Notícias com a tag "lava-jato"

15/08/2017 08:50

Em 1ª reunião com Janot, Dodge acena a procuradores da Lava Jato na PGR

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encontrou-se nesta segunda-feira (14) com sua sucessora, a subprocuradora-geral Raquel Dodge, na primeira reunião realizada entre os dois para discutir a transição na cúpula do Ministério Público Federal.

Dodge reiterou, no encontro, o convite para que os procuradores que integram o grupo de trabalho da Lava Jato na PGR (Procuradoria-Geral da República) permaneçam em suas funções, segundo nota divulgada pela assessoria da instituição. A futura procuradora-geral já havia dito, durante sua campanha, que convidaria os investigadores para continuar no gabinete.

O mandato de Janot termina em 17 de setembro. Dodge tomará posse no dia 18. Ela foi nomeada pelo presidente Michel Temer no mês passado.

O grupo de trabalho da Lava Jato na PGR é formado por nove procuradores que ajudam Janot a investigar políticos com foro privilegiado.

Segundo interlocutores de Dodge, dois desses membros, Sérgio Bruno Fernandes e Wilton Queiroz, já trabalharam com ela nas investigações resultantes da Operação Caixa de Pandora, que tiveram como alvo o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Segundo a nota da PGR, Janot considera as reuniões de transição importantes para evitar a descontinuidade das investigações. “As equipes trabalham de forma profissional e visando o interesse público. O Ministério Público sai fortalecido com isso”, disse Janot.

Na última terça-feira (8), Dodge gerou polêmica ao se encontrar com o presidente Temer no Palácio do Jaburu. O encontro não constava da agenda do peemedebista e veio a público porque foi registrado por um cinegrafista da TV Globo por volta das 22h.

Neste domingo (13), Dodge divulgou um e-mail, enviado por ela ao gabinete da Presidência um dia antes do encontro, solicitando a reunião. Segundo a futura procuradora-geral, os dois conversaram sobre o horário da cerimônia de sua posse, marcada para o mês que vem.

Folha de S. Paulo

14/08/2017 11:39

Dodge tem que se explicar sobre encontro com Temer, diz procurador da Lava Jato

Integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse nesta segunda-feira (14) que “encontros fora da agenda não são ideais para a situação de nenhum funcionário público”.

Ele foi questionado, em evento sobre compliance (atividades internas das empresas para evitar e detectar desvios) em São Paulo, sobre o encontro da sucessora de Rodrigo Janot na PGR (Procuradoria-Geral da República), Raquel Dodge, com o presidente Michel Temer que não constava na agenda presidencial.

“Nós mesmos [procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba] às vésperas do dia da votação do impeachment fomos convidados a comparecer ao Palácio do Jaburu à noite e nos recusamos, porque entendíamos que não tínhamos nada a falar com o eventual futuro presidente do Brasil naquele momento”, disse Lima.

Dodge se reuniu com Temer no último dia 7 e, neste domingo (13), afirmou que formalizou o pedido da reunião por e-mail, na véspera da sua realização.

O encontro não estava registrado na agenda do presidente, mas, segundo a secretaria de comunicação da Procuradoria, constava na de Dodge. Como ela ainda não assumiu o cargo de procuradora-geral, não tem a agenda pública. Em relação ao motivo da conversa, Dodge afirmou à Folha, que se reuniu com o presidente para discutir a data da posse no cargo.

Para Carlos Fernando dos Santos Lima, “é claro” que a sucessora de Janot tem que se explicar. “Ela deu uma explicação e tem que ser cobrada pelas consequências desse ato”, disse.

Questionado se o encontro comprometia Dodge ou se as explicações eram satisfatórias, ele disse que a questão cabia ao corregedor do Ministério Público Federal.

“Eu posso dizer por nós. Nós tivemos uma situação semelhante e nos recusamos a comparecer. Nós temos agora que avaliar uma consequência dentro da política que o Ministério Público vai ter a partir da gestão dela”, afirmou Lima.

“Todo funcionário público é responsável pelos atos que tem. Infelizmente não há como fugir da responsabilização perante a sociedade.”

O procurador faz, na manhã desta segunda na zona sul paulistana, uma palestra sobre investigações anticorrupção, em fórum organizado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio).

Folha de S. Paulo

08/08/2017 11:24

Lava Jato denuncia Sérgio Cabral mais duas vezes

O MPF-RJ (Ministério Público Federal no Rio de Janeiro) ofereceu à Justiça mais duas denúncias contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) a partir de investigações da Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Estado.

Além dele, mais 23 pessoas foram denunciadas. Essas são a 13ª e 14ª denúncia contra o peemedebista, que se encontra preso desde o ano passado. A Operação Ponto Final foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 5 de julho.

