Notícias com a tag "temer"

15/09/2017 08:47

Veja as manifestações dos denunciados pela PGR

Após a denúncia oferecida nessa quinta-feira (14) pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra o presidente Michel Temer; dois ministros e quatro ex-deputados do PMDB e os executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, os denunciados divulgaram notas e comunicados em rejeitam as acusações.

Na denúncia, o presidente Michel Temer e parlamentares do partido são acusados de organização criminosa ao participarem de um suposto esquema de corrupção com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. Além do crime de organização criminosa, o presidente Temer também foi acusado pelo PGR por tentar obstruir a Justiça. Os denunciados da sigla são: os ex-deputados Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures; e os ministros da Casa Civil Eliseu Padilha e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

Michel Temer

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota há pouco em que critica a segunda denúncia apresentada pelo procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer.

A Presidência da República classificou a nova denúncia como  “marcha irresponsável para encobrir suas próprias falhas” e uma tentativa de “criar fatos” para “encobrir a necessidade urgente de investigação sobre pessoas que integraram sua equipe”.

PMDB

Por meio de nota, o PMDB lamentou o que classificou como “ato de irresponsabilidade” de Janot. “Toda a sociedade tem acompanhado os atos nada republicanos das montagens dessas delações. A Justiça e sociedade saberão identificar as reais motivações do procurador”, afirmou o partido.

Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse acreditar que o Judiciário não vai acatar a denúncia. “A denúncia contra o ministro Eliseu Padilha está amparada em delatores que, sem compromisso com a verdade, contaram as histórias que pudessem lhes dar vantagens pessoais ante o Ministério Público. Ao final, com a inexistência de provas, o Poder Judiciário decidirá por sua inocência”, diz nota da Casa Civil.

Moreira Franco

Já o ministro Moreira Franco, também em nota, criticou o embasamento da denúncia e afirmou que não cometeu irregularidades. “Reitero que jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Essa denúncia foi construída com a ajuda de delatores mentirosos que negociam benefícios e privilégios. Responderei de forma conclusiva quando tiver conhecimento do processo”, afirmou.

Eduardo Cunha

Ex-presidente da Câmara dos Deputados o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba, acusou, por meio de sua defesa, os delatores de falarem “tudo o que o Ministério Público” quer ouvir. “Sobre a nova denúncia oferecida pela PGR, a defesa de Eduardo Cunha tem a dizer que provará no processo o absurdo das acusações postas, as quais se sustentam basicamente nas palavras de um reincidente em delações que, diferentemente dele, se propôs a falar tudo o que o Ministério Público queria ouvir para fechar o acordo de colaboração”, disse o ex-deputado.

Rodrigo Rocha Loures

Por meio de seu advogado, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que está em prisão domiciliar, disse que não participou de “nenhum acordo de pagamento ou recebimento de propinas atribuído” à legenda. “Rodrigo era apenas um assessor pessoal do Presidente e não tinha nenhuma intervenção em atividades financeiras, ao contrário da recente denúncia contra o PMDB da Câmara. A defesa repudia veemente mais uma denúncia leviana de Rodrigo Janot”, escreveu a defesa.

Geddel Vieira Lima 

A defesa de Geddel Vieira Lima informou em nota que “rechaça categoricamente às imputações veiculadas na denúncia oferecida, de inegável fragilidade narrativa e probatória, reservando-se a rebatê-las em juízo, quando oportunizado o contraditório. Mais uma vez, antes de qualquer manifestação do Poder Judiciário, veicula-se o conteúdo da acusação, em que pese a reserva de sigilo que legalmente recai sobre
o seu conteúdo, quiçá na tentativa de emparedar e pressionar os julgadores. Registra, desde já, o evidente excesso nas denúncias formuladas, eis que Geddel Vieira Lima é duplamente acusado pela alegada e jamais comprovada prática de uma única conduta”. Geddel Vieira Lima está preso na Penitenciária da Papuda.

Joesley Batista e Ricardo Saud

O advogado dos executivos da J&F, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse, em nota, diz que o procurador Rodrigo Janot “em vias de deixar o cargo, tratou de usurpara competência do Supremo Tribunal Federal ao querer rescindir unilateralmente o acordo de delação homologado pelo ministro Fachin [Edson, do STF]”. Ao denunciar os executivos, Janot decretou a perda de imunidade penal dos delatores.

