Notícias com a tag "2018"

16/08/2017 08:22

Previsão de salário mínimo para 2018 cai para R$ 969

A revisão das projeções econômicas para 2018 levou o governo a reduzir o salário mínimo para o próximo ano. O valor de R$ 979 que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) passará para R$ 969 durante a elaboração do Orçamento.

A redução ocorreu por causa da queda na projeção de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2017. No fim de julho, o governo tinha revisado a estimativa para a inflação oficial de 4,3% para 3,7%.

Por lei, até 2019, o salário mínimo será definido com base no crescimento da economia de dois anos antes mais a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador próximo ao IPCA, do ano anterior. Como o PIB recuou 3,6% em 2016, a variação negativa não se refletirá no salário mínimo de 2018.

De acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o valor do salário mínimo pode mudar até o início do próximo ano. Segundo ele, o Orçamento trabalha apenas com estimativas. “O salário mínimo só será conhecido em janeiro. Até lá, várias coisas podem mudar”, declarou.

Agência Brasil

11/08/2017 08:30

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Temer e DEM tentam atrair Doria para a eleição de 2018

A disputa interna do PSDB pela vaga de candidato à Presidência em 2018 chegou a partidos aliados dos tucanos. DEM e PMDB, que integram a núcleo duro de apoio ao governo Michel Temer, se aproximaram do prefeito João Doria e sinalizaram com a possibilidade de lançá-lo candidato ao Planalto. A abordagem peemedebista foi feita pelo próprio presidente Michel Temer (PMDB). Ele disse ao prefeito que “as portas do PMDB estão abertas” para o tucano disputar a Presidência da República no ano que vem. 

O “convite” foi feito durante uma conversa entre eles nesta segunda-feira, 7, na Prefeitura, pouco antes de um evento no qual o presidente distribuiu publicamente afagos a Doria, segundo relatos de quem estava no local. Procurada, a assessoria do Planalto negou o convite. 

O DEM também sondou Doria sobre a disputa presidencial tendo no horizonte uma dobradinha entre ele e um quadro do partido em 2018. No limite, o DEM também está de portas abertas a Doria caso ele não consiga se candidatar a presidente pelo PSDB em 2018. Os nomes citados para compor a chapa são o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o ministro da Educação, Mendonça Filho.

Tucanos ligados ao prefeito avaliam que a chapa com um deles teria força no Nordeste. Em contrapartida, Doria apoiaria o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na disputa pelo governo do Rio, e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) para o governo de Goiás. 

Questionado sobre a aproximação, o senador José Agripino (RN), presidente do DEM, também negou que o partido tenha convidado Doria. Assim como Temer, a cúpula do DEM quer evitar desgaste com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Por isso, as negativas públicas e os convites em privado.

O prefeito tem dito que não vai entrar na disputa se Alckmin, que é seu padrinho político, se colocar como candidato. Porém, cada vez mais ele tem adotado discursos e agendas de quem pretende concorrer.

A possibilidade de deixar o PSDB também é rechaçada por Doria. Nesta quinta-feira, 10, durante evento em São Paulo, o prefeito voltou a descartar a saída do partido, mas admitiu o interesse do PMDB e do DEM. “Não tenho intenção de deixar o PSDB. É o meu partido. As portas (do PMDB e do DEM) foram abertas, o que me deixa muito feliz. PMDB e DEM são parte da nossa base em São Paulo”, disse.

Apoios. Para aliados de Doria, a mudança de sigla, porém, pode ocorrer caso o governador não se apresente como candidato e, mesmo assim, a cúpula tucana vete uma candidatura do prefeito. São cada vez mais fortes, no entanto, as pressões para que Alckmin desista de concorrer e indique Doria, que trabalha para reunir apoios externos e crescer nas pesquisas. 

O nome do prefeito, contudo, enfrenta resistência entre setores tucanos. Presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), conforme apurou o Estado, disse em reunião interna que Alckmin “tem preferência” na fila na escolha do candidato.