Segundo as investigações, Cabral recebeu ao menos R$ 122,8 milhões em propina entre 2010 e 2016 –ele deixou o cargo em 2014–, para editar decretos, projetos de lei e outros dispositivos oficiais a fim de favorecer as empresas de ônibus que atuam no Estado.

Para o MPF, “sempre que havia reajuste” da tarifa das linhas de ônibus intermunicipais, Cabral recebia “prêmios” da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), que reúne dez sindicatos de empresas de ônibus que atuam no Estado.

Os R$ 122,8 milhões integram um conjunto maior de pagamentos ilícitos, na ordem de R$ 260 milhões, apurado na investigação. Os procuradores darão mais detalhes sobre as denúncias durante do dia. Uma entrevista à imprensa marcada para a manhã terça-feira (8). (mais…)

05/08/2017 10:30

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Temer diz que saída de Janot deixará Lava Jato no ‘rumo correto’

Após a Câmara barrar a denúncia por corrupção passiva, com o apoio de 263 deputados, o presidente Michel Temer disse que as mudanças na Procuradoria-Geral da República “darão o rumo correto à Lava Jato”. Em seu gabinete, redecorado, Temer também não descartou a possibilidade de troca de comando na Polícia Federal e afirmou que nunca pretendeu destruir a operação da qual virou alvo. “O rumo certo é o cumprimento da lei”, disse, em entrevista ao Estadão/Broadcast, quando questionado sobre qual caminho vislumbra para a Lava Jato, de agora em diante. Autor da denúncia chamada por Temer de “ridículo jurídico”, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deixa o cargo em 17 de setembro.

Em uma hora de entrevista, o presidente procurou amenizar as traições na base aliada durante a votação da denúncia e apostou na aprovação de uma reforma da Previdência mais enxuta em setembro. Temer afirmou que não haverá retaliação aos infiéis, mas sugeriu que quem não vota com o governo deveria entregar os cargos. Questionado sobre a divisão no PSDB, que ameaça deixar a Esplanada, ele disse esperar apoio dos tucanos nas próximas batalhas no Congresso. “Quem estiver sentindo-se mal no PSDB sairá do governo, não tenho dúvida. Não estou dizendo o partido como um todo, porque lá há uma divisão muito grande.”

Procurado nesta sexta-feira à noite, 4, para falar sobre as declarações do presidente, Janot não respondeu até a publicação da entrevista. (mais…)

03/08/2017 10:17

59% dos deputados investigados pela Lava Jato votaram para arquivar denúncia

O arquivamento da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara contou com uma mãozinha de 36 deputados investigados pela Operação Lava Jato, a mesma que acusa o chefe do Executivo federal de ter sido beneficiário de uma propina de R$ 500 mil paga pela holding J&F, dona do frigorífico JBS.

Dos 61 deputados investigados pela Lava Jato, 59% deles foram aos microfones do plenário da Câmara para votar pelo arquivamento da acusação (veja abaixo como votou cada um dos investigados).

Por outro lado, 24 alvos da Lava Jato na Câmara (39% dos investigados) se manifestaram a favor da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR). A maioria dos que votaram contra o arquivamento é integrante de partidos que fazem oposição ao governo Michel Temer (13 do PT e 1 do PC do B).

Desses 24, apenas 10 fazem parte da base aliada do presidente da República.

  • 4 do PP
  • 3 do PSDB
  • 1 do PSD
  • 1 do PTB
  • 1 do DEM

Na sessão desta quarta (2), a Câmara dos Deputados barrou, por 263 votos a 227, o prosseguimento da denúncia apresentada em junho pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na votação, Temer ainda foi beneficiado com as ausências de 19 dos 513 deputados, além das duas abstenções registradas. Todas as ausências contavam a favor do peemedebista, na medida em que dificultavam a oposição a alcançar o número mínimo de votos necessários para autorizar o andamento da denúncia.

Para que a acusação de corrupção seguisse para a análise do STF, ao menos, 342 deputados precisariam ter votado contra o relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que recomandava o arquivamento da acusação. Agora, a ação ficará arquivada até que Temer conclua o mandato de presidente.