Segundo o advogado, a denúncia é “fundada justamente em provas produzidas na delação que agora quer rescindir, isso tudo sem sequer esperar a manifestação do Supremo a respeito da validade ou não do acordo”. ” A procuradoria, já há tempos, tem tentado agir como se fosse o próprio Poder Judiciário. E, ao que parece, todo esse turbilhão de acontecimentos e medidas drásticas e nada usuais, tomadas claramente de afogadilho, evidentemente por estar o procurador em final de mandato, parece demonstrar certa desconfiança com a nova gestão, pois trata-se de criar fatos bombásticos, a atrair toda da atenção da imprensa e dos Poderes da República, na busca de um gran finale”.

Agência Brasil (mais…)

15/09/2017 08:37

Nova denúncia contra Temer recebe cobertura de rotina e motiva piadas

Com enunciados semelhantes nas páginas iniciais de “Wall Street Journal” e “Financial Times” e no “New York Times”, “Temer, do Brasil, enfrenta mais denúncia criminal”.

Via Twitter, correspondentes estrangeiros no Brasil já reagiram com humor —como Shannon Sims, que escreve no “Washington Post” e anotou o que chama de “sinal dos tempos: brasileiros estão mais chocados com o cancelamento do show de Lady Gaga”.

Já o analista brasileiro da consultoria de risco Eurasia, João Augusto de Castro Neves, comparou a política do país ao dia da marmota, que se repete sem parar no filme “Groundhog Day”, com Bill Murray (Feitiço do Tempo, 1993). “Mas é menos engraçada.”

Antes mesmo da nova denúncia, o “WP”publicou longo perfil intitulado “Conheça o corrupto e enjaulado político que aterroriza o resto da elite política do Brasil”, com foto de Eduardo Cunha.

Abre o texto afirmando que “Temer não é o único político brasileiro que pode querer que Cunha mantenha a sua boca fechada”. E encerra anotando que o ex-presidente da Câmara poderá “puxar uma última carta na manga e acabar com Temer”.

ETHOS

Já o “WSJ” se concentrou em Gilmar Mendes, “o juiz brasileiro que provoca ira”, segundo o título. Diz que o ministro do Supremo “impediu a derrubada do conservador Temer” e “soltou o bilionário Eike Batista da cadeia”.

Ressalta declaração dada por ele ao próprio jornal: “O ethos [conjunto de valores] de um país não pode ser a luta contra a corrupção”. Mendes critica “uma ala da mídia” que só aceita prisão como “bom julgamento”.

Nelson de Sá, Folha de S. Paulo

15/09/2017 08:11

Saiba quais são as etapas da segunda denúncia contra Michel Temer

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nessa quinta-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova denúncia contra o presidente Michel Temer sob acusação de organização criminosa e obstrução de Justiça. Assim como na primeira denúncia, caberá à Câmara dos Deputados decidir se a denúncia deve ter continuidade.

A Câmara dos Deputados decidirá se o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ou não investigar o presidente Michel Temer pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, a partir da nova denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A Constituição Federal determina que, para ser autorizada a abertura de investigação contra um presidente da República, são necessários os votos de 342 deputados, ou seja, dois terços dos membros da Casa. Caso contrário, o Supremo não pode dar continuidade ao processo.

A partir do recebimento e da leitura da denúncia na Câmara e da notificação ao acusado, deverão ser seguidos ritos e prazos previstos na Constituição e no Regimento Interno da Casa até a decisão final em plenário.

Saiba quais são os próximos passos:

Relator

Antes de ir ao plenário, a denúncia precisa primeiro ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O presidente do colegiado irá escolher um relator que deverá elaborar um parecer sobre o tema.

Defesa de Temer

É na CCJ que o presidente irá apresentar a sua defesa. O Artigo 217 do Regimento Interno da Câmara, que disciplina as normas para a autorização de instauração de processo criminal contra o presidente e o vice-presidente da República, determina que o acusado ou seu advogado terá o prazo de dez sessões ordinárias da Casa para se manifestar.

Análise na CCJ

A partir da apresentação da defesa do presidente, a CCJ tem cinco sessões da Câmara para a apresentação, discussão e votação do parecer, concluindo pelo deferimento ou indeferimento do pedido de autorização para a investigação. O prazo das cinco sessões poderá ser dividido metade para o relator elaborar o parecer e o restante para discussão e votação do documento. As normas da Casa também permitem pedido de vista da matéria.