O grupo dos “tucanos históricos” de São Paulo, do qual fazem parte o ex-governador Alberto Goldman e José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, também não aceita a opção Doria. Presidente licenciado do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), que mantém influência na sigla, é outro que entrou em rota de colisão com o prefeito após Doria defender publicamente seu afastamento do comando do PSDB. 

Reação

O assédio a Doria e a deferência de Temer ao prefeito desagradaram a aliados de Alckmin, que está no quarto mandato no governo paulista e se articula para ocupar a vaga do PSDB na disputa pelo Planalto. Tucanos com trânsito no Bandeirantes reclamam dos movimentos do prefeito e fazem críticas à gestão Doria. 

“Não mudou nada. Seguimos amigos e unidos”, disse o prefeito ao Estado. A avaliação no entorno de Alckmin, no entanto, é de que Doria está decidido a disputar a Presidência, dentro ou fora do PSDB. Para não perder espaço, o governador vai intensificar a agenda de viagens pelo Brasil e as conversas partidárias.

Folha de S. Paulo

09/08/2017 13:32

Conheça os 67 novos candidatos a emoji para o ano 2018

A Unicode divulgou 67 novos símbolos candidatos que podem se tornar novos emoji a partir de 2018. A lista, revelada na quinta-feira (3), inclui novos rostos, partes do corpo, animais, comidas, atividades e objetos. A escolha da lista final de novos emojis deve ocorrer antes do final de 2017, já que o lançamento está previsto para a próxima atualização, que ocorre na metade do ano seguinte, em 2018.

Alguns dos candidatos a se tornarem emoji são rosto usando capa, pé, llama, canguru, cupcake, peça de quebra-cabeças, bola de softball, compasso, vassoura e cocô franzindo a testa. Também estão previstas variantes de cabelo para rostos incluindo grisalhos, crespos e ruivos.

A lista ainda precisa de mais uma rodada de decisões antes de os novos símbolos serem escolhidos, o que deve ocorrer na próxima reunião do Comitê Técnico da Unicode, prevista para a agenda de outubro.

Após esta etapa, os candidatos receberão seus nomes oficiais e códigos, em preparação para seu lançamento no pacote Unicode 11, marcado para acontecer na metade de 2018. Muitos símbolos terão variações, como gênero e tons de pele, que só serão decididos no futuro.

As 67 sugestões de novos emojis para 2018

Candidatos a emojis
1) Rosto apaixonado com olhos apaixonados
2) Rosto sorrindo com máscara e capa (heroi)
3) Rosto sério com máscara e capa (vilão)
4) Rosto com olhos felizes e chapéu de festa
5) Rosto com olhos diferentes e boca ondulada
6) Rosto vermelho com língua para fora e gota de suor (quente)
7) Rosto azul com dentes fechados e estalactites (frio)
8) Rosto confuso com pontos de interrogação como olhos
9) Rosto sorrindo com OK como olhos
10) Cocô franzindo a testa
11) Rosto com olhos lacrimejando
12) Topo da cabeça com cabelo vermelho
13) Topo da cabeça com cabelo crespo
14) Topo da cabeça sem cabelo (careca)
15) Topo da cabeça com cabelo branco (grisalho)
16) Osso
17) Perna
18) Pé
19) Dente
20) Jaleco
21) Óculos de laboratório
22) Bota de escalada
23) Sapato feminino sem salto
24) Canguru
25) Llama
26) Pavão
27) Hipopótamo
28) Papagaio
29) Guaxinim
30) Lagosta
31) Mosquito
32) Micróbio
33) Folhoso verde
34) Manga
35) Torta da Lua, Bolo Lunar Chinês
36) Bagel cortado (pão em forma de anel)
37) Cupcake
38) Saleiro
39) Envelope vermelho
40) Foguete, Dinamite
41) Bola e taco de lacrosse
42) Bola de softball
43) Skate (skateboard)
44) Frisbee
45) Peça de quebra-cabeças
46) Tubo de ensaio, tubo de teste
47) Placa de petri
48) DNA
49) Compasso
50) Ábaco (instrumento de cálculo)
51) Extintor de incêndio
52) Caixa de ferramentas
53) Parede de tijolos
54) Imã
55) Bagagem, Mala
56) Frasco de loção, Squeeze
57) Carretel de linha
58) Novelo de lã
59) Alfinete
60) Urso de pelúcia
61) Vassoura
62) Cesta
63) Papel higiênico
64) Sabonete, Sabão em barra
65) Esponja
66) Recibo
67) Nazar (olho turco)