Veja como votou cada deputado investigado na Lava Jato:

  • José Carlos Aleluia (DEM-BA)SIM
  • Missionário José Olímpio (DEM-SP)SIM
  • Ônix Lorenzoni (DEM-RS)NÃO
  • Rodrigo Maia (DEM-RJ)ART. 17
  • Daniel Almeida (PCdoB-BA)NÃO
  • Altineu Cortes (PMDB-RJ)SIM
  • Aníbal Gomes(PMDB-CE)SIM
  • Daniel Vilela (PMDB-GO)SIM
  • Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)SIM
  • Afonso Hamm (PP-RS)NÃO
  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)SIM
  • Arthur Lira (PP-AL)SIM
  • Cacá Leão (PP-BA)SIM
  • Dilceu Sperafico (PP-PR)SIM
  • Dimas Fabiano (PP-MG)SIM
  • Eduardo da Fonte (PP-PE)SIM
  • Jerônimo Goergen(PP-RS)NÃO
  • José Otávio Germano (PP-RS)SIM
  • Júlio Lopes (PP-RJ)SIM
  • Lázaro Botelho (PP-TO)SIM
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)NÃO
  • Luiz Fernando Faria (PP-MG)SIM
  • Mário Negromonte Jr (PP-BA)SIM
  • Nelson Meurer (PP-PR)SIM
  • Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)SIM
  • Renato Molling (PP-RS)SIM
  • Roberto Balestra (PP-GO)SIM
  • Roberto Britto (PP-BA)SIM
  • Simão Sessim(PP-RJ)SIM
  • Waldir Maranhão (PP-MA)NÃO
  • Arthur Maia (PPS-BA)SIM
  • Alfredo Nascimento (PR-AM)SIM
  • João Carlos Bacelar (PR-BA)SIM
  • Milton Monti (PR-SP)SIM
  • Beto Mansur (PRB-SP)SIM
  • Celso Russomano (PRB-SP)SIM
  • Heráclito Fortes (PSB-PI)SIM
  • José Reinaldo (PSB-MA)SIM
  • André Moura(PSC-SE)SIM
  • Antônio Brito (PSD-BA)NÃO
  • Fábio Faria (PSD-RN)SIM
  • Betinho Gomes (PSDB-PE)NÃO
  • Bruno Araújo(PSDB-PE)SIM
  • João Paulo Papa (PSDB-SP)NÃO
  • Jutahy Júnior (PSDB-BA)NÃO
  • Yeda Crusius (PSDB-RS)SIM
  • André Sanchez (PT-SP)NÃO
  • Arlindo Chinaglia Júnior(PT-SP)NÃO
  • Carlos Zaratinni (PT-SP)NÃO
  • Décio Lima (PT-SC)NÃO
  • José Guimarães (PT-CE)NÃO
  • Marco Maia (PT-RS)NÃO
  • Maria do Rosário (PT-RS)NÃO
  • Nelson Pellegrino (PT-BA)NÃO
  • Vander Loubet (PT-MS)NÃO
  • Vicente Candido (PT-SP)NÃO
  • Vicentinho (PT-SP)NÃO
  • Zeca Dirceu (PT-PR)NÃO
  • Zeca do PT (PT-MS)NÃO
  • Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)NÃO
  • Paulo Pereira da Silva (SD-SP)SIM

G1

03/08/2017 08:59

Polícia Federal deflagra Operação Rio 40 Graus

A Polícia Federal deflagrou no início na manhã de hoje (3) a Operação Rio 40 Graus que tem como objetivo desarticular um esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina a servidores públicos nas esferas federal e municipal envolvendo as obras do BRT Transcarioca e o do Programa de Despoluição da Bahia de Jacarepaguá.

A Operação, que faz parta da nova fase da Lava Jato no Rio de Janeiro, é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal. Segundo informações da Polícia Federal o pagamento se dava a partir de simulação de pagamentos fictícios de advocacia e entrega de valores em espécie desviados das obras acima citadas.

A operação envolve 76 policiais federais com cumprimento de nove mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, três mandados de condução coercitiva e 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas.

A operação se desenrola no Rio de Janeiro nos bairros do Recreio, de  Jacarepaguá e da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital; no centro da cidade; em Copacabana e Botafogo, na zona sul; e em Vila Isabel, Tijuca e Rocha, na zona norte, e em Jacarepaguá, zona oeste. No grande Rio, há operações em Niterói Boa Viagem, Icaraí, São Francisco, Itaipu, Fonseca e Camboinhas; e em São Paulo, no Recife e em Petrolina (PE).

Em nota, a Polícia Federal informa que as investigações tiveram início há cerca de oito meses e indicam o pagamento de pelo menos R$ 35,5 milhões em vantagens indevidas a autoridades públicas e servidores públicos municipais pertencentes ao grupo criminoso. Um dos alvos da Operação é  o ex-secretário municipal de obras da prefeitura do Rio Alexandre Pinto  que segundo informações iniciais foi preso em sua casa, em Jacarepaguá, na zona oeste.

Agência Brasil

27/07/2017 10:05

Foto: Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil

Ex-presidente do BB e Petrobras pediu R$ 20 milhões em propina, diz Lava Jato

O ex-presidente da Petrobras teria recebido ao menos R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht para não prejudicar a empresa em futuras contratações, segundo informações das equipes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na Lava Jato.

Bendine foi preso temporariamente hoje (27) em São Paulo, na 42ª fase da Lava Jato, denominada Operação Cobra. Foram cumpridos outros dois mandados de prisão temporária em Pernambuco.