Plenário

Concluída a fase na CCJ, o parecer será lido no plenário da Câmara, publicado e incluído na Ordem do Dia da sessão seguinte em que for recebido pela Mesa da Câmara. Encerrada a discussão, o Regimento Interno prevê que o parecer será submetido a votação nominal, pelo processo da chamada dos deputados.

Votação

Para que a Câmara autorize a investigação contra o presidente Michel Temer são necessários os votos de, no mínimo, 342 deputados favoráveis à autorização, o que representa dois terços dos 513 deputados. Se esse número for atendido, o STF está autorizado a aceitar a denúncia. Caso não se atinja os dois terços, a tramitação da denúncia fica suspensa até o fim do mandato. Seja qual for o resultado da votação, o resultado será comunicado à presidente do STF pelo presidente da Câmara.

Primeira denúncia

Em agosto, a Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia contra o presidente Michel Temer. Na ocasião, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou Temer, com base na delação premiada de Joesley Batista, dono do grupo JBS, de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e ter recebido, por intermédio de um ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, investigado pela Operação Lava Jato.

14/09/2017 08:08

Janot finaliza denúncia contra Temer e o acusa de dois crimes

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, concluiu nesta quarta-feira (13) a nova denúncia contra o presidente Michel Temer.

Folha apurou que o peemedebista será acusado dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça.

A peça tem de mais de 200 páginas e a previsão é que seja apresentada até o fim da tarde desta quinta-feira (14) ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Além do presidente, Janot citará a cúpula do PMDB da Câmara, alvo do relatório da Polícia Federal entregue ao Supremo na segunda (12). Nem todos serão acusados sob a suspeita de mais de um crime.

O documento da PGR tem como base as delações de executivos da JBS e do corretor de valores Lúcio Funaro, que teve delação premiada homologada.

De acordo com pessoas próximas às investigações, as acusações contra Temer foram fortalecidas com dados fornecidos por Funaro à Procuradoria.

Esta é a segunda denúncia contra o peemedebista apresentada por Janot com base na delação de executivos da JBS, hoje pivô de uma crise que levou dois colaboradores, Joesley Batista e Ricardo Saud, à prisão.

A colaboração de ambos foi suspensa pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo, mas Janot já declarou que isso não invalida as provas obtidas.

O crime de obstrução de Justiça é caracterizado pela PGR no episódio em que Temer, segundo Janot, deu aval para Joesley comprar o silêncio de Funaro e Eduardo Cunha, ambos presos pela Lava Jato.

A organização criminosa está na atuação do chamado “quadrilha do PMDB da Câmara”. A PF aponta Temer como tendo o “poder de decisão” no grupo.

O presidente nega as acusações.

O mandato de Janot à frente da PGR termina neste domingo (17). No seu lugar, assumirá Raquel Dodge, indicada por Temer.

PROVAS EM XEQUE

A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi barrada no início de agosto pela Câmara.

A nova acusação deve ser submetida novamente aos deputados. Por determinação da Constituição, o caso só será analisado pelo STF se ao menos 342 parlamentares concordarem. Caso contrário, o processo é suspenso até que Temer deixe a presidência.

A denúncia pode demorar para ser enviada à Câmara porque o Supremo adiou nesta quarta a discussão sobre a validade das provas da delação da JBS em meio ao episódio da suspensão da delação.

A nova acusação contra Temer chegará num momento em que o acordo de colaboração da JBS foi colocado em xeque.

O centro da crise é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley Batista, dono da JBS, e o executivo Ricardo Saud indicam possível atuação de Marcello Miller no acordo de delação quando ainda era procurador —ele deixou o cargo oficialmente em 5 de abril. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

Para a equipe de Janot, houve patente descumprimento de dois pontos de uma cláusula do acordo de delação que tratam de omissão de má-fé, o que justificaria rever os benefícios.

Joesley alega que foi apresentado a Miller por Francisco de Assis e Silva, advogado da empresa e também delator, porque estava à procura de alguém para a área de anticorrupção da empresa.

Os delatores argumentam que apenas consultaram Miller em linhas gerais sobre o processo de delação e que acreditavam que ele já havia saído da PGR.