Veja no PDF do Unicode os esboços dos desenhos que vão representar cada um dos emojis. Essas retratações ainda podem mudar.

Techtudo

26/07/2017 13:43

Parlamentares admitem dificuldade para aprovar novas regras eleitorais para 2018

Senadores e deputados voltam do recesso parlamentar em 1º de agosto com o desafio de ter as propostas de reforma política votadas nas duas Casas até setembro. Se forem votadas depois desse prazo, as novas regras não poderão entrar em vigor nas eleições do ano que vem.

Além do financiamento de campanha, três pontos destacam-se na reforma política negociada entre Câmara e Senado: novas regras para a escolha de vereadores e deputados, fim das coligações nas eleições proporcionais e cláusula de barreira para o funcionamento dos partidos.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra o presidente Michel Temer pode comprometer o calendário de votações na Câmara. “Acho conturbado. É delicado porque ainda temos uma, e depois mais duas denúncias, contra o presidente da República para serem apreciadas pela Câmara. O tempo vai ficar muito apertado. Precisaríamos de um grande acerto entre Câmara e Senado para aprovar alguns pontos mínimos de consenso da reforma”, afirmou.

“Não vai dar tempo. Até setembro, não vai dar para fazer uma reforma eleitoral consistente. Talvez sejam aprovadas uma ou duas questões pontuais. Por exemplo: o distritão, que vai deixar na cabeça do eleitor a certeza de que aquele deputado mais votado vai ser eleito”, disse o líder do PMDB no Senado, Raimundo Lira Lira (PB) .

Segundo o senador José Agripino (DEM-RN), não há como não votar a reforma política. “Não interessa clima desfavorável. Você vai ter que montar um esquema de votação compulsório, porque, se não, você não tem eleição com regras definidas. Não interessa negócio de clima. Interessa que você vai ter que votar. Não tem plano B: ou vota, ou vota”, afirmou.

Financiamento

A expectativa é que a Câmara vote em agosto o relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) em uma comissão especial e também no plenário da Casa. O relator propõe a criação de um fundo de R$ 3,5 bilhões para bancar as eleições do ano que vem. Nos anos seguintes, o Fundo Especial de Financiamento da Democracia seria de R$ 2 bilhões.

Antes do recesso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), também se manifestou sobre o fundo. “Essa é uma matéria que tenho muita dificuldade de tratar. Não sei se a sociedade vai compreender o uso de recursos novos para financiamento de campanha num momento de dificuldade, crise e desemprego.”

No relatório, Vicente Cândido mantém a doação por pessoas físicas até o limite de 10% do rendimento declarado no Imposto de Renda. Os candidatos a cargos proporcionais (vereadores e deputados) poderiam financiar, com dinheiro do próprio bolso, até 5% da campanha de 2018. Mas isso seria proibido para os cargos majoritários (prefeito, governador, presidente e senador).

Para a senadora Regina Souza (PT-PI), o FFD pode reduzir fraudes e irregularidades no financiamento eleitoral. “É mais fácil fiscalizar. É só o Tribunal Superior Eleitoral montar um esquema de fiscalização que dá para pegar as pessoas que abusarem, mas não deixa de ter aquela compra clandestina, que é o cabo eleitoral recebendo dinheiro para angariar votos. Isso está na cultura eleitoral deste país, infelizmente”, afirmou Regina.