Segundo as investigações, antes de receber os R$ 3 milhões, em 2015, Bendine pediu outros R$ 17 milhões de propina à Odebrecht quando ainda era presidente do Banco do Brasil. Em troca, ele atuaria para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial.

Histórico

Bendine presidiu o Banco do Brasil entre abril de 2009 e fevereiro de 2015, quando substituiu Graça Foster na presidência da Petrobras.

A investigação contra Bendine teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex-  presidente-executivo do grupo Odebrecht, e de Fernando Reis, executivo da companhia.

Por entender que Bendine não tinha poder para influenciar na rolagem do empréstimo, a empresa decidiu não pagar os R$ 17 milhões, mas acabou aceitando repassar, posteriormente, R$ 3 milhões para garantir seus interesses na Petrobras, disseram os procuradores.

Os indícios mostram que os pagamentos foram feitos em três repasses de R$ 1 milhão, todos em 2015, feitos por meio de contratos fictícios de consultoria junto a uma empresa laranja, informou o MPF.

Na nota do MPF, o procurador da República Athayde Ribeiro Costa destacou a audácia dos envolvidos. “É incrível topar com evidências de que, após a Lava Jato já estar em estágio avançado, os criminosos tiveram a audácia de prosseguir despojando a Petrobras e a sociedade brasileira”, disse.

A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa de Bendine.

Agência Brasil

27/07/2017 08:19

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Nova fase da Lava Jato tem como alvo ex-diretor da Petrobras e do BB

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira (27) mandados judiciais, entre eles, três de prisão temporário e 11 de busca e apreensão na 42ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Cobra. Os alvos principais, segundo nota do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), são Aldemir Bendine, ex-diretor da Petrobras e do Banco do Brasil (BB), e operadores financeiros suspeitos de participarem do recebimento de R$ 3 milhões em propinas pagas pela Odebrecht.

Bendine esteve no comando do BB entre 17 de abril de 2009 e 6 de fevereiro de 2015, e foi presidente da Petrobras entre 6 de fevereiro de 2015 e 30 de maio de 2016. De acordo com o MPF-PR, existem evidências de que ele pediu propina à Odebrecht AgroIndustrial.

“Numa primeira oportunidade, um pedido de propina no valor de R$ 17 milhões realizado por Aldemir Bedine à época em que era presidente do Banco do Brasil, para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht AgroIndustrial. Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, executivos da Odebrecht que celebraram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, teriam negado o pedido de solicitação de propina porque entenderam que Bendine não tinha capacidade de influenciar no contrato de financiamento do Banco do Brasil”, diz a nota

Além disso, segundo o MPF, “há provas apontando que, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, o que ocorreu em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis. Desta vez, as indicações são de que o pedido foi feito para que o grupo empresarial Odebrecht não fosse prejudicado na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato.”

Agência Brasil

25/07/2017 11:10

MPF prorroga por seis meses trabalhos da Lava Jato no Rio

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) autorizou hoje (25) a prorrogação por seis meses da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos 11 membros do conselho, presidido pelo procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, e integrado também por sua sucessora, Raquel Dodge, que assumirá o comando da PGR em setembro.

A força-tarefa da Lava Jato no Rio foi criada em junho de 2016 para trabalhar em 20 processos sobre desvios na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, cuja sede fica no estado. De início com três procuradores, o grupo conta hoje com 10.

A decisão desta terça-feira do CSMPF prorrogou por mais seis meses a dedicação exclusiva de cinco procuradores que atuam na força-tarefa da Lava Jato no Rio, que nos últimos meses passou a cuidar também de outras dezenas de processos oriundos das investigações sobre desvios na administração do ex-governador Sérgio Cabral.

Durante a reunião, Janot elogiou a indicação de Dodge como sua sucessora, destacando que o Ministério Público passará pela primeira vez a ser comandado por uma mulher.

Agência Brasil

24/07/2017 09:44

Estridente, trio de deputados assume linha de frente da defesa de Temer

Quarta-feira, 17 de maio, 19h30. Eclodia a mais grave crise do governo Michel Temer até o momento: o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, havia gravado o presidente, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Darcísio Perondi (PMDB-RS) estava no carro a caminho da Câmara.

Carlos Marun (PMDB-MS) aguardava uma audiência na antessala do ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), no quarto andar do Palácio do Planalto.

Um piso abaixo, Beto Mansur (PRB-SP) esperava o presidente na porta de seu gabinete com um pendrive na mão para apresentar sua expectativa de votos para a reforma da Previdência.

Dois meses depois, o trio, que um ano antes havia trabalhado pelo impeachment de Dilma Rousseff, assumiu a defesa do presidente. (mais…)

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.