O ex-procurador pediu o desligamento do Ministério Público Federal no dia 23 de fevereiro, mas a saída foi oficializada em 5 de abril.

Para a PGR, há indícios de que Miller tenha cometido o crime de exploração de prestígio, além da possibilidade de ter sido cooptado pela organização criminosa composta pelos executivos da JBS, “passando, em princípio, a integrá-la”.

Joesley e Saud tiveram prisão decretada por Fachin. O pedido de prisão de Miller foi negado pelo ministro. O ex-procurador nega as irregularidades e diz que não usou o cargo público para favorecer a JBS.

Folha de S. Paulo

13/09/2017 11:49

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Temer faz apelo à base aliada para retomar reformas governistas

O presidente Michel Temer fez um apelo para a retomada das discussões das reformas governistas, como a da Previdência, em café da manhã com parlamentares governistas, no Palácio da Alvorada, nesta quarta (13).

Segundo o ministro Maurício Quintella (Transportes), o governo mira a reforma tributária, menos polêmica, e fala em esforço para discutir a previdenciária.

“É preciso reorganizar a base, votar a reforma tributária, que é menos polêmica, e voltar a discutir a reforma da Previdência”, disse.

“A expectativa é que outubro ou novembro seja possível avançar, se não na reforma da Previdência ideal, a possível”, reforçou.

Quintella admitiu que a base parlamentar se encontra desmobilizada neste momento, mas negou que a desmobilização tenha se dado apenas pelas denúncias envolvendo o governo.

Segundo ele, há uma resistência clara de parte do Congresso Nacional em relação à reforma previdenciária em razão da proximidade das eleições.

Ele disse ainda que a Previdência foi atropelada por outros temas, como a reforma política, e medidas provisórias.

Temer expôs os recentes dados econômicos de recuperação, considerados o principal trunfo de seu mandato, e pediu aos parlamentares governistas que, em reposta às críticas ao governo, divulguem as informações.

CRISE POLÍTICA

Com a deflagração de uma nova crise política, Temer pediu à base aliada que defenda o atual governo e que rebata as críticas feitas a ele. Pregou que não se pode ficar em silêncio ou se aquietar diante de acusações contra a administração peemedebista.

“Eu pediria que vocês incentivem os nossos deputados e senadores para fazer um discurso de rebate. Porque, muitas vezes, eu vejo que a pessoa ouve uma coisa negativa e se aquieta, fica em silêncio. Não pode se aquietar”, disse.

Em discurso, ele ressaltou que o país não pode ficar paralisado e que não é hora de se envolver em questões da alçada de outros poderes, em uma referência às investigações contra o governo analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“Se nos envolvermos em outras questões, nós vamos nos embaralhar, nos embaraçar. Certas questões não são da nossa alçada e nós temos de pensar na nossa”, disse.

Em menos de 24 horas, o presidente foi citado em investigação da Polícia Federal e se tornou alvo de inquérito aberto pelo STF. Há ainda a expectativa de apresentação de uma denúncia por obstrução judicial e formação de quadrilha pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Folha de S. Paulo

02/09/2017 09:06

Temer diz a chineses que Brasil está voltando para “o trilho do desenvolvimento”

Ao discursar para investidores chineses, o presidente Michel Temer disse hoje (2), em Pequim, que o Brasil está recuperando o dinamismo da economia e voltando para “o trilho do desenvolvimento”. Em seu terceiro dia de viagem à China, Temer discursou para 360 empresários no encerramento do Seminário sobre Oportunidades de Investimento promovido pela Apex-Brasil.

“Sei, tenho a mais absoluta convicção, pelos encontros que tive nesses dois dias aqui na China, com as autoridades que gentilmente nos receberam, que a China continuará ao lado do Brasil, neste momento em que voltamos para o trilho do desenvolvimento. Sei que os empresários chineses são e seguirão sendo grandes parceiros nessa empreitada”, disse.

Nos dois últimos dias, Temer teve reuniões com o presidente Xi Jinping, com o primeiro-ministro Li Keqiang e com o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Yu Zhengsheng, além dos presidentes das gigantes do setor elétrico State Grid Corporation of China e China Three Gorges Corporation, da empresa de telecomunicações Huawei e do grupo empresarial HNA.