Sistema Eleitoral Misto

Vicente Cândido também é relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/2013), que o modo de escolher vereadores e deputados estaduais, distritais e federais. Hoje, eles são eleitos pelo sistema proporcional, em que todos os votos vão para os partidos e as coligações, e não para o candidato. O relator defende um modelo misto: metade dos parlamentares continuaria sendo eleita de forma proporcional e metade pelo voto majoritário em distritos eleitorais.

O relator explicou que o sistema eleitoral misto valeria apenas a partir de 2020 e sugeriu que, em 2018, deputados federais, estaduais e distritais ainda sejam eleitos pelo modelo proporcional. No entanto, isso ainda não é consenso entre os parlamentares.

Outros dois temas da reforma política também dependem de análise dos deputados. Um deles é tratado na PEC 282/16, que foi aprovada no ano passado pelo Senado. O texto proíbe as coligações nas eleições proporcionais a partir de 2020 e impõe regras para que os partidos tenham acesso ao dinheiro do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV.

Pela proposta que, antes de seguir para o plenário, aguarda parecer de uma comissão especial da Câmara, só recebe o benefício a legenda que, em 2018, garantir 2% dos votos válidos nas eleições para a Câmara em pelo menos 14 estados, com 2% de votos válidos em cada um deles. A partir de 2020, o corte sobe para 3% dos votos em 14 estados. A relatora é a deputada Shéridan (PSDB-RR).

Alguns senadores defendem a cláusula de barreira. Mesmo aqueles de partidos pequenos, que podem sofrer as consequências diretas das novas regras com as novas regras, como, por exemplo, a Rede. Para o senador Randolfe, é inaceitável e inviável um sistema político com 33 partidos.

Agência Brasil

26/07/2017 10:08

Carteira de habilitação digital começará a valer em fevereiro de 2018

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta terça-feira, 25, a Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). Com a medida, os motoristas terão, além do documento físico, o arquivo virtual da CNH, acessado por meio de um aplicativo para smartphones. A novidade entra em vigor a partir de fevereiro de 2018. 

A CNH eletrônica poderá ser apresentada no lugar da carteira física e vai ser identificada pela leitura do QRCode (código de barras bidimensional que pode ser escaneado) ou certificado digital. A nova carteira terá a mesma validade do documento impresso, que continuará a ser emitido normalmente.

Para adquirir a CNH Eletrônica, o motorista deverá se cadastrar no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) com um certificado digital. O acesso ao documento dependerá da digitação de uma senha. O sistema, que está em fase de testes, ainda permitirá o bloqueio do aplicativo caso o celular seja extraviado.

Estadão

25/07/2017 08:08

Brecha na Lei da Ficha Limpa pode beneficiar Lula na eleição de 2018

Se for condenado em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode recorrer a cortes superiores para garantir sua candidatura na eleição do próximo ano.

A Lei da Ficha Limpa impede que candidatos condenados por órgão colegiados (formados por grupos) sejam candidatos, mas um de seus artigos deixa uma abertura.

Ele estabelece que os tribunais superiores, a pedido dos réus, podem suspender a inelegibilidade de candidatos já condenados na Justiça. Seria uma espécie de liminar concedida em meio à campanha.

Lula foi condenado no último dia 12 por Sergio Moro a 9,5 anos de prisão por corrupção e lavagem e recorre em liberdade. O caso irá para a segunda instância, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, com sede em Porto Alegre. (mais…)

24/07/2017 10:22

Por regras para 2018, Congresso deve aprovar reforma política esvaziada

O Congresso deve votar em agosto um projeto esvaziado de reforma política, com foco na criação de mais um fundo público de financiamento dos candidatos.

