nome masculino causa, em média, 15 mortes. Já os que têm nomes femininos provocam cerca de 42.

Kuroiwa diz que o uso de nomes próprios pretende fazer com que as pessoas entendam previsões e alertas mais facilmente, mas o público muitas vezes tem vontade de participar. “Temos muitos pedidos todos os anos: ‘por favor, use meu nome ou o nome da minha esposa ou da minha filha'”, afirma.

Em seu site, o NHC teve que adicionar a pergunta “posso ter um furacão no meu nome?” à sessão de perguntas e respostas, esclarecendo que os nomes são estabelecidos por um comitê internacional.

Nomes regionais

Durante a era vitoriana na Grã-Bretanha, as tempestades eram nomeadas aleatoriamente. Uma tormenta no oceano Atlântico que destruiu o mastro de um barco chamado Antje, em 1842, foi chamada de Furacão de Antje.

Outros furacões foram identificados por suas localizações, mas coordenadas de latitude e longitude não eram tão fáceis de identificar e comunicar a outras pessoas.

Um meteorologista australiano do século 19, Clement Wragge, se divertia usando nomes de políticos dos quais não gostava. Na região do Caribe, os furacões já foram nomeados em homenagem aos santos católicos dos dias em que eles atingiam cidades.

Atualmente, os nomes mudam de acordo com a região dos ciclones.

“No Atlântico e no leste do Pacífico, usam-se nomes reais de pessoas, mas há convenções diferentes em outras partes do mundo.”, diz Julian Heming, cientista de previsões tropicais no Met Office, escritório de meteorologia britânico.

Heming diz que no oeste do Pacífico, por exemplo, também se utilizam nomes de flores, animais, personagens históricos e mitológicos e alimentos, como Kulap (rosa em tailandês) e Kujira (baleia, em japonês).

“O importante é ser um nome do qual as pessoas possam se lembrar e identificar. Antes, esta região usava nomes em inglês e, há dez anos, decidiu-se que eles deveriam ser mais apropriados para a região.”

Neste ano, Irma chega aos Estados Unidos, mas Quincey pode se aproximar da Austrália, Kenanga da Indonésia e Viyaru ainda poderia atingir a Índia.

As letras Q, U, X, Y e Z não são usadas na lista das tempestades no Oceano Atlântico por causa da escassez de nomes próprios com elas. Neste caso, há no máximo 21 tempestades nomeadas em um ano até acabar a lista.

Mas o que acontece depois que a lista acaba? “Se o resto da temporada tiver muita atividade, temos que usar letras do alfabeto grego”, explica Heming.

Veja a lista completa de nomes para furacões no Atlântico em 2017:

Arlene
Bret
Cindy
Don
Emily
Franklin
Gert
Harvey
Irma
Jose
Katia
Lee
Maria
Nate
Ophelia
Philippe
Rina
Sean
Tammy
Vince
Whitney

BBC Brasil

08/09/2017 11:41

Como descobrir quem não aceitou sua solicitação de amizade no Facebook

E possível descobrir quem ainda não aceitou o seu pedido de amizade no Facebook e ver todas as solicitações enviadas para você, que ainda não foram aceitas. A rede social organiza essas informações, em formato de lista, e em um único lugar. Já que é comum que as pessoas deixem estes pedidos “pendentes”, em vez de negá-los de vez, como forma de não fechar a porta totalmente para uma nova amizade.

Veja como descobrir quem não aceitou sua solicitação na plataforma ou quem deixou seu pedido como pendente.

Passo 1. Clique no ícone de amigos do Facebook, localizado ao lado dos ícones do mensageiro da rede social e das notificações;

Passo 2. Clique em “Encontrar amigos”;

Passo 3. Nessa tela é possível conferir os pedidos de amizade que você ainda não respondeu. Clique em “Ver solicitações enviadas” para ver quem ainda não aceitou o seu pedido de amizade;

Passo 4. Os pedidos de amizade que você enviou e ainda estão pendentes estarão listados com o botão “Solicitação de amizade enviada” ao lado. A partir desta tela é possível cancelar uma dessas solicitações e enviá-la de novo, por exemplo.

TechTudo

06/09/2017 11:44

Uma a cada cinco casas conectadas do Brasil usa internet do vizinho

Para alguns vizinhos, perguntar a senha do Wi-Fi é tão casual quanto pedir açúcar emprestado ou reclamar para que abaixe o volume da música alta.

Uma a cada cinco casas conectadas do Brasil usa internet do vizinho, mostra a TIC Domicílios 2016, uma pesquisa que traz o raio-X da internet brasileira.

Pelo Wi-Fi

E a partilha da conexão fixa sem fio está no centro desse fenômeno, afirmou ao G1 o coordenador do estudo, Winston Oyadomari. “Quem compartilha faz isso majoritariamente pelo Wi-Fi”, diz.

Para 18% dos domicílios brasileiros, usar internet do vizinho é a forma de se manter conectado. Esse índice era de 13% em 2014.

A disseminação da conexão compartilhada acompanha o avanço do Wi-Fi nas residências. Passou de 66% há três anos para 80% em 2016.

Vamos rachar a conta?

A maior presença de Wi-Fi nas casas, diz Oyadomari, é apenas um dos fatores responsáveis pela onda de internet dividida. O outro é o preço.

E a generosidade? “Isso a gente nem pergunta”, brinca o pesquisador. “A gente não pergunta de que forma compartilha, se racha a conta ou se é Gatonet. Nada disso. A gente só pergunta se a internet daquele domicílio é usada no vizinho.”

Só que um dos detalhes trazidos pela pesquisa é que o preço para contratar internet é o principal motivo para residências se manterem desconectadas.

Assim, explica Oyadomari, é melhor dividir a mensalidade com o vizinho do que ficar offline. “Eles compartilham para viabilizar a assinatura. A divisão pode sim ser uma estratégia.”

A questão do preço é um impeditivo tão grande que o índice de casas que compartilham internet é maior onde as rendas são menores:

  • 30% na área rural;
  • 28% no nordeste;
  • 27% entre domicílios com renda de até 1 salário mínimo;
  • 27% nas casas das classes DE.

O curioso é que o uso do Wi-Fi não é tão disseminado entre as casas que se encontram nas condições acima. Enquanto 81% das residências urbanas possuem esse tipo de conexão, ela abrange 59% daquelas localizadas na zona rural. Entre os domicílios das classes DE, 51% têm Wi-Fi. Esse índice chega a 98% na classe A.

Fixo x Móvel

A TIC Domicílios 2016 foi feita pelo Cetic.br, órgão vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br). Foram entrevistados moradores de 23 mil domicílios em mais de 350 municípios de todo o Brasil entre novembro de 2016 e junho de 2017.

Segundo o estudo, 54% das casas do Brasil já possuem acesso à internet: equivale a 36,7 milhões de residências. Em relação a 2015, houve avanço de três pontos percentuais.

A inclusão digital cresceu, mas foi puxada apenas pelo avanço da conexão móvel. A banda larga fixa ficou estagnada entre 2015 e 2016, quando quase 2 milhões de casas ficaram online com 3G e 4G.

“O móvel está chegando e o fixo, não”, diz Oyadomari. Ele explica que a disponibilidade de infraestrutura de redes cabeadas é mais escassa em certas regiões.

Outra razão para o descompasso nas velocidades de disseminação da internet fixa e móvel passa novamente pelo dinheiro: o modo de pagamento. “Na fixa, o desembolso é mensal e na móvel, diária. Você tem estratégias diferentes.”

G1

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.

Mais lidas