Em seu discurso, Temer lembrou que há um ano falou a empresários chineses em Xangai sobre a agenda de reformas do seu governo para recuperar a economia. “Pois, hoje, passados 12 meses, posso dizer-lhes que a missão está sendo cumprida. O Brasil está de volta e aguardando os empresários chineses”, acrescentou.

Temer e os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, dos Transportes, Maurício Quintella, da Agricultura, Blairo Maggi, de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, apresentaram os projetos de investimento, principalmente o pacote de concessões e privatizações de aeroportos, portos, rodovias e linhas de transmissão lançado na semana passada pelo governo.

O presidente voltou a comentar resultados recentes da economia: “Só para registrar, dados muito recentes revelam que no ano passado o PIB [Produto Interno Bruto] foi negativo no Brasil, mas neste ano, no primeiro trimestre, foi de 1% e, logo agora, neste segundo semestre, mais 0,2%. Portanto, recuperação do PIB brasileiro em pouquíssimo tempo”.

Temer também falou da taxa básica de juros da economia, a taxa Selic, que passou de mais de 14% para 9,25%: “A indicar que até o final do ano talvez estejamos em 7[%], 7,5%, segundo dizem os analistas”, disse. “Eu confesso que fizemos tanto nesses 15 meses que nem parece que se passaram apenas 15 meses desde que assumimos o governo”.

Aos investidores, Temer disse que podem encontrar no Brasil oportunidades seguras para negócios. “Nós temos, agora, um novo modelo para concessões e privatizações. É um modelo mais previsível e mais racional, que fortalece a segurança jurídica. Porque nenhum empresário aplica ou quer aplicar se não obtiver a segurança jurídica para o seu investimento”.

Segundo a Presidência brasileira, o vice-primeiro-ministro da China, Wang Yang, disse neste sábado, durante encontro com Temer, que há interesse das empresas chinesas em participar dos leilões programados do Programa de Parcerias de Investimento, principalmente em áreas como energia e transportes.

Amanhã (3), Temer viaja para a cidade chinesa de Xiamen, onde vai participar da 9ª cúpula de chefes de Estado e de Governo do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) até terça-feira (5).

Atos

No seminário, foram assinados oito atos empresariais, entre eles o termo de ratificação dos acordos para implantação do parque siderúrgico entre o governo do Maranhão e a China Brazil Xinnenghuan International Investment (CBSteel) e o protocolo de intenções entre a Itaipu e a China Three Gorges Corporation para desenvolver ações conjuntas de pesquisa nas áreas de energia renovável.

Na ocasião, foi firmado o memorando de entendimento entre o Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura e a China Communication Construction Company para a aquisição do Terminal Graneleiro de Babitonga, em Santa Catarina.

Acordo de cooperação entre a Petrobras e o China Development Bank e o memorando de entendimento para cooperação entre o Banco do Brasil e o Industrial Commercial Bankof China também foram assinados.

Brasil e China firmaram ontem 14 atos internacionais. Três deles são acordos bilaterais entre os dois governos e os outros são acordos privados e interinstitucionais, que podem gerar negócios e investimentos futuros no Brasil.

Agência Brasil

01/09/2017 08:09

Delatados dizem que JBS pode ter omitido provas da Justiça

Colcha de retalhos Os alvos da hecatombe provocada pela JBS vão explorar o fato de os delatores estarem apresentando só agora — mais de três meses após o estouro do escândalo — gravações que fizeram antes de firmar o acordo com a PGR. A interpretação é de que pode haver aí um indício de que os irmãos Batista omitiram provas. O advogado de Michel Temer pedirá acesso aos novos grampos. A defesa da JBS trata o assunto com naturalidade e diz que não há risco de quebra do acordo de colaboração.

Na manga Em junho, peritos da PF encontraram rastros de arquivos que haviam sido apagados dos gravadores de Joesley Batista. Entre eles, havia registros salvos com nomes similares aos de alvos de investigações.

Sugestivos Entre os itens deletados havia arquivos identificados como “Gabriel Guimarães X R. Saud”, “Roberta X Ricardo”, “Rodrigo R. Louro X Ricardo”. Gabriel Guimarães seria um deputado do PT-MG. Roberta, a irmã de Lúcio Funaro.

Nitroglicerina Joesley gravou os próprios advogados — teria feito isso por não saber manusear com apuro o gravador. A pergunta, em Brasília, é se nessas conversas mencionou o nome de Marcello Miller, ex-procurador que deixou a PGR para atuar na banca que negociou a leniência da JBS.