Os parlamentares estudam retomar o modelo de doações empresariais, proibido desde 2015 pelo STF (Supremo Tribunal Federal), apesar do escândalo da Lava Jato, que atingiu em cheio empresas doadoras de campanhas.

Apesar do grande volume de propostas debatidas na Câmara e no Senado –que incluem até a volta do parlamentarismo o resultado final tende a ser esquálido.

A comissão da reforma política foi criada em março ma Câmara, mas o projeto tramita com lentidão. O assunto ficou em segundo plano em meio à crise política.

O parecer do relator Vicente Cândido (PT-SP) foi concluído há mais de três meses, mas ainda não passou por votação nem mesmo no próprio colegiado. (mais…)

21/07/2017 11:37

Natal pode sediar edição da Campus Party em 2018

O Rio Grande do Norte terá a chance de receber, pela primeira vez, uma edição especial da Campus Party, evento conhecido como a maior experiência tecnológica do mundo nas áreas de ciência, criatividade, games, empreendedorismo e entretenimento digital. Para concretizar a sua realização, representantes do Fórum de Reitores do Estado e professores universitários estiveram reunidos com o Governo do Estado, nesta segunda-feira, 10, no auditório da Governadoria.

O embaixador da Campus Party e professor do Departamento de Artes (Deart) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Dino Santos, esteve presente no encontro e enfatizou a importância do evento para impulsionar a economia do conhecimento e fortalecer o empreendedorismo. “A Campus Party tem o potencial de atrair novas startups e mentes brilhantes para Natal, que pode ser conhecida mundialmente como uma cidade inteligente”, destacou o professor.

A secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Cunha, sinalizou motivação em efetivar o apoio para receber o evento em parceria com as universidades e o município. Além disso, solicitou a criação de um grupo de estudo para definir detalhes como recursos e estrutura do evento. “Saio daqui muito motivada para que um compromisso seja firmado pelo Governador Robinson Faria de modo que possamos nos candidatar a cidade sede deste grande evento”, disse.

Para a reitora da UFRN e presidente do Fórum de Reitores, Ângela Maria Paiva Cruz, a Campus Party contribuirá para o desenvolvimento de soluções cujos beneficiários principais serão os cidadãos, tendo como âncoras as universidades locais. “Precisamos dar as mãos e buscar parcerias para promover a iniciativa que vem ao encontro de ações e projetos em implantação no estado, entre eles o Parque Tecnológico Metrópole Digital e o Poti Parque”, ressaltou.

Participaram do encontro, representantes da UFRN, UFERSA, UERN, FAPERN, Secretários de Estado, Prefeitura de Natal e Câmara Municipal.

Sobre a Campus Party

A Campus Party é a maior experiência tecnológica do mundo, que une jovens geeks em torno de um festival de inovação, criatividade, ciências, empreendedorismo e universo digital. Criada na Espanha em 1997, atualmente é promovida em 20 países, entre eles o Brasil, onde acontece desde 2008 na cidade de São Paulo. Sua estrutura conta com arena, camping, open campus, palestras, workshops e hackatons (maratonas de programação).

19/07/2017 11:18

Presença ou ausência de Lula na urna definirá o perfil da eleição em 2018

A condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou status de definidora de cenários para a eleição do ano que vem, praticamente empatando com o impacto da Lava Jato nas conversas com líderes políticos.

É consenso que a permanência ou não de Lula na urna eletrônica irá determinar que tipo de pleito ocorrerá e qual o perfil de seus candidatos, independentemente do fato de que a viabilidade de o petista ser eleito ser bastante remota no cenário atual.

O ex-presidente no páreo obrigará a construção de uma candidatura mais forte no campo conservador/governista, com retórica antipetista afiada. É isso ou arriscar ver o ex-presidente rumar ao segundo turno contra o nosso equivalente ao clã Le Pen francês, Jair Bolsonaro, com amplas chances de uma hoje improvável vitória lulista.