Venha a mim Em junho, o advogado de Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, solicitou ao STF acesso a sete gravações apagadas por Joesley. Com a revelação pelo site “O Antagonista” de que mais grampos teriam sido encontrados, decidiu voltar à corte.

Venha a mim 2 “Pela primeira vez na história, vemos que existe enorme material probatório em segredo, fora do processo”, disse Mariz.

Quase lá A PF está prestes a concluir o inquérito sobre o “quadrilhão” do PMDB da Câmara. A expectativa é de que a apuração seja finalizada até a semana que vem. Ela também será usada na nova denúncia contra Temer.

Acareação Relator da CPI do BNDES, o senador Roberto Rocha (PSB-MA) vai propor que o ex-presidente Lula e o ex-ministro Guido Mantega prestem esclarecimentos à comissão sobre empréstimos concedidos pelo banco. Antes, pretende ouvir os irmãos Joesley e Wesley Batista a respeito do assunto.

Salva-vidas Uma das principais vozes de oposição ao governo Michel Temer, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) começará uma campanha no Congresso para que seja aprovada a volta do financiamento privado.

Onde pega Renan teme que, mantida a forma de financiamento atual, focada no fundo partidário, ele fique sem um tostão para fazer campanha. Foi assim com seu parceiro de críticas ao Planalto, Eduardo Braga (PMDB-AM), que concorreu ao governo do Amazonas.

Ponto com nó Presidente em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ) não exaltou à toa a criação de um “novo centro”, em evento com o PC do B, na quarta-feira (30). Testava, no palanque, conceito que dará base à nova fase de sua sigla.

Contra eles Maia tem em mãos um vídeo que esboça propaganda do que será o ideário do DEM após a repaginação. Trata-se de uma pregação contra o radicalismo e a polarização, num antagonismo à posição de nomes como Lula e Bolsonaro.

Painel, Folha de S. Paulo

29/08/2017 11:09

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com Temer na China, Maia assume interinamente a presidência do país

Com a partida do presidente Michel Temer hoje (29) para a China, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assume interinamente a presidência da República. Temer embarca de volta ao Brasil no dia 5 de setembro.

Na manhã desta terça-feira, Rodrigo Maia foi a Base Aérea de Brasília acompanhar o embarque de Michel Temer. O primeiro evento da agenda de Maia como presidente da República interino será uma reunião com o deputado Jarbas Vasconcelos, às 18h, no Palácio do Planalto. À noite, ele recebe o governador de Goiás, Marconi Perillo, para um jantar na residência oficial da Câmara dos Deputados.

Maia se afasta da presidência da Câmara no momento em que a Casa discute matérias importantes e há expectativa em relação à votação da reforma política.

Enquanto Maia estiver no Planalto, o comando da Câmara será exercido pelo segundo-vice-presidente, André Fufuca (PP-MA). Isso porque o primeiro-vice-presidente, Fábio Ramalho (PMDB-MG), integra a comitiva de Temer na viagem à China.

Temer na China

O presidente Michel Temer fará uma visita de Estado à China, onde participará da 9ª Cúpula do Brics, grupo formado pelo Brasil, a Rússia, China, Índia e África do Sul. No país asiático, que é o principal parceiro comercial do Brasil, Temer vai apresentar o pacote de concessões e privatizações lançado na semana passada pelo governo em busca de atrair investidores chineses.

A primeira parada de Temer será em Pequim, onde se encontra com o presidente Xi Jinping e participa de seminário que reunirá líderes empresariais chineses que já investem ou têm interesse em investir no Brasil. Em seguida, o presidente irá a Xiamen para a reunião do Brics.

Agência Brasil

29/08/2017 09:33

Planalto está preparado para possível nova denúncia contra Temer, diz Padilha

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou hoje (28) que o Palácio do Planalto está “preparado” para enfrentar uma possível nova denúncia a ser oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer. Segundo Padilha, os indicadores mostram que a economia está se descolando da política e, sob esse ponto de vista, deixa de ser impactada por notícias negativas.

“Se vier uma nova denúncia, por certo, estaremos preparados para, politicamente, enfrentá-la no que diz respeito ao campo político, e juridicamente, enfrentá-la, no campo jurídico. E a economia está descolada [da política]. Prova disso é que, neste segundo trimestre, tivemos o melhor desempenho em relação ao primeiro trimestre. E no terceiro, temos vários indicadores que estão superando os do segundo também. Ou seja, estamos em ascensão. Na política, também teremos que dar o tratamento que o caso, se vier, merecer”, disse o ministro. Ele reiterou que o governo vem retomando a confiança dos diversos atores econômicos.

No início deste mês, a Câmara dos Deputados negou o prosseguimento da denúncia contra  Temer oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva. A investigação tem como base a delação premiada do dono do grupo JBS, Joesley Batista. Há a expectativa, no entanto, de que Janot denuncie Temer por outros crimes mencionados no pedido de abertura de inquérito feito em junho, como obstrução de Justiça.

Padilha concedeu entrevista após participar de reunião ministerial conduzida pelo presidente Michel Temer, que amanhã (29) viajará para a China. Durante a reunião, Temer pediu aos ministros um levantamento das ações de cada pasta desde que ele assumiu a Presidência da República, e anunciou a intenção de retomar os encontros setoriais com seus auxiliares.

Após a fala de Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez uma exposição otimista sobre a economia brasileira que, segundo ele, está em “trajetória de recuperação”. Aos jornalistas, ele voltou a repetir que o governo acredita que o “senso de realismo” deve permanecer e que a reforma da Previdência, que altera regras para acesso à aposentadoria, será aprovada pelos parlamentares.

De acordo com Meirelles, o governo trabalha com a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em 2018 de 2% “com viés de alta”.

Meirelles disse que o “quadro positivo” é resultado das medidas de austeridade fiscal e das reformas promovidas pelo governo para controlar de forma mais rígida as despesas. “Isso tudo está dando confiança, a economia já está crescendo em base sólida. Portanto, a nossa expectativa é entrar no próximo ano com um ritmo de crescimento já acima de 2,5%, possivelmente ao redor de 3%. Mas esse é um quadro de previsão sujeito a variáveis”, acrescentou.

Agência Brasil

29/08/2017 09:14

Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

Com viagem de Temer à China, André Fufuca herda o comando da Câmara

A viagem do presidente Michel Temer à China, nesta terça-feira (29), promove uma dança das cadeiras em Brasília que levará o deputado André Fufuca (PP-MA), 28, ao posto de segundo homem mais importante da República durante nove dias.

Como Temer não tem vice, é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quem assume a Presidência.

O primeiro vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), integra a comitiva de Temer e, por isso, caberá a Fufuca, segundo vice, comandar a Casa até dia 6.

Deputado de primeiro mandato, ele terá que presidir o plenário em votações importantes. O governo espera concluir a apreciação da nova política para os juros do BNDES e votar uma nova versão do Refis, programa de refinanciamento de dívidas de contribuintes.

Além disso, há expectativa de que a Câmara vote a emenda da reforma política, que estabelece o fim das coligações partidárias para as eleições proporcionais e cria uma cláusula de barreira para limitar o acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo de rádio e TV.

A oposição pretende continuar obstruindo as votações. “Independentemente da presença do presidente na Câmara, as oposições não vão diminuir a temperatura diante das pautas polêmicas”, disse o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).

Na manhã de segunda (28), Maia levou Fufuca a Temer. “Foi mais uma questão protocolar. Ele demonstrou preocupação com matérias que necessitam de uma certa celeridade, mas não fez nenhuma solicitação”, disse Fufuca.

O deputado se chama, na verdade, André Luiz Carvalho Ribeiro. Herdou o apelido de seu pai, Francisco Ribeiro Dantas Filho, o Fufuca Dantas (PMDB), prefeito de Alto Alegre do Pindaré (MA).

Médico, também já foi deputado estadual.

Na Câmara, era aliado, frequentador da casa e do gabinete, do então presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

Dinarte Assunção

Biografia Dinarte Assunção é jornalista formado pela UFRN. Atuou em redações como repórter de cotidiano, economia e política. Foi comentarista político da TV Ponta Negra. Atualmente é reporter do Portal No Ar e compõe a equipe do Meio Dia RN, na 98 FM. É autor do livro Sobre Viver - Como Venci a Depressão e as Drogas. Nas horas vagas, assa panquecas.

Descrição Ponto ID é um blog para noticiar o que importa. E nada mais.