O tucano João Doria é hoje quem se coloca melhor nesse papel. O prefeito paulistano, contudo, joga no time do governador Geraldo Alckmin, que vem costurando sua candidatura com solidez e tem preferência na fila. Isso se conseguir unir o partido, cada dia mais fragmentado.

A questão é saber o óbvio: se o governador irá livrar-se das acusações na Lava Jato, se consegue decolar em pesquisas, se logra ser minimamente conhecido no Nordeste e, por fim, se tem a chama do antipetismo necessário.

Um aliado do tucano lembra seu desempenho na reeleição de 2014, quando São Paulo deu uma vitória esmagadora ao PSDB no pleito nacional, e o fato de que um Doria candidato a governador poderia manter esse palanque mais agressivo no maior colégio eleitoral do país -enquanto Alckmin buscaria vender outra imagem fora de suas fronteiras. Não soa fácil.

Sem Lula, contudo, o cenário é totalmente diverso. Primeiro pela lacuna à esquerda, embora a pecha de perseguido que o ex-presidente irá trombetear se impedido deverá funcionar como excelente cabo eleitoral. Mas a disputa fica mais complexa mesmo ao centro.

Sem a necessidade de uma estridência antipetista, Alckmin ganha densidade. Mas também é previsível que a antiga terceira via representada pela ex-senadora Marina Silva (com ou sem o “punch” de um Joaquim Barbosa) irá emergir com mais força, assim como talvez um outro nome no condomínio governista.

Temer, se estiver no cargo como a conjunção astral da semana parece indicar, será invariavelmente um peso para qualquer postulante -daí o balé de Alckmin para defender desembarque do PSDB após reformas, seja lá o que for isso. Mas se houver algo que se assemelhe a uma recuperação econômica mais visível, o que parece improvável, uma vaga se abre.

Esse cenário é o que mais reproduz, de saída, a barafunda do pleito de 1989. Quaisquer 15% de intenção de voto viram perspectiva de segundo turno. Os mais otimistas, como o filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca, acreditam que o debate seria estimulado e o ambiente, arejado. Eu tendo a duvidar da possibilidade de discussões reais em campanhas eleitorais, mas ser pessimista é “default” nessas terras.

Seja como for, tudo isso apenas comprova que Lula segue sendo o ator político mais importante do Brasil. Desgraçadamente para o país, já que esse tipo de dependência apenas prova a infância institucional da pátria, para não entrar em considerações pessoais ou morais.

O pior é esperar o rosário de recursos que deverá atrasar a decisão de segunda instância que pode ou não tirar Lula de cena. Tudo gira em torno disso, salvo mais piruetas no roteiro da crise nossa de cada dia. Não gostaria de estar na pele dos magistrados do TRF-4 em Porto Alegre.

Folha deS.Paulo

13/07/2017 09:30

Condenação de Lula agita xadrez eleitoral para 2018

Para João Doria (PSDB), foi a derrota do “maior cara de pau do Brasil”. Segundo Marina Silva (Rede), uma prova de que “ninguém está acima da lei”.

Vaticinou Ciro Gomes (PDT): “É o grande responsável político pelo momento terrível pelo qual passa o país”. Já Jair Bolsonaro (PSC) ofereceu “minha continência” ao juiz responsável pelo desfecho de quarta (12), Sergio Moro.

Ao sentenciar Lula (PT) a nove anos e seis meses de prisão (pena que só será cumprida se o ex-presidente for condenado também pela segunda instância), Moro colateralmente ajudou a agitar o xadrez eleitoral de 2018.

Pesquisa Datafolha de junho apontou Lula como líder das intenções de voto (30%) no pleito do ano que vem, seguido por Bolsonaro (16%) e Marina (15%).

Neste cenário testado, o governador paulista, Geraldo Alckmin, é o candidato do PSDB e tem 8% da preferência popular. (mais…)

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.

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